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Se quiser fazer um comentário, contar um pouco da sua história de fé, este blog e o site da capelinha virtual foram criados com o objetivo não só de falar aos seus corações, mas também de ouvir o que vai no coração das pessoas.

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Abraços,
Aparecida.





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1000 Orações para Santo Antônio de Pádua

1000 Orações para Santo Antônio de Pádua
Em 13 de junho, dia em que comemoramos nosso amado Santo Antônio de Pádua, queremos convidar VCS leitores(as) do blog e visitantes a se unirem a nós para começarmos uma longa jornada em que faremos uma homenagem ao nosso santinho com 1.000 orações de seu Responso.

Se VC tem um pedido especial para fazer, junte-se a nós e deixe aqui a sua oração.

Se VC teve uma graça alcançada, junte-se a nós, e use esse espaço para agradecer a benção que recebeu.

Deixo aqui registrado todo o meu amor pela bondade infinita de Santo Antônio de Pádua e agradeço todas as graças que me foram concedidas por sua intercessão.

Sejam bem-vindos(as)!
Vamos nos unir num laço de amor, fé e gratidão!!!



Acesse o link abaixo e participe desta linda homenagem a Santo Antônio de Pádua:

Santa Apolônia - 1000 Orações


Agradecemos a todos que participaram da jornada em homenagem à Santa Apolônia, a VCS que com amor, fé e gratidão vieram deixar aqui registrado através das 1.000 orações o seu agradecimento a nossa amada santinha.

Acesse o link abaixo e conheça essa jornada:

Nossa Senhora do Caravaggio - 1000 Ave-Marias


1ooo Ave-Marias para Nossa Senhora do Caravaggio

Uma homenagem linda que a devota M. Aparecida fez à Nossa Senhora do Caravaggio, postando 1000 Ave-Marias em agradecimento e homenagem. Acompanhe no link abaixo toda essa jornada à nossa Santa muito amada.

Santa Rita de Cássia

Santa Rita de Cássia

1000 Pai-Nossos

Obrigada à você que participou da campanha 1000 Pai-Nossos à Santa Rita de Cássia. É com fé, determinação e muito amor que deixamos registrado aqui nosso carinho e gratidão à nossa Santa muito amada.

Acesse o link abaixo e confira toda essa jornada:



http://capelinhavirtual.blogspot.com.br/2013/05/1000-pais-nossos-santa-rita-de-cassia.html

sexta-feira, 26 de junho de 2026

São Josemaria Escrivá

 São Josemaria Escrivá 

26 de junho 


São Josemaria Escrivá nasceu em Barbastro (Espanha – 1902) em uma família profundamente cristã. Quando criança, teve uma infância muito difícil. Três irmãs mais novas que ele morreram ainda meninas, o negócio de seu pai faliu e a família teve que se mudar para Logroño.

Certo dia, viu pegadas na neve dos pés descalços de um religioso e sentiu que Deus desejava algo dele. Pouco a pouco, foi aumentando sua inquietude vocacional e ingressou no seminário. Mais tarde, estudou Direito na Universidade de Saragoça.

Caracterizava-se por um caráter generoso e alegre, enquanto sua simplicidade e serenidade o fizessem muito querido entre seus companheiros. Tinha muito esmero na piedade, disciplina e estudo, tornando-se um exemplo para seus colegas.

Foi ordenado sacerdote em 28 de março de 1925. Anos mais tarde, com a permissão de seu bispo, mudou-se para Madri para obter seu doutorado em Direito. 

Em 2 de outubro de 1928, Deus lhe fez ver o que queria dele e fundou o Opus Dei.

Na ocasião, São Josemaria definiu o Opus Dei como “uma mobilização de cristãos que soubessem sacrificar-se voluntariamente pelos outros, que tornassem divinos todos os caminhos humanos da terra, santificando qualquer trabalho nobre, qualquer trabalho limpo”.

Com a eclosão da guerra civil em 1936, teve início a perseguição religiosa e São Josemaria se viu obrigado a refugiar-se em vários lugares até chegar a Burgos.

Com o fim da guerra, em 1939, retornou para Madri e terminou seus estudos de doutorado em direito. Sua fama de santidade foi se estendendo e dirigiu muitos exercícios espirituais a pedido de vários bispos e superiores religiosos. Em 1946, mudou-se para Roma e obteve da Santa Sé a aprovação definitiva do Opus Dei.

Aos poucos, foi-lhe sendo confiados cargos importantes no Vaticano e seguiu com atenção o Concílio Vaticano II, relacionando-se com muitos padres conciliares. Viajou por vários países da Europa e América, impulsionando e consolidando o trabalho apostólico do Opus Dei. É autor do livro ‘Caminho’, que se converteu em um clássico moderno da espiritualidade católica.

“Ali onde estão vossas aspirações, vosso trabalho, vossos amores, ali está o lugar de seu encontro cotidiano com Cristo”, incentivava São Josemaria.

Faleceu em 26 de junho de 1975, por causa de uma parada cardíaca, e aos pés de um quadro da Santíssima Virgem de Guadalupe.

Foi canonizado por João Paulo II em 2002.

