A Lenda dos Corvos de São Vicente mártir
A lenda dos Corvos de São Vicente narra que, após o martírio do santo em Valência no ano de 304 (século IV), dois corvos guardaram seu corpo fielmente, e séculos depois em 1173, acompanharam a barca que levou suas relíquias até Lisboa, tornando-se um símbolo da cidade, presente no seu brasão e representando fidelidade e proteção divina, com os corvos guiando a fé e a história portuguesa.
São duas as fases da lenda:
1) Como guardiões em Valência: Após a morte de São Vicente, no ano de 304, seu corpo foi exposto, mas dois corvos pousaram ao lado dele, protegendo-o de profanação, até que os fiéis pudessem enterrá-lo e
2) A Jornada para Lisboa em 1173, quando o Rei D. Afonso Henriques trouxe as relíquias para Lisboa, os corvos apareceram novamente. Durante toda a viagem marítima, duas aves negras acompanharam a barca, voando como sentinelas fiéis até a chegada em Lisboa, onde depositaram o corpo, conforme a vontade do santo.
Em reconhecimento, os dois corvos com asas abertas se tornaram um símbolo da cidade sendo incorporados ao brasão de Lisboa, guardando a barca com as relíquias.
São Vicente tornou-se padroeiro de Lisboa, e a lenda reforça sua importância como protetor da cidade.
A história destaca a perseverança na fé, a fidelidade do santo mártir e a proteção de Deus manifestada através de criaturas simples.
A lenda também simboliza um guia espiritual, como os corvos medievais que guiavam os navios em direção à terra.
Marco na história de Lisboa o episódio une o misticismo medieval à identidade da capital portuguesa chegando até os dias atuais.
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