sábado, 16 de agosto de 2025

São Roque, Santo Protetor dos animais domésticos

São Roque

16 de agosto


Santo do século XIV nasceu e morreu em Montpellier, na França. Aos 20 anos de idade perdeu os pais e distribuiu sua fortuna aos pobres. Viajou para a Itália em peregrinação, atendendo os doentes da peste que assolava a região. Adoecendo, ocultou-se numa gruta, onde um cão o descobriu. O dono do cachorro, o cavaleiro Gotardo, tratou de Roque e curou-o. Continuou sua missão de caridade aos doentes, e quando voltou a Montpellier foi confundido com um criminoso e atirado  numa prisão, onde faleceu cinco anos depois, sem identificar-se, a 16 de agosto de 1327 aos 32 anos. Segundo a lenda, após sua morte foi reconhecido pelo seu avô, pela mancha em forma de cruz que trazia no peito.

Invocado nas horas de epidemia, principalmente cólera ou varíola, é muito popular nas tradições da Europa e da América.

Os sertanejos  e também os portugueses, chamavam-no Senhor São Roque. Os devotos do santo pedem proteção contra colapso, úlcera e peste. Usam no dia 16 de agosto uma fita roxa. 



Nos candomblés da Bahia, São Roque é identificado como Omulu, e em Alagoas, com Ogum.



Nas cidades brasileiras ligadas á vida pastoril, ele é o protetor dos cães e outros animais, como cavalos, bois e pássaros. Segundo Alceu Maynard de Araújo, na região cafeicultora paulista, para que as galinhas não adoeçam, oferece-se a São Roque um galeto, que se torna o dono do terreiro e que jamais irá para a panela. Morrerá de velho e será enterrado, para que urubus não venham comê-lo.

Nas representações iconográficas, encontra-se de pé, com a túnica levantada á altura dos joelhos, mostrando uma ferida. Usa sobre os ombros uma capa de viajante, e em algumas imagens segura a palma do martírio, ou empunha o cajado de peregrino. Está quase sempre acompanhado de um cão, por isso é confundido com São Lázaro em algumas imagens.


Oração a São Roque

Ó São Roque, tu que deixaste a tranqüilidade do lar e foste socorrer os doentes. Não recuaste nem mesmo diante da peste e da morte. São Roque, vós, que não tomando em conta o perigo do contágio da peste, vos dedicastes, de corpo e alma, ao cuidado dos doentes, e Deus, para provar vossa fé e confiança, permitiu que contraísseis a doença, mas que este mesmo Deus, no abandono da vossa cabana, no bosque, por meio de um cão, vos alimentou de um modo milagroso e também milagrosamente vos curou, protegei-me contra as doenças infecciosas, livrai-nos do contágio dos bacilos, defendei-nos  da poluição do ar, da água e dos alimentos.

Lembra-te de nós e socorre-nos.. Defende as nossas criações da peste e da doença. Dá-nos saúde e  paz na família.. Fortalece em nós a fé e a esperança, na presença de Deus que nos encoraja, na construção de um mundo humano e justo. Enquanto eu tiver saúde, vos prometo de rezar pelos doentes  e fazer o possível para aliviar as dores e os sofrimentos dos enfermos para imitar a grande caridade que vós tivestes para com os vossos semelhantes.

Concede-nos estas graças, pelos méritos de Jesus Cristo, com o qual partilhaste a dor e o sofrimento e que agora vive com o Pai, na unidade do Espírito Santo.

São Roque rogai por nós.

Amém!

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