“Deus não te tira do teu ambiente, não te retira do mundo, nem do teu estado de vida, nem das tuas ambições humanas nobres, nem do teu trabalho profissional… mas, aí, te quer santo!”, dizia São Josemaria Escrivá , fundador do Opus Dei e conhecido como “o santo do ordinário”.


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Oração a São Josemaría


Ó Deus, que por mediação da Santíssima

Virgem Maria concedestes inumeráveis graças

a São Josemaría, sacerdote, escolhendo-o como

instrumento fidelíssimo para fundar o Opus Dei,

caminho de santificação no trabalho profissional

e no cumprimento dos deveres cotidianos do

cristão, fazei com que eu saiba também converter

todos os momentos, amar e servir com alegria e

simplicidade a Igreja, o Romano Pontífice e as

almas, iluminando os caminhos da Terra com

o resplendor da fé e do amor. 

Concedei-me por intercessão de São Josemaría a graça que vos peço (faça seu pedido aqui).

Assim seja.

Amém.

Pai Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.


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quinta-feira, 25 de junho de 2026

São Guilherme de Vercelli



São Guilherme de Vercelli

25 de junho


Guilherme, um adolescente de Vercelli, com 14 anos, fez algo semelhante ao que Francisco faria em Assis, mais de cem anos depois. Deixou a vida de opulenta riqueza da sua família, renunciou ao título nobiliário, vestiu uma túnica rude e partiu descalço e sozinho.

Uma experiência de peregrinação: Guilherme tinha os pés muito machucados de tanto andar. Seu destino era Santiago de Compostela e, depois, um dia, a Terra Santa. Compostela torna-se uma etapa obrigatória de peregrinação para o homem do primeiro milênio. Por volta do ano 1099, Guilherme partiu para o Santuário espanhol: fez cinco anos de caminhada, de pão e água, dormindo no chão, de colóquio íntimo com Deus e de ardente anúncio do Evangelho ao longo do caminho. A outra etapa de qualquer peregrinação, na época, era a Terra de Jesus. Então, Guilherme voltou para a Itália com o objetivo de partir para Jerusalém. Porém, o homem que planeja se defronta com as surpresas de Deus. O jovem encaminhou-se para o sul da Itália em busca de um navio. Mas, nas proximidades de Brindes, foi agredido por alguns ladrões. Naquele pobre peregrino nada havia para roubar; decepcionados, a agressão se transformou em violência. Guilherme foi espancado e obrigado a interromper sua viagem. Ao recuperar suas forças, encontrou-se com João de Matera, o futuro santo, que havia conhecido antes, que lhe disse, com decisão, que, por detrás da agressão sofrida, poderia estar oculto um sinal maior: dedicar a sua missão de apóstolo na Itália.

Vida Eremítica: Guilherme refletiu e se convenceu. Em 1118, volta novamente para Irpínia, aos pés do Montevergine, que escalou até encontrar uma pequena bacia, onde se deteve. Ali, o peregrino se tornou eremita. O eremita pensava ser feito para a solidão, mas a solidão não era feita para ele: sua fama de homem de Deus se espalhou rápido como o vento gelado que penetrava nos bosques do Monte Partênio. Dezenas de pessoas chegavam ao lugar onde se encontrava a cela do monge Guilherme. 

Abade de Montevergine: Assim, o eremita tornou-se abade. Foram poucas as regras escritas, ditadas e mostradas com seu exemplo: penitência rigorosa, oração, prática da caridade com os pobres. Este foi o broto da sua congregação dedicada a Maria, A Congregação Beneditina de Montevergine, oficialmente reconhecida em 1126. 

A mística do Peregrino: Certo dia, o Santo Peregrino confiou a um discípulo a recém-nascida Abadia de Montevergine e retomou sua estrada. Os príncipes normandos e as pessoas paupérrimas que o encontravam permaneciam fascinados. Notou-se aí uma verdadeira espiritualidade peregrina, daquele que se encontrou com Jesus através dessas experiências de viajante, recordando que todos nós somos passageiros neste mundo. 

A abadia de Montevergine prosperou graças às contínuas doações. Entre os amigos reinantes, mas, sobretudo, sinceros de Guilherme, destaca-se Rogério II, um rei normando. Foi ele quem visitou, pela última vez, o peregrino, que se tornou eremita e abade, debilitado e quase sem força. Em 1142, São Guilherme entregou seu espírito em um de seus mosteiros da Irpínia, em Goleto. 

800 anos depois da sua morte, em 1942, Pio XII o proclamou padroeiro principal da Irpínia.


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Oração a São Guilherme de Vercelli 

Ó Glorioso São Guilherme, tu que em vida santificaste Montevergine com as tuas virtudes e com milagres que o Senhor operou através de tuas mãos e, depois da morte tornaste precioso o Santuário de Montevergine como repouso do teu Santo Corpo: ouve atencioso as nossas preces e torna-nos firmes e perseverantes no testemunho de uma autêntica vida cristã. Continua anunciar as nossas mentes e aos nossos corações a mensagem evangélica com aquela mesma prodigiosa eficácia que o caracterizou em vida, a fim de que como fervorosos apóstolos da glória do Senhor e do culto a Virgem Maria, possamos um dia, no céu participar com contigo do fruto maduro de nossa redenção. 

