segunda-feira, 20 de junho de 2016

Santos João Fisher e Tomás More-



Santos João Fisher e Tomás More
                                                                         20 de junho                           


Em 1935, Pio XI, canonizando no mesmo dia estes dois santos, que sofreram a decapitação pela coragem com que defenderam a fé, os propôs como “dois exemplos de fidelidade aos cristãos da nossa época”.
O machado do carrasco que decepou as suas vidas em 1535 atingiu muitos outros católicos, réus por não haverem aderido aos “Atos de Supremacia”, mediante o qual Henrique VIII se proclamava chefe da igreja nacional inglesa porque o papa se negara a dar-lhe o divórcio de sua primeira mulher Catarina, para ele poder desposar Ana Bolena. Os dois santos foram as duas vítimas mais ilustres do rei.
João Fisher, nascido em Beverly em 1469, e ordenado padre aos 22 anos, foi, como o amigo Tomás More, um homem de grande cultura. A vasta erudição fez dele um filho de sua época uniu grande zelo a total abnegação no exercício de seus deveres de bispo da pequena diocese de Rochester, para cuja sede tinha sido eleito em 1504, juntamente com o cargo de chanceler da universidade de Cambridge. Aceitou serenamente a condenação à morte, que foi executada em 22 de junho de 1535, um mês após sua elevação à dignidade cardinalícia, com o qual Paulo III quis honrá-lo por sua fidelidade e coragem.
Quinze dias depois foi condenado Tomás More. Nascido em Londres em 1477, que quando jovem queria consagrar-se a Deus, em um mosteiro, empreendeu a carreira legal, subindo ao ápice da notoriedade com a nomeação de chanceler da Inglaterra em 1529. Pai de quatro filhos teve sempre comportamento exemplar. Levantava às duas da madrugada para rezar até às sete, hora em que ia a missa. Fechado na Torre de Londres, aguardando o processo que ocorreu em 1º de julho de 1535, escreveu o “Diálogo do conforto contra as tribulações”, obra-prima da língua inglesa.
Corajoso e tranquilo sobre o patíbulo encontrou força para brincar com o carrasco. Recitou o Salmo Miserere, pôs a venda nos olhos e inclinou a cabeça. Sua cabeça foi exposta durante um mês na Ponte de Londres, depois sua filha Margarida evitou que fosse jogada no rio pagando uma grande soma em dinheiro.
Célebre é a sua “Utopia”, assim como sua “Oração para o bom humor”.


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