terça-feira, 9 de junho de 2026

Poemas Eucarísticos de São José de Anchieta

Poemas Eucarísticos de São José de Anchieta 


Missionário poeta, usava de suas poesias – cantadas ou descritas – para conduzir as almas a Jesus. 

Seus Poemas Eucarísticos falam da infinita misericórdia de Deus que se encontra na origem da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.

O Apóstolo do Brasil tinha constantemente presente em sua ação missionária a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Sempre e em tudo.

A vida do Salvador, seus atos, sua doutrina e exemplos, sua Cruz, seus sofrimentos e alegrias, sua misericórdia: tudo era lembrado, descrito, cantado pelo “missionário poeta” para conduzir as almas a Jesus.

A Sagrada Eucaristia era o centro de tudo e era para onde tudo convergia. Alguns trechos de poemas escritos pelo Santo que fez cristão o Brasil – e o Brasil o fez brasileiro –, revelam onde ele tinha colocado sua atenção, alma e coração.


Seus Poemas Eucarísticos falam da infinita misericórdia de Deus que se encontra na origem da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. Eles podem muito bem ser instrumentos de uma nova evangelização em nossos dias, como mostram os trechos aqui transcritos.


Narrando a Última Ceia e a instituição da Eucaristia, diz:

Foi quando o próprio pão, em jantar derradeiro,

Comendo, aos seus irmãos , deu-Se a comer inteiro.

Pulsem os corações com tão rico presente

E transborde o louvor a voz que canta e sente!

Pela primeira vez, chega o grande momento:

É posto à mesa régia o célico alimento.


Para salvar o homem, o Deus todo-poderoso não hesitou em humilhar-Se a Si. O Filho de Deus assume a condição mortal, torna-Se “Servo dos servos” e morre por nós na Cruz.


Em tudo igual a Ti, veio em corpo mortal

A lavar nosso crime, extirpar nosso mal,

Enfrentar, por vontade, um cruel sofrimento,

E arrostando a Cruz o horroroso tormento,

Com sua morte atroz, restaurar a amizade.

Crucificado, Cristo restabelece a comunicação entre os homens e Deus.


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Sua Ressurreição e Ascensão aos Céus preparam as “celestiais moradas” para os homens que buscam Deus e o seu Reino:

O teu Sangue em caudais, Tu por mil derramaste

Pois Tu, com preço tal, sozinho me compraste.

Vida inocente dás, para não me perder:

Para comprar o morto, aceitas o morrer.

E em mim possas viver só e sempre em guarida,

Pois tua morte foi causa de minha vida!


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E Cristo deixa o “próprio corpo” como novo alimento que deve acompanhar esse homem liberto do pecado no seu caminhar histórico:

O novo Rei do Céu dá na Ceia a seus povos

Com dadivosa mão estes manjares novos.

A nova Páscoa finda a do antigo cordeiro,

E cede à nova lei o código primeiro.

Ao real, cede a sombra, ao recente, a demora.

Foge rápida a noite ao ressurgir da aurora.

A Ressurreição e a Ascensão de Cristo são ainda fonte de mais misericórdia. Ele volta ao Pai e não abandona o homem para quem seu Sangue comprou a libertação.


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Ele ficou na terra como “fonte de água viva”, alimento perene na caminhada, companhia constante na jornada:

Vais e ficas, deixando o maior dom terrestre.

Teu Corpo, ó Cristo, que é o penhor de que ama.

Ó verdadeiro amor, benigníssima chama,

Que és para os bons, Jesus, compaixão infinita!


São José de Anchieta, rogai por nós!


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