Amém.

São Guilherme, rogai por nós.


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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Vinho Quente de São João: Receita e dicas



Especial São João: Vinho Quente

Receita Clássica, receita sem álcool, dicas, cultura, festa junina e "arraiá" quentinho 😍


Vinho quente é a bebida tradicional das festas juninas e das noites frias brasileiras: vinho tinto seco aquecido com cravo-da-índia, canela em pau, gengibre e açúcar, finalizado com maçã e laranja em rodelas.

A origem é europeia — Glühwein alemão, vin chaud francês, glögg escandinavo — no Brasil a bebida virou tradição em duas datas: junho, no "arraiá" e dezembro, na ceia de Natal. 

O segredo está em não deixar ferver depois que o vinho entra na panela, preservando assim o teor alcoólico e os aromas das especiarias.


Ingredientes

1 xícara (chá) de água

1 xícara (chá) de açúcar

6 cravos-da-índia

2 paus de canela

1 pedaço de 3 cm de gengibre fresco, fatiado

1 litro de vinho tinto seco

2 maçãs, cortadas em cubos

1 laranja, cortada em rodelas


Modo de Preparo

1. Em uma panela grande, adicione a água, o açúcar, os cravos-da-índia, os paus de canela e o gengibre fatiado. Leve ao fogo médio e mexa até que o açúcar dissolva completamente.

2. Deixe ferver por cerca de 5 minutos para que as especiarias liberem seus aromas.

3. Acrescente o vinho tinto à panela e mexa delicadamente. Adicione as maçãs e as rodelas de laranja.

4. Reduza o fogo e deixe cozinhar por mais 10 minutos, sem deixar ferver, para evitar a evaporação do álcool.

5. Retire do fogo e deixe descansar por 5 minutos para intensificar os sabores.

6. Coe a mistura para remover as especiarias e as frutas e sirva quente em xícaras ou copos resistentes ao calor.


Especiarias clássicas do vinho quente: proporção e função

As especiarias são a alma do vinho quente. Cada uma cumpre uma função aromática diferente e a proporção define se a bebida fica equilibrada ou dominada por uma nota só. A tabela abaixo mostra a base clássica e as especiarias opcionais, com a quantidade ideal para 1 litro de vinho:


Base clássica (obrigatória):

Cravo-da-índia: 6 unidades: calor picante, nota amadeirada

Canela em pau: 2 paus: doçura quente, base do perfil aromático

Gengibre fresco: 3 cm fatiado: picância cítrica, ajuda na digestão

Casca de laranja: 1 unidade (sem a parte branca): acidez perfumada, equilibra o doce


Especiarias (opcionais):

Anis-estrelado: 1 estrela: toque licoroso

Noz-moscada: 1 pitada ralada: profundidade

Cardamomo: 2 vagens amassadas: floral (tradição escandinava)

Pimenta-rosa: 5 grãos: picância suave

A regra de ouro: três especiarias-base obrigatórias (cravo, canela, gengibre) + uma a duas especiarias-coringa para personalizar. Mais que isso embaralha o paladar.


Dicas de preparo:

A diferença entre um vinho quente equilibrado e um vinho quente amargo está em três detalhes de execução que a maioria das receitas ignora:

Nunca deixe ferver depois de adicionar o vinho

Quando o vinho ultrapassa 78 °C (ponto de ebulição do álcool etílico), o álcool evapora junto com os aromas voláteis. O resultado é uma bebida com gosto de calda de açúcar. Mantenha o fogo no mínimo e olhe a panela: se subir vapor denso ou borbulhar nas bordas, abaixe imediatamente.

Cozinhe as especiarias antes de pôr o vinho.

Os 5 minutos iniciais de fervura na calda de água + açúcar + cravo + canela + gengibre são os que extraem os óleos essenciais. Pular essa etapa entrega um vinho "perfumado por fora" e sem profundidade.

Coe antes de servir.

Especiaria inteira na xícara amarga ao terceiro gole. Coe a mistura final removendo cravos, canela, gengibre e cascas, mantenha as rodelas de maçã e laranja apenas como decoração no copo, se desejar.

Para servir, prefira canecas de cerâmica ou xícaras grossas resistentes ao calor. Vidro fino racha; copo americano queima a mão.



Vinho quente com álcool X Vinho quente sem álcool 

A receita tradicional leva vinho tinto seco, mas a versão sem álcool com suco de uva integral é igualmente tradicional na festa junina brasileira, especialmente para crianças, gestantes e quem dirige depois da festa.

A escolha não muda o tempo de preparo nem a base de especiarias; muda apenas o líquido principal e o ajuste de açúcar.


