sábado, 31 de março de 2018

Sábado Santo


                                                                                


O Sábado Santo, também chamado Sábado de Aleluia, é o dia antes da Páscoa no calendário de feriados religiosos do Cristianismo.
O Sábado de Aleluia é o último dia da Semana Santa.Na tradição católica, é costume os altares serem desnudados, pois, tal como na Sexta-Feira Santa, não se celebra a Eucaristia
Os católicos praticam jeju com abstinência de carne e consumo limitado de peixe. Em alguns lugares, a manhã do Sábado de Aleluia é dedicada à "Celebração das Dores de Maria", onde se recorda a "hora da Mãe", sem missa.
É no Sábado de Aleluia que se faz a tradicional Malhação de Judas, representando a morte de Judas Iscariotes.
No Sábado Santo, é celebrada a Vigília Pascal depois do anoitecer, dando início à Páscoa.
O Sábado remonta à Criação, passa pelo Êxodo e vai até ao fim do Apocalipse.


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sexta-feira, 30 de março de 2018

Sexta-Feira Santa


                                                                                    


A tarde de Sexta-Feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe traspassou o lado.
São João, teólogo e cronista da paixão nos leva a contemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto. Os títulos de Jesus compõem uma formosa “Cristologia”. Jesus é Rei, o  diz o título da cruz, e o patíbulo é o trono onde ele reina. É a uma só vez, sacerdote e templo, com a túnica sem costura com que os  soldados  tiram a sorte. É novo Adão junto à Mãe, novo Eva, Filho de Maria e Esposo da Igreja. É o sedento de Deus, o executor do testamento da Escritura. O Doador do Espírito. É o Cordeiro imaculado e imolado, o que não lhe romperam os ossos. É o Exaltado na cruz que tudo o atrai a si, quando os homens voltam a Ele o olhar.
A Mãe estava ali, junto à Cruz. Está ali como mãe e discípula que seguiu em tudo a sorte de seu Filho, totalmente ao seu lado. Solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos,  a mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho. A palavra de seu Filho que prolonga sua maternidade até os confins infinitos de todos os homens. Mãe dos discípulos, dos irmãos de seu Filho. A maternidade de Maria tem o mesmo alcance da redenção de Jesus. Maria contempla e vive o mistério com majestade. São João a glorifica com a lembrança dessa maternidade. Último testamento de Jesus. Última dádiva. Segurança de uma presença materna em nossa vida, na de todos. Porque Maria é fiel à palavra: Eis aí o teu filho.
O soldado que traspassou o lado de Cristo no lado do coração, não se deu conta que cumpria uma profecia.Um estupendo gesto litúrgico. Do coração de Cristo brota sangue e água. O sangue da redenção, a água da salvação. O sangue é sinal daquele maior amor, a vida entregue por nós, a água é sinal do Espírito, a própria vida de Jesus que agora, como em uma nova criação derrama sobre nós.
Hoje não se celebra  missa. O altar é iluminado sem mantel, sem cruz, sem velas nem adornos. Recordamos a morte de Jesus. Os ministros se prostram no chão frente ao altar no começo da cerimônia. São a imagem da humanidade rebaixada e oprimida, e ao mesmo tempo penitente que implora perdão por seus pecados. Vão vestidos de vermelho, a cor dos mártires: de Jesus, o primeiro testemunho do amor do Pai e de todos aqueles que, como ele, deram e continuam dando sua vida para proclamar a libertação que Deus nos oferece.

O site Capelinha Virtual preparou com carinho para VC refletir sobre a Paixão de Cristo as imagens e os textos das estações da Via Sacra.
Faça-nos uma visita e confira clicando (aqui)



quinta-feira, 29 de março de 2018

Quinta-Feira Santa


                                                                               


