domingo, 6 de agosto de 2017

Transfiguração do Senhor-


Transfiguração do Senhor
6 de agosto

Na liturgia romana há um trecho de evangelho que se refere ao episódio da transfiguração no sábado da Quaresma, pondo assim uma relação entre este mistério com a paixão.
O evangelista Mateus inicia a narração comas palavras: Seis dias depois (após a confissão de Pedro e a primeira predição da paixão), Jesus tomou Pedro, Tiago e João, e os levou para um lugar, em um alto monte. E ali foi transfigurado diante deles. “O seu rosto resplandeceu como o sol e as suas vestes tornaram-se alvas como a luz.”
Existe neste episódio uma clara oposição a agonia do horto de Getsâmani. 
É evidente a intenção de Jesus de oferecer aos três apóstolos um antídoto que os fortalecesse na convicção da sua divindade durante o terrível teste da paixão.
O alto monte trata-se de Tabor, localizado no coração da Galileia e domina a planície.
A montanha isolada era de fato propícia as grandes meditações, no silêncio solene das coisas e no ar rarefeito que mitigava o calor da região.
Com esta visão sobrenatural Jesus dava uma confirmação à confissão de Pedro: “Tu és o Cristo. Filho do Deus Vivo.”
Aquele instante de glória sobre-humana era o penhor da glória da ressurreição.
O próprio tema do colóquio com Moisés e Elias era a confirmação do anúncio da paixão e da morte do Messias. A transfiguração que faz parte do mistério da salvação, é merecedora de uma celebração litúrgica, que as Igrejas do Ocidente e do Oriente celebram no grau de festa estendida à Igreja Universal.


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