4 de maio
São Floriano nascido na Áustria (século III), foi um grande general romano na região do Danúbio conhecido por sua inabalável fé e martirizado sob o imperador Diocleciano.
A pedra de moinho ao lado de São Floriano nos fala de seu martírio.
Por ordem do Imperador Diocleciano, São Floriano e mais quarenta soldados liderados por ele foram acusados de terem se tornado cristãos. O comandante exigiu que eles renunciassem à fé em Jesus Cristo e adorassem ao imperador, que era visto em todo o império como um “deus”.
São Floriano e os demais soldados recusaram-se a obedecer, alegando que: 1) o imperador não era um “deus”, mas Jesus Cristo, sim; 2) a fé em Cristo era um bem precioso demais; 3) a fé não atrapalhava o império e não era incompatível com a função dos soldados, mas, pelo contrário, enobrecia tal função.
O comandante, porém, não aceitou tais argumentos e mandou torturar São Floriano e os quarenta soldados. Como eles permaneceram firmes, sem renunciar a Cristo, o comandante mandou matá-los. São Floriano foi amarrado a uma pedra de moinho e atirado no rio Ens, que banhava a vila.
Seu corpo foi levado pelas águas até as margens onde foi recolhido por uma senhora que o enterrou em um lugar retirado.
Assim, ele deu sua vida pelo fogo abrasador que é a fé em Jesus Cristo.
São Floriano é o padroeiro da Polônia e dos bombeiros. É invocado protetor contra incêndios.
A farda de São Floriano, em dourado e azul, revela que ele foi oficial do exército romano, ocupando um cargo acima do de centurião. Ele atuou numa legião fixada na região do rio Danúbio. Devido à sua inteligência, perspicácia e coragem, foi designado administrador militar numa vila chamada Noricum.
A cruz na mão esquerda de São Floriano simboliza a fé cristã que ele professava mesmo sendo um oficial do exército romano. Fixado numa legião romana distante de Roma foi mais fácil para ele e para milhares de soldados viverem a fé cristã. Com efeito, grande número de mártires cristãos dos séculos II e III eram soldados romanos
O estandarte branco com a cruz vermelha sustentado pelo braço esquerdo de São Floriano significa que, além de ser cristão, ele propagou a fé cristã onde estava, principalmente entre os soldados de sua legião, sob seu comando. A cruz vermelha também simboliza o sangue de Cristo e dos mártires.
O balde de São Floriano, às vezes segurado por ele, ou, às vezes, por um anjo, retrata a missão que ele assumiu em sua legião. Em determinada época do ano a região de Noricum era assolada por incêndios que ameaçavam seriamente a vila. Por isso, São Floriano treinou e coordenou um grupo de soldados que se tornaram especialistas no combate ao fogo. Este grupo passou a se chamar “Combatentes do Fogo”. Certa vez, um grande incêndio surpreendeu a vila de madrugada. O fogo se alastrou tão rapidamente que os soldados não tiveram tempo para combatê-lo. Por isso, São Floriano fez uma oração pedindo a Deus um milagre. Em seguida, sentiu no coração o impulso de pegar um balde de água e atirá-la ao fogo. Quando fez isso, o fogo cessou imediatamente, para espanto de todos. Por causa disso, muitos soldados de sua legião se tornaram cristãos. E, também por causa disso, ele é o protetor dos bombeiros, protetor contra os incêndios e de todos os combatentes do fogo.
O anjo ao lado de São Floriano significa o Mensageiro que levou seu pedido até Deus. Significa também a proteção de Deus para com todos aqueles que dedicam suas vidas pelo bem do próximo.
Na igreja ele e representado como um soldado jogando água em uma igreja em chamas, ou com uma palma na mão e chama nos pés, devido a sua história enquanto ainda era soldado, ele combatia o fogo também junto ao um pequeno pelotão.
O dia 4 de maio foi instituído, a partir do ano 1999, como o dia internacional do bombeiro após a validação de uma petição através de inúmeros e-mails relativos à morte trágica de cinco bombeiros num incêndio na Austrália.
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Oração a São Floriano
Senhor, Deus dos Exércitos, concedei-nos pela intercessão de São Floriano, e seus companheiros mártires, a união na Vossa obediência, e a graça de administrar as nossas vidas na lógica da conversão diária e perseverante, de modo a que em qualquer momento e situação, nas pequenas ou decisivas situações, tenhamos o destemor de confessar a Fé por obras e palavras, para a Vossa glória, o bem dos irmãos, e a nossa salvação.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, e Nossa Senhora.
Amém.
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