 A celebração da Semana Santa encontra seu ápice no Tríduo Pascal, que compreende a Quinta-feira Santa, a Sexta-feira da Paixão e morte do Senhor e a solene Vigília Pascal, no sábado à noite. Esses três dias formam uma grande celebração da Páscoa memorial da paixão, morte e ressurreição de Jesus.
A liturgia da Quinta-feira Santa nos fala do amor, com a cerimônia do Lava-pés e a instituição da Eucaristia, em que Jesus se faz nosso alimento, dando-nos seu corpo e sangue. É a manifestação profunda do seu amor por nós, amor que foi até onde podia ir: "Como Ele amasse os seus amou-os até o fim".
A Eucaristia é o amor maior, que se exprime mediante tríplice exigência: do sacrifício, da presença e da comunhão. O amor exige sacrifício e a Eucaristia significa e realiza o sacrifício da cruz na forma da Santa Ceia ou a Última Ceia.  Nos sinais do pão e do vinho, Jesus se oferece como Cordeiro imolado que tira o pecado do mundo: "Ele tomou o pão, deu graças, partiu-o e distribuiu a eles dizendo: isto é o meu Corpo que é dado por vós. Fazei isto em memória de  mim. E depois de comer, fez o mesmo com o cálice dizendo: Este cálice é a nova aliança em meu sangue, que é derramado por vós" (Lc 22,19-20). Pão dado, sangue derramado pela redenção do mundo. Eis aí o sacrifício como exigência do amor.
O amor, além do sacrifício, exige presença. A Eucaristia é a presença real do Senhor que faz dos sacrários de nossas Igrejas centro da vida e da oração dos fiéis.
A fé cristã vê no sacrário de nossas igrejas a morada do Senhor plantada ao lado da morada dos homens, não os deixando órfãos, fazendo-lhes companhia, partilhando com eles as alegrias e as tristezas da vida, ensinando-lhes o significado da verdadeira solidariedade: "Estarei ao lado de vocês como amigo todos os momentos da vida". Eis a presença, outra exigência do amor.
O amor não só exige sacrifício e presença, mas exige também comunhão. Na intimidade do diálogo da última Ceia, Jesus orou com este sentimento de comunhão com o Pai e com os seus discípulos: "Que todos sejam um, como Tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles estejam em nós" (Jo 17,20-21).
Jesus Eucarístico é o caminho que leva a esta comunhão ideal. Comer sua carne e beber seu sangue é identificar-se com Ele no modo de pensar, nos senti mentos e na conduta da vida. Todos que se identificam com Ele passam a ter a mesma identidade entre si: são chamados de irmãos seus e o são de verdade, não pelo sangue, mas pela fé. Eucaristia é vida partilhada com os irmãos. Eis a comunhão como exigência do amor.
Na morte redentora na cruz, Cristo realiza a suprema medida da caridade "dando sua vida" e amando seus inimigos no gesto do perdão: "Pai, perdoai-lhes pois eles não sabem o que fazem." A Eucaristia não deixa ficar esquecido no passado esse gesto, que é a prova maior do amor de Deus por nós. Para isso, deixa-nos o mandamento: "Façam isso em minha memória".
Caridade solidária é o gesto de descer até o necessitado para tirá-lo da sua miséria e trazê-lo de volta a sua dignidade. A Eucaristia é o gesto da caridade solidária de Deus pela humanidade. "Eu sou o Pão da vida que desceu do céu. Quem come deste Pão vencerá a morte e terá vida eterna".


                                                                          




domingo, 25 de março de 2018

Domingo de Ramos


                                                                            