Versão com álcool (receita tradicional)

Líquido principal: 1 litro de vinho tinto seco (cabernet sauvignon, merlot ou carmenère funcionam bem; evite vinhos doces ou frisantes)

Açúcar: 1 xícara (chá)

Teor alcoólico final: \~8-10% (parte do álcool evapora no cozimento mesmo sem fervura)

Quando preferir: ceia de Natal, festa junina adulta, jantar em noite fria

Quem deve evitar: crianças, gestantes, lactantes, pessoas em tratamento medicamentoso ou que vão dirigir


Versão sem álcool (vinho quente de suco de uva)

Líquido principal: 1 litro de suco de uva integral tinto (preferir 100% suco, sem adição de água ou açúcar)

Açúcar: ½ xícara (chá) — o suco já é mais doce que o vinho seco

Tempo de cozimento após adicionar o suco: 8 minutos (suficiente para incorporar as especiarias; mais que isso evapora água e concentra o açúcar demais)

Quando preferir: arraiá com crianças, ceia inclusiva, café da tarde de inverno

Dica: finalize com 1 colher (sopa) de suco de limão para equilibrar a doçura


Versão híbrida (meio a meio)

Para festas com público misto, faça 500 ml de vinho tinto seco + 500 ml de suco de uva integral. Reduz o teor alcoólico para \~4-5% e mantém o corpo da bebida. Ajuste o açúcar para ¾ de xícara.


Como conservar e reaquecer o vinho quente

Vinho quente pode ser feito com antecedência, inclusive fica mais saboroso depois de algumas horas de descanso, porque as especiarias continuam liberando aromas. A questão é como armazenar e reaquecer sem perder álcool, aroma e segurança alimentar.


Conservação na geladeira

Coe a bebida (retirando especiarias e frutas) e transfira para um recipiente de vidro com tampa hermética. Dura até 5 dias na geladeira, entre 2 °C e 8 °C. Se deixar as especiarias dentro do líquido em descanso prolongado, o sabor fica amargo no segundo dia.


Conservação no congelador

Vinho quente pode ser congelado por até 3 meses em pote de vidro ou silicone (deixe 2 cm de folga para expansão). Descongele na geladeira por 12 horas antes de reaquecer. Não recongele.


Como reaquecer corretamente

No fogão: transfira para uma panela em fogo baixo, sem deixar ferver. Aqueça até atingir 70-75 °C (vapor subindo discreto, sem borbulhar). Leva 5-7 minutos.

No micro-ondas: use potência média (50%) em ciclos de 1 minuto, mexendo entre cada ciclo. Total: 2-3 minutos por xícara.


O que evitar: fervura em qualquer modo — destrói o álcool restante, evapora os óleos essenciais das especiarias e deixa a bebida com gosto adocicado plano.

Preparar com antecedência para a festa.

Para servir em uma festa de 15-20 pessoas, triplique a receita (3 litros de vinho + proporção das especiarias) e faça no dia anterior.

Deixe descansar com as especiarias dentro por 12 horas na geladeira, coe na hora de reaquecer e sirva. A bebida fica mais encorpada e o trabalho no dia da festa cai pela metade.


Festa junina: a versão brasileira do vinho quente europeu

Na festa junina, o vinho quente compete em popularidade com o quentão de cachaça (que substitui o vinho pela aguardente brasileira). É bebida de quadrilha à noite, fogueira acesa, paletó xadrez. A pegada brasileira é mais doce que a europeia — o açúcar é parte da receita, não opcional.


A receita brasileira é prima direta de três tradições:

Glühwein (Alemanha, Áustria) — vinho tinto + cravo, canela, casca de laranja e açúcar. Servido em Christkindlmärkte (mercados de Natal) desde a Idade Média.

Vin chaud (França) — versão francesa, mais discreta no açúcar, com mais foco na casca de laranja.

Glögg (Escandinávia) — leva também cardamomo, amêndoas e passas, e às vezes uma dose de  conhaque.

A versão brasileira tomou emprestadas as especiarias germânicas e o açúcar generoso, acrescentou maçã em cubos (provavelmente influência tropical pela disponibilidade da fruta) e firmou o gengibre fresco como assinatura — diferente das europeias, que costumam usar gengibre só ocasionalmente.

O gengibre possui propriedades anti-inflamatórias e pode ajudar na digestão, tornando esta bebida não apenas saborosa, mas também benéfica para a saúde.


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Novena de São João Batista

 Novena de São João Batista

O santo é reconhecido pelo próprio Cristo: “Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João , o Batista” (Mateus 11,11)


Oração inicial para todos os dias

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém

Meditemos sobre a vida de São João Batista, que, vivendo na simplicidade, na oração e na penitência, pregou um batismo de conversão para os pecadores, buscando a paz e a partilha com os pobres. 

Meditemos à luz do Espírito Santo.

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito, e tudo será criado, e renovareis a face da terra. Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas e gozemos sempre de sua consolação. 

Por Cristo, Senhor Nosso. 

Amém.


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Oração final para todos os dias

Glorioso São João Batista, que fostes santificado no seio materno, ao ouvir vossa mãe a saudação de Maria Santíssima; por intercessão da Virgem e pelos infinitos merecimentos de seu Divino Filho, de quem fostes precursor, anunciando-o como Mestre e apontando-o como o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo, alcançai-nos a graça de darmos também nós testemunhos da verdade e selar até, se preciso for, com o próprio sangue, como o fizestes vós, ao ser martirizado. 

Abençoai todos os que vos invocam e fazei que aqui floresçam todas as virtudes que praticastes em vida, para que, verdadeiramente animados do vosso espírito, no estado em que Deus nos colocou, possamos um dia gozar convosco da bem-aventurança eterna. 

