terça-feira, 24 de outubro de 2017

Santo Antônio Maria Claret-



Santo Antônio Maria Claret
24 de outubro


Antônio Maria Claret nascido  Antoni Claret i Clará  em Sallent, Catalunha, em 23 de dezembro de 1807, foi o quinto dos 11 filhos de João Claret e Josefa Clará, proprietários de uma pequena tecelagem.
No Crisma, “por devoção a Maria Santíssima, acrescentei o dulcíssimo nome de Maria, porque Maria Santíssima é minha Mãe, minha Madrinha, minha Mestra, minha Diretora e meu tudo depois de Jesus”, diz ele em sua autobiografia.
Chegou a ser um excelente trabalhador de tear, que aprendeu a usar na fábrica de seu pai e  devido aos seus muitos progressos na profissão, especializou-se posteriormente em Barcelona, grande centro da indústria têxtil. Com seu talento incomum teria ido longe em sua arte se tivesse se dedicado a ela.
Entretanto um dia quando assistia à missa escutou as palavras do Evangelho: De que aproveita ao homem ganhar todo o mundo, se perde a sua alma?, o que lhe causou uma profunda impressão.
Em 1829 Antônio ingressou no Seminário de Vich e “eis que se me apresenta Maria Santíssima, formosíssima e graciosíssima, e me disse: ‘Antônio, esta coroa será tua se vences’. E a Santíssima Virgem me punha na cabeça uma coroa de rosas que tinha no braço direito”. (Trechos autobigráficos).  Essa não foi a única graça mística que recebeu. Em sua vida, há várias manifestações palpáveis do sobrenatural.
No dia 13 de junho de 1835, festa de seu patrono, Antônio recebeu a ordenação sacerdotal.
Antônio Maria obteve então licença para pregar missões na Catalunha e nas ilhas Canárias. Operava curas milagrosas, tanto materiais quanto espirituais,
Animava-o o exemplo de São Paulo: “Como corre de uma parte a outra, levando, como vaso de eleição, a doutrina de Jesus Cristo! Ele prega, escreve, ensina nas sinagogas, nos cárceres e em todas as partes; trabalha e faz trabalhar oportuna e inoportunamente; sofre açoites, pedras, perseguições de toda espécie, calúnias as mais atrozes”.
Pode-se dizer que essa descrição  cabe também a Santo Antônio Maria Claret.
Em 1849 o Padre. Antônio Maria fundou, com mais cinco sacerdotes, uma Congregação religiosa cujos membros seriam seus auxiliares na obra das missões, com o nome de Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria, também conhecida como Ordem dos Padres Claretianos.
Em 1850 foi sagrado Arcebispo de Cuba. Na primeira missa que rezou na ilha, a população que compareceu foi tão grande, que 40 confessores não foram o suficiente para atender a todas as confissões.. A comunhão geral, feita por 3 sacerdotes, durou cerca de 6 horas.  Visitou todas as cidades e vilas, crismou mais de 100 mil pessoas e legitimou 8.577 casamentos. Ali criou diversas instituições para apoiar o desenvolvimento humano, principalmente dos mais pobres. Contribuiu para o desenvolvimento agrícola da Ilha e foi um humanista que denunciou os atos de racismo e as injustiças sociais. Por causa das suas denúncias sofreu  perseguições e atentados, mas Nossa Senhora sempre velava por ele, e diz haver sentido  grande felicidade por ter tido a oportunidade de derramar o próprio sangue ao praticar o que Cristo pregava.
De volta à Espanha, foi nomeado arcebispo de Trajanópolis e  tornou-se confessor da Rainha Isabel II. Uma das maiores figuras católicas do século XIX; a história da Espanha, nessa época, não pode ser compreendida sem o estudo da vida do grande missionário.
Santo Antônio Maria Claret foi um dos grandes esteios da Santa Igreja no seu tempo.
Defendeu a infalibilidade do papa no Concílio Vaticano I.
Na Revolução de Setembro de 1868, ocorrida na Espanha refugia-se no mosteiro cisterciense de Fontfroide (França), onde faleceu no dia 24 de outubro de 1870.
Na sua sepultura está escrito como epitáfio, as conhecidas palavras do papa São Gregório VII: "Amei a justiça, odiei a iniquidade, por isso morro no desterro".
Beatificado em 1934, foi canonizado pelo Papa Pio XII, no dia 7 de maio de 1950.
Pio XII, quando o canonizou em 1950, chamou-o de “Santo de todos”.  Isso porque, diz o Pontífice, “nele olham os artesões, os sacerdotes, os bispos e todo o povo cristão, já que se encontram nele exemplos claros com que se alentar e encorajar-se, cada qual segundo seu estado, nessa perfeição cristã da qual unicamente podem sair, nas perturbações presentes, os oportunos remédios e atrair tempos melhores”.
Esse santo,  de uma atividade espantosa,  foi “apóstolo da palavra, pregando inumeráveis sermões;  apóstolo da pena,  publicando muitíssimos volumes; apóstolo da Imprensa, criando academias, livrarias e bibliotecas;  apóstolo da ação social católica e dos exercícios espirituais.
Foi catequista, missionário, formador do clero, diretor de almas, fundador de congregações,  pregador popular,  arcebispo, confessor, conselheiro, pedagogo, intrépido defensor da infalibilidade pontifícia e ‘anjo tutelar da família real’,  em frase de Pio XI; mas, sobretudo, eminentemente santo”.
Os seus restos mortais hoje são venerados na Igreja dos Missionários Claretianos em Vic, a primeira Casa da Congregação fundada por ele em 1849.
É o padroeiro dos livreiros e dos artesãos.
Protetor contra todo tipo de violência.
Sua festa é celebrada no dia 24 de outubro.

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