sábado, 24 de dezembro de 2016

Santas Ermina e Adélia-



Santas Ermina e Adélia
24 de dezembro


Ermina e Adélia têm muitas coisas em comum: ambas estão ligadas ao florescimento do cristianismo no coração da Alemanha durante a missão de dois grandes apóstolos, Willibrordo e Bonifácio, as quais colaboraram na obra com o sustento tanto material como espiritual; ambas foram fundadoras de mosteiros dos quais foram também abadessas, ambas são festejadas no dia 24 de dezembro. Com estas premissas é claro que algum biógrafo achasse pontos de semelhança, criando um parentesco natural.
Segundo Teofredo, abade de Echternach, que escreve sobre santa Ermina em 1104, as duas santas seriam não só irmãs, mas filhas de são Dagoberto, rei da Austrásia.
Ermina era noiva do conde Ermano. Este morreu antes das núpcias e a santa consagrou-se a Deus, entrando em um mosteiro beneditino. Mais tarde ela mesma fundou  em Oeren, uma mosteiro do qual foi a abadessa. Conta-se que naquele período uma peste atingiu Traves e que o flagelo desapareceu apenas com a chegada de são Willibrordo à cidade. Admirada e comovida, Ermina em gratidão fez presente ao santo missionário da parte que lhe coube em herança da vila de Echternach com a igreja anexa e o mosteiro.
A morte de Ermina aconteceu provavelmente em 708, vinte anos antes da morte de santa Adélia, ligada ao nome de outro grande apóstolo da Alemanha, São Bonifácio, que pregou o evangelho em Frísia, na primeira metade do século VIII.
Durante uma de suas viagens da Frísia à Renânia o incansável missionário  foi hóspede do mosteiro de Pfalzel, em Treves, do qual era abadessa Adélia.
A tradição diz que a santa, uma vez viúva, entrou no mosteiro por ela fundado, levando consigo seu netinho Gregório.
Durante a permanência no mosteiro, Bonifácio falou tão bem sobre as verdades do evangelho que o menino, admirado, quis segui-lo.
Tornou-se um dos mais zelosos discípulos do grande Bonifácio.
É um raio de luz sobre a nebulosa história da santa, cuja lembrança se confunde com aquela vivida de santa Ermina, comuns no parentesco e na santidade.


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