Amém.

São João Batista, rogai por nós e abençoai as nossas famílias!


Faça os pedidos da novena.

Rezar um Pai-Nosso, Ave-Maria e Gloria


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Oração Inicial para todos os dias 


1º Dia: O nascimento de São João Batista

São João Batista nasceu 6 meses antes do nascimento de Jesus. Era filho de Zacarias e Isabel, que eram “justos diante de Deus: obedeciam fielmente a todos os mandamentos e ordens do Senhor” (Lc 1,6).

O pai de João era idoso, e sua mãe não podia ter filhos, o que lhe trazia humilhação e desprezo. Por isso, os pais de João Batista simbolizam todas as famílias e comunidades pobres e humilhadas, que dependem apenas da misericórdia e do apoio de Deus, e por isso podem falar alegremente de Deus, como a mãe de João:

“Eis o que o Senhor fez por mim, nos dias em que ele se dignou tirar-me da humilhação pública” (Lc 1,25).

São João Batista nasceu milagrosamente em Aim Karim, cidade de Israel que fica próximo do centro de Jerusalém. Seu pai era um sacerdote do templo de Jerusalém chamado Zacarias. Sua mãe foi Santa Isabel, prima de Maria Mãe de Jesus. São João Batista foi consagrado a Deus desde o ventre materno. Em sua missão de adulto, ele pregou a conversão e o arrependimento dos pecados manifestos através do batismo. João batizava o povo. Daí o nome João Batista, ou seja, João, aquele que batiza.


Oração final para todos os dias


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Oração Inicial para todos os dias


2º Dia: A importância de São João Batista

São João Batista é muito importante no Novo Testamento, pois ele foi o precursor de Jesus, anunciou sua vinda e a salvação que o Messias traria para todos. João Batista era a voz que gritava no deserto e anunciava a chegada do Salvador. Ele é também o último dos profetas. Depois dele, não houve mais nenhum profeta em Israel.


Oração final para todos os dias


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Oração Inicial para todos os dias


3º Dia: Nascimento milagroso de São João Batista

A mãe de João Batista, Santa Isabel, era idosa e nunca tinha engravidado. Todos a tinham como estéril. Mas, então, o anjo Gabriel apareceu a Zacarias quando este prestava seu serviço de sacerdote no templo e anunciou que Isabel teria um filho e que este deveria se chamar João. Zacarias não acreditou e ficou mudo. Pouco tempo depois, Isabel engravidou como o Anjo havia dito.


Oração final para todos os dias


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Oração inicial para todos os dias


4º Dia: Isabel e a Ave-Maria

Nesse mesmo tempo, o anjo apareceu também a Maria e anunciou que ela seria a mãe do Salvador. Então, Maria foi visitar Isabel, pois o anjo lhe havia dito que Isabel estava grávida. Quando Maria chegou e saudou Isabel, João mexeu no ventre da mãe e Isabel fez aquela maravilhosa saudação a Maria santíssima: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! De onde me vem que a mãe do meu Senhor me visite? (Lc 1-41-43) Esta saudação de Isabel se tornou parte da oração da Ave Maria.


Oração final para todos os dias


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Oração inicial para todos os dias


5º Dia: Vida no deserto

Quando São João Batista ficou adulto, percebeu que chegara sua hora. Então, foi morar no deserto para rezar, fazer sacrifícios e pregar para que as pessoas se arrependessem. Vivendo uma vida extremamente difícil e com muita oração, passou a ser conhecido como profeta, homem enviado por Deus. Ele sempre anunciava a vinda do Messias. Batizava a todos que se arrependiam e multidões sempre iam ver suas pregações no rio Jordão.


Oração final para todos os dias


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Oração inicial para todos os dias


6º Dia: O Batismo de Jesus

Por causa de seu carisma, algumas vezes o povo pensava que São João Batista era o Messias, mas ele sempre dizia: Eu não sou o Cristo, eu não sou digno de desatar nem a correia de suas sandálias. (Jo. 1-27). 

Em outra passagem, ele disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo. (Jo.1-29).

 Quando Jesus, o verdadeiro Salvador, foi ao encontro de João Batista para ser batizado, São João disse: Eu é que devo ser batizado por ti, e tu vens a mim? (Mt3-14), mas Jesus confirmou e São João Batista batizou Jesus que então começou sua vida pública.


Oração final para todos os dias


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Oração inicial para todos os dias


7º Dia: Prisão e morte de João Batista

Nas pregações de São João ele não poupava o rei local, Herodes Antipas, Rei fantoche de Roma na Galileia. João denunciava a vida adúltera do rei e a vida desregrada de Herodes em seu governo.

São Marcos em seu evangelho narra que Salomé, filha de Herodíades, dançou para Herodes. O rei ficou deslumbrado com ela e disse que daria tudo o que lhe pedisse. Então Salomé fala com sua mãe e pede a cabeça de São João Batista numa bandeja. Herodes fez como havia prometido diante dos convivas. (Mar 6.14-29)


Oração final para todos os dias


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Oração Inicial para todos os dias


8º Dia: Devoção a São João Batista

São João Batista é o primeiro mártir da Igreja, e o último dos profetas. Sua festa é celebrada desde o começo da Igreja, no dia 24 de junho. Ele é venerado como profeta, santo, mártir, precursor do Messias e arauto da verdade, custe o que custar. Sua representação é mostrada batizando Jesus e segurando um bastão em forma de cruz.


