terça-feira, 28 de abril de 2026

São Luís Maria Grignion de Montfort

 

São Luís Maria Grignion de Montfort

28 abril


“Eu não acho que uma pessoa possa ter uma união íntima com Nosso Senhor e uma perfeita fidelidade ao Espírito Santo, sem não tiver uma grandíssima união com a Santíssima Virgem”. Eis o fundamento da espiritualidade de Luís Maria Grignion de Montfort.


Luís Maria Grignion, segundo de dezoito filhos, nasceu no dia 31 de janeiro de 1673, em Montfort-sur-Meu, em uma família da Bretanha, profundamente cristã. 

Aos 12 anos frequentou o colégio jesuíta de São Tomás Becket, em Rennes e a seguir, transferiu-se para Paris, onde entrou para o seminário de São Sulpício.

Com 27 anos, em 5 de julho de 1700, dia de Pentecostes, foi ordenado sacerdote. Testemunhas narram que ele permaneceu o dia inteiro em adoração como “um anjo diante do altar”.

Luís Maria Grignion era um homem de oração e ação. A sua obra evangelizadora distinguiu-se pela defesa da fé católica contra o racionalismo, protestantismo, galicanismo e jansenismo.

Em 1706, após dois meses de peregrinação a pé, chegou a Roma; ali recebeu o título de “Missionário Apostólico” do Papa Clemente XI, do qual recebeu também de presente um crucifixo de marfim, - que sempre o levou consigo – com o convite de se dedicar à evangelização da França.

Antes de voltar à sua pátria dedicou-se à missão popular, entre os habitantes da zona rural da nativa Bretanha e à edificação da Igreja, não apenas espiritual, mas também física, reconstruindo até algumas capelas.

“A verdadeira devoção mariana é cristocêntrica”

Seguir Maria para “encontrar Jesus Cristo”: esta convicção de Luís Maria transformou-se em uma pastoral, cuja centralidade era o culto à Virgem Maria, a propagação da oração do Terço e a organização de procissões e celebrações marianas.

Luís Maria Grignion nunca fugiu da cruz; pelo contrário, não obstante a sua grande estima entre os fiéis, sofreu pela perseguição, dentro e fora da Igreja.

O Bispo de Nantes, por exemplo, negou-se abençoar o Calvário que o sacerdote havia construído. A obra foi destruída e reconstruída, várias vezes, mas o missionário nunca desanimou e comentava: “Se não pudermos edificar a cruz aqui, a edificaremos em nosso coração”.


“Totus tuus”

No dia 28 de abril de 1716, enquanto participava de uma missão, São Luís Maria Grignion de Montfort faleceu de pneumonia, com a idade de 44 anos. Todo o povo se reuniu diante do seu leito de morte para receber a sua bênção.

Luís Maria Grignion foi beatificado, em 1888, pelo Papa Leão XIII e canonizado, em 1947, por Pio XII. O próprio Papa João Paulo II, que o inscreveu no Calendário geral da Igreja, em 1996, adotou para o seu Pontificado o moto “totus tuus”, extraído da sua espiritualidade.

"Totus Tuus" é uma expressão em latim que significa "todo teu" (ou "todo de Maria"), famosa por ser o lema pontifício do Papa João Paulo II. Baseia-se na espiritualidade de São Luís Maria Grignion de Montfort, simbolizando a entrega total a Jesus Cristo através de Maria. A frase completa é "Tuus totus ego sum, et omnia mea tua sunt". 

Significado Teológico: Representa o caminho de santidade pela consagração, reconhecendo Maria como o meio para chegar a Jesus.


São Luís Maria Grignion de Montfort, fundador das Filhas da Sabedoria (1703) e da Companhia de Maria (1705), é recordado pelos seus escritos marianos, como o Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem, redigido em 1712.

Esta obra permaneceu escondida em um cofre por 150 anos; ao ser reencontrada, em 1842, foi publicada no ano seguinte. Hoje, é traduzida em numerosas línguas, por ser o ponto de referência da espiritualidade mariana mundial.


๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑



Nenhum comentário:

Postar um comentário