domingo, 9 de julho de 2017

Santa Paulina-


Santa Paulina
9 de julho

Primeira santa brasileira, nasceu em 1865 em Vigolo Vattaro, aldeia italiana na região de Trento, que naquela época pertencia  à Áustria. Amábile Lúcia Visintainer veio para Santa Catarina em 1875, em companhia de seus pais e quatro irmãos, fugindo da miséria e da fome em sua terra. 
Aos 9 anos, antes de vir para o Brasil, já trabalhava numa tecelagem, selecionando casulos de bicho-da-seda. Fixaram-se na localidade de Alferes, no vale do rio Tijucas, com as dezessete famílias de sua região; por isso batizaram de Vigolo de Nova Trento a colÔnia agrícola onde foram morar.  Apesar de não ter nascido no Brasil, segundo o cardeal de São Paulo, dom Cláudio Hummes, “foi aqui que ela trabalhou, sofreu, lutou e se santificou.”
Em 1895, Amábile junto com sua amiga Virgínia, fundou a Congregação das Filhas (mais tarde Irmãzinhas) da Imaculada Conceição, para cuidar de doentes e idosos. A história da instituição começou com três sonhos que teve, nos quais Nossa Senhora lhe pedia a criação desta obra. Sob orientação de um padre jesuíta, as duas moças foram morar num casebre de madeira para cuidar de uma mulher que estava morrendo de câncer. Começou assim o hospitalzinho de Vigolo, onde Madre Paulina e Madre Matilde recolheram outros doentes. Elas trabalhavam na roça e costuravam para sustentar os internos do hospital. Um ano depois se juntou a elas outra companheira, Teresa Maule, que recebeu o nobre de Madre Inês.
O grupo foi crescendo e Madre Paulina abriu no bairro do Ipiranga em São Paulo, uma casa para filhas de escravos e negros órfãos, o Colégio da Sagrada Família, que se tornou a sede geral da Congregação. Apesar de eleita superiora vitalícia, em 1909 foi destituída da direção da comunidade pelo arcebispo de São Paulo, dom Duarte Leopoldo da Silva, que a transferiu para Bragança Paulista, onde trabalhou nove anos num asilo, cuidando dos doentes, lavando o chão e servindo no refeitório. Aceitando o afastamento da direção da obra que fundara, Amábile deu um admirável exemplo de obediência e humildade.
Enferma e já idosa, Madre Paulina voltou para a casa do bairro do Ipiranga, onde passou seus últimos anos, e morreu na madrugada do dia 9 de julho de 1942. Sofrendo de diabete, havia amputado o braço direito e estava completamente cega, mas não se queixava de nada. Era a vontade de Deus, dizia. Devido aos milagres obtidos por sua intercessão, ela foi beatificada em 1991 e canonizada em 19 de maio de 2002 pelo papa João Paulo II.
Segundo artigo de Roberto Castro no jornal Estado de São Paulo, de 31 de dezembro de 2002, estavam presentes na basílica do vaticano mais de 2500 brasileiros, entre eles 104 freiras da Congregação que Madre Paulina fundou e a menina beneficiada pelo milagre que decidiu a canonização da santa. Vítima de grave mal formação congênita, com poucos dias de vida foi curada por intercessão de Madre Paulina, a quem a avó recorreu, quando os médicos de um hospital de Rio Branco, no Acre, onde ela nasceu, não viam mais o que fazer para salvá-la.
O papa abraçou e beijou a menina, durante uma audiência geral aos peregrinos.
Nas imagens e nos santinhos, Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus aparece vestida com um hábito preto, com uma faixa azul na cintura, segurando com a mão esquerda um rosário e um livro. A capela de Vigolo, em Nova Trento, onde foi fundada a Congregação, é dedicada à Madre Paulina, assim como um altar no colégio Ipiranga.
Próximo à Fortaleza, no Ceará, na Serra do Boqueirão, foi inaugurado um santuário ao ar livre para a primeira santa brasileira, com uma imagem de Santa Paulina, com mais de três metros de altura, fincada no alto da montanha.



Oração à Madre Paulina

Ó Madre Paulina, tu que puseste toda a tua confiança no Pai e em Jesus Cristo e que, inspirada por Maria, te decidiste ajudar o teu povo sofrido, nós te confiamos a Igreja que tanto amas, nossas vidas, nossas famílias, os religiosos e todo o povo de Deus. (Peça a graça que necessita). Madre Paulina, intercede por nós junto ao Pai, a fim de que tenhamos a coragem de lutar sempre na conquista de um mundo mais humano, justo e fraterno.
Amém.


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