Oração final para todos os dias


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Oração inicial para todos os dias


9º Dia: Oração a São João Batista

São João Batista, voz que clama no deserto: "endireitai os caminhos do Senhor, fazei penitência, porque no meio de vós esta quem não conheceis, e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias", ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas, para que eu me torne digno do perdão daquele que vós anunciaste com estas palavras: "Eis o Cordeiro de Deus, eis Aquele que tira o pecado do mundo". 

São João Batista rogai por nós. 

Amém.


Oração final para todos os dias


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Ladainha de São João Batista

 Ladainha de São João Batista 


Senhor, tende piedade de nós! (bis)

Cristo, tende piedade de nós! (bis)

Senhor, tende piedade de nós! (bis)


01.    São João Batista - Rogai por nós!

02.      Nosso glorioso padroeiro - Rogai por nós!

03.      Anunciado pelo anjo Gabriel - Rogai por nós!

04.      Purificado do pecado original - Intercedei por nós!

05.      Consagrado desde antes do nascimento - Rogai por nós!

06.      Cujo nascimento foi causa de alegria - Rogai por nós!

07.      Repleto do Espírito Santo - Rogai por nós!

08.      Maior entre os nascidos de mulher - Intercedei por nós!

09.      Precursor do Salvador - Rogai por nós!

10.      Preparador dos caminhos do Senhor - Rogai por nós!

11.      Voz que clama no deserto - Rogai por nós!

12.      Indicador do Cordeiro de Deus - Intercedei por nós!

13.      Profeta do Altíssimo - Rogai por nós!

14.      Profeta das Nações - Rogai por nós!

15.      Profeta da Justiça - Rogai por nós!

16.      Último dos Profetas - Intercedei por nós!

17.      Testemunho da Luz - Rogai por nós!

18.      Testemunho da Verdade - Rogai por nós!

19.      Amante da penitência - Rogai por nós!

20.      Indigno de desatar-lhe as sandálias - Intercedei por nós!

21.      Anunciador do batismo definitivo - Rogai por nós!

22.      Batizador do próprio autor do batismo - Rogai por nós!

23.      Defensor da família e do matrimônio - Rogai por nós!

24.      Santo mártir da justiça e da verdade - Intercedei por nós!


25.      Sede-nos propício - Ouvi-nos Senhor.

26.      Para que nos livreis de todo o mal - Ouvi-nos Senhor.

27.      Para que nos livreis de todo o pecado - Ouvi-nos Senhor.

28.      Para que nos livreis da morte eterna - Ouvi-nos Senhor.

29.      Pela vossa encarnação - Ouvi-nos Senhor.

30.      Pela vossa ressurreição - Ouvi-nos Senhor.

31.      Pela efusão do Espírito Santo - Ouvi-nos Senhor.

32.      Apesar de nossos pecados - Ouvi-nos Senhor.

33.      Jesus Filho de Deus Vivo - Ouvi-nos Senhor.


Cristo, ouvi-nos (bis)

Cristo, atendei-nos (bis)

Amém!


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São João Batista: Nascimento, ministério e morte

São João Batista: Nascimento, ministério e morte


João Batista (em aramaico: יוחנן בר זכריא; romaniz.: Yōḥannan bar Zəḵaryā; Judeia, século I a.C., c. 28–30) é uma das principais figuras do cristianismo, tendo sido um pregador e profeta itinerante cuja mensagem era baseada no arrependimento, pregando o batismo para a remissão dos pecados, e na anunciação da chegada do messias Jesus Cristo, motivo pelo qual é também conhecido como São João, o Precursor na Igreja Ortodoxa e em outras igrejas cristãs de tradições e ritos orientais.

 João Batista também é reverenciado como profeta no Islã, no Judaísmo Nazareno, na fé bahá'í, no druzismo e no mandeísmo, considerado pelo último como o messias e o profeta final. É amplamente acreditado como uma figura histórica no meio acadêmico e sua menção em todos os manuscritos conhecidos das Antiguidades dos Judeus de Josefo é considerada pela maioria dos pesquisadores como um texto autêntico, e não uma inserção posterior de escribas cristãos.

Nos Evangelhos João Batista é identificado como: o mensageiro enviado por Deus do qual o profeta Malaquias escreveu; "voz que clama no deserto" em Isaías; e o profeta Elias – em espírito e poder – que havia de vir antes da era messiânica.

João Batista é venerado por todas as igrejas apostólicas, pelas quais lhe são dados os títulos de santo e mártir. 

Toda a cristandade, conjuntamente com outras religiões abraâmicas, reverencia João como profeta, porém seus dois títulos mais famosos são "batista" e "precursor", o primeiro, mais popular no cristianismo ocidental, pela sua missão de batizar os arrependidos; e o segundo, mais usado no cristianismo oriental, devido ao seu papel como predecessor de Cristo.