 O Domingo de Ramos abre solenemente a Semana Santa, com a lembrança das palmas e da paixão, da entrada de Jesus em Jerusalém e a liturgia da palavra que evoca a Paixão do Senhor no Evangelho de São Lucas.  
 Neste dia, entrecruzam as duas tradições litúrgicas que deram origem a esta celebração: a alegre, grandiosa e festiva liturgia da Igreja que relembra a obra que Jesus edificou em Jerusalém, e a austera memória da paixão que marca a liturgia de Roma. Liturgia de Jerusalém e de Roma, juntas nessa celebração. 
 Com o pensamento a Jesuralém, subimos ao Monte das Oliveiras que nos lembra o gesto de Jesus, gesto profético, que entra como Rei pacífico, Messias aclamado primeiro e depois condenado, para cumprir em tudo as profecias.
 Por um momento as pessoas reviveram a esperança de ter já consigo aquele que vinha em nome do Senhor. Ao menos assim o entenderam os mais simples, os discípulos e as pessoas que acompanharam ao Senhor Jesus, como um Rei. 
 São Lucas não falava de oliveiras nem de palmas, mas de pessoas que iam acarpetando o caminho com suas roupas, como se recebe a um Rei, gente que gritava: "Bendito o que vem como Rei em nome do Senhor. Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade".
Palavras com uma estranha evocação das mesmas que anunciaram o nascimento do Senhor em Belémaos mais humildes. Jerusalém, desde o século IV, no esplendor de sua vida litúrgica celebra este momento com uma numerosa procissão. E isto agradou tanto aos peregrinos que o oriente deixou marcada nesta procissão de ramos como umas das mais belas celebrações da Semana Santa.
 Com a liturgia de Roma, ao contrário, entramos na Paixão e antecipamos a proclamação do mistério, com um grande contraste entre o caminho triunfante do Cristo do Domingo de Ramos e o "via crucis".
 Entretanto, são as últimas palavras de Jesus no madeiro a nova semente que deve empurrar o remo evangelizador da Igreja no mundo.
"Pai, em tuas mão eu entrego o meu espírito". Este é o evangelho, esta a nova notícia, a boa nova. 
 Era o anúncio do amor de um Deus que desce conosco até o abismo do pecado e da morte, do absurdo grito de Jesus em seu abandono e em sua confiança extrema. Era um anúncio ao mundo pagão tanto mais realista quanto mais com ele se poderia medir a força de sua Ressurreição.
 A liturgia das palmas antecipa neste domingo, chamado de Páscoa florida, o triunfo da ressurreição, enquanto que a leitura da Paixão nos convida a entrar conscientemente na Semana Santa da Paixão gloriosa e amorosa de Cristo Nosso Senhor.


                                                                         


domingo, 18 de março de 2018

5º Domingo da Quaresma-


                                                                               

O Evangelho deste domingo nos coloca em sintonia com a morte-ressurreição de Jesus.
Aproxima-se a hora da entrega radical de sua vida, entrega sta que foi se dando durante toda a sua existência, desde a encarnação, vida e morte. Por isso que esta hora é glorificada, cheia de senido, fecunda, geradora de vida.
Uma vida vivida na doação e no amor não pode perder-se.
Uma vida vivida no fechamento, no apego, na conserva, já se perdeu.
A semente do trigo traz consigo o potencial da vida nova, mas para que germine ela precisa antes morrer.
Da generosa entrega de Jesus ao pai e à humanidade germinou nova vida, novo sentido da vida, novas possibilidades de fraternidade.


Abraços Fraternos e até a próxima.

domingo, 11 de março de 2018

Quarto Domingo da Quaresma-


                                                                                


Deparamo-nos hoje com o profundo diálogo de Jesus e Nicodemus, fariseu e príncipe.
Diante de suas perguntas, Jesus declara: Deus deu a maior prova de amor à humanidade ao enviar-lhe seu Filho, para dar-lhe a vida eterna.
E nem o pecado pode apagar seu carinho para com os filhos ingratos. Mas, na sua liberdade, o ser humano pode fechar-se ao amor de Deus, por sua incredulidade e egoísmo.
Ao pensar somente nas próprias satisfações condena-se e destrói o propósito de sua vida.
É salvo quem se abre à luz e tem a coragem de doar a própria vida, como fez Jesus.
O nosso juízo, portanto, acontece a cada instante, quando em nossas atitudes aceitamos ou recusamos a proposta da cruz.
Por fim, renovemos a confiança no Pai que não quer que ninguém pereça!


Abraços Fraternos e até a próxima.



domingo, 4 de março de 2018

Terceiro Domingo da Quaresma-


                                                                           


Quaresma é tempo de rever a vida, os valores e os princípios que movem nossas atitudes cristãs.
Já estamos o terceiro domingo desse tempo, e, desta vez, a liturgia nos chama a atenção para purificarmos o templo, ou seja, o lugar onde Deus habita: o templo da vida, nosso coração.
Jesus nos pede constantemente para substituirmos o antigo pelo ovo templo. Neste, não se oferecem mais os antigos sacrifícios, mas aqueles que agradam o Senhor.
O templo do coração humano é ond emoram as coisas boas e também as ruins.
Que possamos nesta Quaresma, expulsar os vendilhões, que porventura, habitam em nós e dar ao Mestre o seu devido lugar.

Abraços Fraternos e até a próxima.