sábado, 12 de novembro de 2016

São Josafá-



São Josafá
12 de novembro


A Rússia foi evangelizada pelos cristãos bizantinos pouco antes do cisma do século XI e seguiu a Igreja grega na separação de Roma, aceitando a dependência até 1589, quando se tornou autônoma com a elevação de Moscou à dignidade de patriarca.
Nesse período a Rutênia havia passado do domínio russo ao polonês. Os sacerdotes ortodoxos, entrando em comunhão com Roma, mantiveram os ritos autênticos e as tradições da Igreja. Neste clima ecumênico, nascia em 1580 de nobre família ortodoxa João Kuncewycz, o apóstolo da unidade dos cristãos do Oriente.
Partindo do dom comum aos cristãos, o batismo, João amadureceu a sua adesão à unidade com Roma, recebendo outros bens, como a palavra de Deus escrita, a vida da graça, a Fe, a esperança e a caridade. A Igreja russa tinha conservado intacto o essencial da fé e da estrutura eclesial, como os sacramentos, a liturgia, a tradição apostólica, o culto dos santos, a devoção mariana e o ascetismo.
Foi precisamente a espiritualidade monástica, cuja influência deu início a um grande florescimento de vida monástica na Europa que trouxe João à completa união com Roma.
Vestindo a batina e convertendo-se à Igreja unida, teve o privilégio de ser o primeiro noviço do primeiro mosteiro basiliano unido, o da SS. Trindade de Vilna. Tinha 20 anos. Mudou o nome para Josafá, o nome bíblico do vale do Cedron, onde segundo o profeta Joel, se reunirão as almas para o juízo final.
Enxertando a antiga espiritualidade basiliana com as novas diretivas de ação dos jesuítas, dos quais acolheu e fez seu jovem espírito missionário, Josafá, consagrado sacerdote, empreendeu enorme atividade de apostolado para a reforma da vida monástica e para a unidade dos cristãos, a ponto de merecer o apelido de “raptor de almas”.
Foi barbaramente assassinado por um grupo de facínoras em 12 de novembro de 1623 em Vitebst porque seu zelo e sua benemérita ação pela união com a Igreja de Roma haviam atraído o ódio dos ortodoxos separados.
Foi canonizado por Pio IX em 1867.


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