Natividade de João Batista: Lucas é único dos evangelistas a fornecer o relato do nascimento de João, no primeiro capítulo de seu evangelho. Segundo a história, João era filho de Zacarias, sacerdote do Templo, e de Isabel, prima da Virgem Maria, da família de Arão. O casal viveu durante o tempo do rei Herodes da Judeia. Eles eram justos e devotos, seguiam rigorosamente os mandamentos da Lei mas, apesar de sua piedade, eram idosos e não tinham filhos. A falta de filhos na velhice era considerada uma vergonha para os judeus de sua época e Zacarias rezava para o nascimento de um filho.

Durante a semana em que servia no Templo, enquanto queimava incenso Zacarias recebeu uma profecia do arcanjo Gabriel, que anunciou a concepção sua esposa, mesmo em idade avançada. O anjo também revelou que o menino se chamaria João e que seria um grande profeta, que prepararia o caminho para o Messias. Inicialmente, Zacarias duvidou das palavras de Gabriel e ficou mudo como sinal de sua incredulidade, sendo incapaz de abençoar a multidão que o esperava fora do Templo. Gabriel então o advertiu que recuperaria a fala apenas quando o menino nascesse e fosse circuncidado. Depois que Maria descobriu que sua parente Isabel estava grávida, ela veio visitá-la, e aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo”.

João finalmente nasceu seis meses antes de seu primo Jesus. No oitavo dia em que teve que ser circuncidado, os vizinhos e parentes se reuniram e quiseram nomear o bebê Zacarias como o pai, porém ele escreveu numa tabuinha: “João é o seu nome”; e no momento seguinte conseguiu falar novamente. O Evangelho menciona brevemente a infância subsequente de João, dizendo que ele “esteve nos desertos até ao dia da sua aparição a Israel”.


 Ministério de João Batista: João iniciou sua pregação no décimo quinto ano do reinado do imperador romano Tibério, o que dataria a iniciação de seu ministério entre os anos 28 ou 29 d.c. À mesma época reinava Herodes como tetrarca da Galileia; Filipe, seu irmão, era governante da Itureia; Pôncio Pilatos já era procurador da Judeia e Caifás já atuava como sumo sacerdote de Israel.

 João levou um estilo de vida ascético no deserto a leste do Jordão, onde foi sua principal área de atuação ministerial. Como alguém que se absteve dos prazeres carnais, sua dieta era composta de gafanhotos kosher e mel silvestre, e suas roupas eram simples vestes de pelos de camelo e um cinto de couro. A pregação de João Batista, que era realizada por toda a circunvizinhança do Jordão, priorizava o apelo ao arrependimento sincero dos pecados pelo batismo, bem como a chegada do messias e a mensagem escatológica do julgamento de Deus. Suas palavras por muitas vezes acabavam por conflitar com os ensinamentos dos fariseus e saduceus, para quem os seus sermões eram constantemente dirigidos. O seu ministério com o tempo atraiu numerosos seguidores, que era batizados por ele nas águas do rio Jordão. Tornou-se tão popular e admirado que muitos dos seus discípulos imaginavam que ele seria o messias, o que foi negado por ele mesmo quando disse: "Eu batizo com água; mas no meio de vós está um a quem vós não conheceis. Este é aquele que vem após mim, que é antes de mim, do qual eu não sou digno de desatar a correia da alparca". 


 O batismo de Cristo por João é um acontecimento narrado nos quatro evangelhos canônicos por ser um evento central na narrativa do Novo Testamento. 

Jesus, que havia crescido na cidade de Nazaré, na Galileia, decidiu ir ao encontro de seu primo. Apesar de sua natureza sem pecado, Jesus se apresentou a João para ser batizado, o que gerou uma surpresa inicial em João. 

Segundo o Evangelho de Mateus, João inicialmente relutou em batizar Jesus, afirmando que ele próprio é quem deveria ser batizado por Cristo. No entanto, Jesus insistiu, dizendo que o batismo era necessário para "cumprir toda a justiça". Essa expressão tem sido interpretada como a intenção de Jesus de se identificar com a humanidade pecadora e de seguir o plano de Deus para a salvação. Após a insistência de Jesus, João Batista consentiu e o batizou. De acordo com os relatos, assim que Jesus saiu da água, o céu se abriu, e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma de pomba. Simultaneamente, uma voz do céu declarou: "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo".


O batismo de Jesus por João Batista é um dos eventos mais representados na arte cristã, simbolizando a pureza, o início do ministério de Cristo, e a manifestação da Santíssima Trindade, com a voz do Pai, o Espírito Santo em forma de pomba, e o Filho sendo batizado. O episódio também tem implicações importantes para a doutrina cristã sobre a Trindade, sendo um dos raros momentos nos Evangelhos onde a presença simultânea do Pai, do Filho e do Espírito Santo é explicitamente mencionada.


