Três Fatos Importantes sobre
São Lucas Evangelista
São Lucas, o autor do terceiro Evangelho canônico, é “o irmão, cujo renome na pregação do Evangelho se espalha em todas as igrejas” (2Cor 8, 18).
Diferente de Mateus e João, Apóstolos e Discípulos; Marcos e Lucas não foram testemunhas oculares dos fatos que narraram. Nem por isso seus Evangelhos têm menos valor. Nosso Senhor os escolheu justamente para dar esperança a nós (que não o vimos nem o tocamos) de evangelizar também, e de alcançar a salvação e a santidade.
Quanto ao estilo da escrita de São Lucas, é unanimidade entre os teólogos que se trata de uma verdadeira joia da Sagrada Escritura de grande valor literário.
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1) São Lucas também é o autor dos Atos dos Apóstolos.
Só que de um modo diferente, como diz São Jerônimo: “O Evangelho ele escreveu segundo o que ouvira, Os Atos compôs segundo o que ele mesmo vira”.
Neste livro fica atestada sua proximidade com São Paulo, de quem ele foi discípulo e “companheiro de viagem” (2Cor 8, 19) — desde At 16, 10, quando eles vão juntos à Europa (a narrativa assume então a 1.ª pessoa), até o final, a ponto de o Apóstolo escrever: “Demas me abandonou, por amor das coisas do século presente, e se foi para Tessalônica. Crescente, para a Galácia; Tito, para a Dalmácia. Só Lucas está comigo” (2Tm 4, 10-11). Em sua última carta antes do martírio, a companhia de Lucas é novamente mencionada (cf. Fm 24) e, todas as vezes que o Apóstolo Paulo usa a expressão meum evangelium, “meu Evangelho”, é a São Lucas que ele está se referindo.
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2) São Lucas é o evangelista que mais apresenta Jesus em atitude de oração:
Quando é batizado nas águas do Jordão (cf. Lc 3, 21); antes de escolher seus doze discípulos mais próximos — ocasião em que ele passa “toda a noite orando a Deus” (Lc 6, 12); antes de receber a profissão de fé de São Pedro (cf. Lc 9, 18); na Transfiguração no Tabor (cf. Lc 9, 28); antes de ensinar o Pai-Nosso (cf. Lc 11, 1); e, por fim, ao ser crucificado, quando dizia: “Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem” (Lc 23, 34). Assim Jesus cumpriu seu ofício de “mediador nas coisas que dizem respeito a Deus”, com “preces e súplicas, entre clamor e lágrimas” (Hb 5, 1.7).
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3) São Lucas é considerado o evangelista de Nossa Senhora, pois foi ele o que mais deu detalhes da concepção e infância de Jesus, o único a narrar a Anunciação e a Visitação, e também o responsável por escrever o Magnificat, que a Igreja canta toda tarde no Ofício Divino. Também por esses fatos, ele é apontado como artífice do mais antigo ícone de Maria, com base no qual teria surgido, depois, a imagem da Virgem do Perpétuo Socorro.
Como prova dessa ligação com Nossa Senhora, aponte-se a revelação lucana de que Maria guardava em seu coração, todos os mistérios da vida de seu Filho, meditando sobre eles sem cessar (cf. Lc 2, 19.51). A própria Mãe de Deus teria revelado a São Lucas esse valioso dado biográfico compartilhando o tesouro de seu Imaculado Coração.
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