quinta-feira, 27 de abril de 2017

Santa Zita-



Santa Zita
27 de abril

 Nasceu em 1212, em Montesegrati, na Itália, filha de pais pobres e piedosos. Graças à sólida educação recebida na casa paterna, bem cedo seguiu o caminho da virtude. Aos 12 anos empregou-se na casa de uma família rica de Lucca. No início de seu trabalho como empregada doméstica, recebia um salário miserável e ainda era hostilizada pelos patrões. Zita nunca se abateu com essa situação e por isso era vítima de indiferença por parte dos outros empregados. No entanto, devido à sua extrema bondade acabou conquistando a todos. Levantava cedo e ia à igreja de São Fridigiano para assistir à missa, mas na hora marcada estava em seu posto de trabalho. Durante  quarenta e oito anos serviu àquela família, sempre com a mesma pontualidade e dedicação. Nos últimos tempos, já no posto de governanta, recebeu o reconhecimento e o respeito de todos os integrantes da casa.
Santa Zita não podia ver uma pessoa faminta, que logo a alimentava, muitas vezes com a comida que recebia como empregada. Era comum gastar seu dinheiro para favorece os necessitados. Em suas horas vagas dedicava-se a trabalhos voluntários junto às famílias carentes e aos prisioneiros. Passava horas em oração ao lado de criminosos condenados à morte. Em sua vida, Zita mostrou a todos que não há impedimentos para realizar a caridade.
Fatos extraordinários e em grande número provavam o quanto Deus olhava com agrado as obras de sua serva. Certa vez um mendigo lhe pediu um copo de vinho. Zita, não dispondo dessa bebida, mas desejando servir ao pobre, foi até uma fonte próxima, encheu um cântaro e deu-o ao mendigo. Este, quando o levou à boca, bebeu um delicioso vinho.
As frutas no celeiro ou a farinha na despensa multiplicavam-se nas mãos de Zita todas as vezes que, com licença dos patrões, tirava um tanto para seus pobres. Certa ocasião, quando todos saíram para assistir à missa, no Natal, fazendo um intenso frio, o patrão de Zita ofereceu-lhe uma pelúcia. Zita aceitou-a, para emprestá-la a um pobre que tiritava de frio, mas disse-lhe que deveria devolvê-la no fim da missa. Este,  porem , não apareceu e Zita teve que voltar à casa sem a pelúcia, recebendo forte censura de seu amo. Na hora do jantar o pobre voltou e, agradecendo muito, entregou a pelúcia retirando-se. Ao ver isso, o patrão começou a formar um elevado conceito de sua santa empregada.
Quando Zita atingiu os 60 anos, seus amos quiseram aliviá-la do trabalho, mas ela se opôs. Tendo recebido de Deus sinais indubitáveis de sua morte, Zita se preparou para isso, recebendo os santos sacramentos. No dia 27 de abril de 1272, sua alma voou para o céu. Seu corpo foi depositado na igreja de São Fridigiano. No ano de 1580, foi aberta a tumba e seu corpo estava intacto. Muitos milagres foram registrados no lugar de sua sepultura e ela foi canonizada pelo papa Inocência XII.
Invocada como padroeira das empregadas domésticas, possui uma igreja em São Paulo e existe uma congregação religiosa Irmãs de Santa Zita, fundada na capital paulista em 10 de maio de 1950, que tem por finalidade a educação moral, religiosa e profissional de empregadas domésticas e possui casas em dioceses dos Estados de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro.
Em uma bonita gravura, Santa Zita é representada vestida como uma jovem camponesa, com um lenço amarrado na cabeça, de pé, na soleira da porta de uma residência, dirigindo-se a um pobre, ajoelhado na rua, tendo ao seu lado um cântaro. Esta cena refere-se ao milagre da transformação da água em vinho, narrado em sua biografia.


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