Prisão e morte por decapitação de João Batista: O aprisionamento de João ocorreu a mando do rei Herodes Antipas, no sexto mês do ano 26 d.C. João foi levado para a fortaleza de Maquero, onde foi mantido por dez meses até ao dia de sua morte. Herodes prendeu João por causa das críticas que este fazia ao seu relacionamento com Herodias. João condenava abertamente o casamento de Herodes com Herodias considerado ilícito de acordo com as leis judaicas, já que Herodias ainda era esposa de Filipe. Herodias, ressentida com as acusações de João, procurava uma maneira de silenciá-lo definitivamente. João Batista foi aprisionado em Maqueronte, uma fortaleza, e durante seu tempo na prisão,  continuou a influenciar seus discípulos e até mesmo enviou alguns deles para perguntar a Jesus se Ele era "aquele que haveria de vir" ou se deveriam esperar outro (Mateus 11:2-3; Lucas 7:18-19). Esse questionamento é interpretado por alguns como um reflexo da expectativa messiânica da época e das dúvidas que surgiram durante o encarceramento de João.

Durante a celebração do aniversário de Herodes, Salomé, filha de Herodias, dançou diante de Herodes e seus convidados, agradando tanto o tetrarca que ele prometeu a conceder qualquer pedido, "até metade do meu reino" (Marcos 6:22-23; Mateus 14:6-7). Instigada por sua mãe, Salomé pediu a cabeça de João Batista em um prato. Embora Herodes tenha ficado perturbado com o pedido, ele não quis recusar publicamente devido ao juramento que havia feito na presença de seus convidados. Assim, ele ordenou que João fosse decapitado na prisão. Os discípulos de João trataram do sepultamento do seu corpo e de anunciar a sua morte ao seu primo Jesus.


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Terço de São João Batista

 Terço de São João Batista


Na cruz e nas primeiras contas reze

Credo, Pai Nosso, três Ave-Marias, Glória.

Faça (aqui) o seu pedido pela intercessão de São João Batista


Primeiro Mistério

No Primeiro Mistério contemplamos o Anúncio do nascimento de João Batista feito pelo Arcanjo Gabriel ao sacerdote Zacarias, pai de João. Zacarias e sua esposa Isabel eram de idade avançada e o milagre aconteceu (Lucas 1, 5-25)e o nascimento de São João Batista. (Lucas 1, 57-67)

Na conta grande:

Pai Nosso...

Nas dez contas pequenas reza-se:

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

Glória ao Pai...


Segundo Mistério

No Segundo Mistério contemplamos a pregação de São João Batista anunciando a chegada do Salvador e pregando um batismo de arrependimento. (Lucas 3, 1-20)


Terceiro Mistério

No Terceiro Mistério contemplamos o Batismo de Jesus, realizado por São João Batista. (Mateus 3, 13-17)


Quarto Mistério

No Quarto Mistério contemplamos a prisão de São João Batista por denunciar o adultério e a vida corrupta de Herodes e Herodíades. (Mateus 14, 1-5)


Quinto Mistério

No Quinto Mistério contemplamos a morte de São João Batista, decapitado a mando de Herodes, vítima de um plano maligno armado por Herodíades. São João Batista foi um bem-aventurado de Jesus, perseguido por causa da justiça e da verdade. (Mateus 14, 6-12)


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Oração a São João Batista

Ó, glorioso São João Batista, príncipe dos profetas, precursor do divino redentor, primogênito da graça de Jesus e da intercessão de sua Santíssima mãe, que fostes grande diante do Senhor, pelos estupendos dons da graça de que fostes maravilhosamente enriquecido desde o seio materno, e por vossas admiráveis virtudes, alcançai-me de Jesus, ardentemente vos suplico, que me dê a graça de o amar e servir com extremado afeto e dedicação até a morte. 

Alcançai-me também, meu excelso protetor, singular devoção a Virgem Maria Santíssima, que por amor de vós foi com pressa à casa de vossa mãe Isabel, para serdes livre do pecado original e cheio dos dons do Espírito Santo. 

Se me conseguirdes esta graça (faça aqui o seu pedido) como muito espero de vossa grande bondade e poderoso valimento, estou certa de que, amando até a morte a Jesus e a Maria, salvarei minha alma e no céu convosco e com todos os anjos e santos amarei e louvarei a Jesus e a Maria eternamente. 

Amém.

São João Batista, rogai por nós.




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São João Batista, o precursor de Jesus, tem seu nascimento celebrado no dia 24 de junho, uma das festas juninas. Jesus disse que 'João é o maior dos profetas' (Lucas 7, 26-28), ele apresentou Jesus, a quem chamou de 'Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo' (João 1, 29-36).

São João Batista é o padroeiro da amizade porque, ainda no ventre de sua mãe, conheceu Jesus, que estava no ventre de Maria e estremeceu de alegria. Isso aconteceu na Visitação. Ele é também o padroeiro daqueles que denunciam injustiças e são perseguidos por causa da verdade e da fé.

João é chamado de 'Batista' porque batizava o povo pregando o arrependimento em vista da vinda iminente do Messias. Ele anunciou a chegada de Jesus, 'preparou o caminho do Senhor', aplainando as colinas e elevando os vales. Foi a voz que grita no deserto anunciando a chegada do Salvador.

São João Batista foi morto por defender a verdade, a moral, a virtude. Por isso, seu terço contempla os mistérios de sua vida e seu martírio, levando-nos a um profundo contato com Deus.


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