10 de agosto
Santa Filomena era filha de um rei da Grécia, sendo sua mãe também de sangue real. Como não tinham filhos, ofereciam sacrifícios constantemente aos deuses pagãos para consegui-los. Providencialmente, o médico do palácio, Públio, era cristão e penalizado pela situação de seus soberanos e inspirado pelo Divino Espírito Santo, falou-lhes sobre a fé cristã, garantindo-lhes que suas preces seriam atendidas. Impressionados com o que ouviram, pela ardente fé de Públio e tocados pela graça divina, receberam o batismo, após o qual a rainha engravidou e deu à luz uma linda garotinha, que recebeu o nome de LUMENA que quer dizer luz da fé. Na pia batismal, acrecentaram ao seu nome a palavra FILO, que significa filha, assim ficou Filomena, “Filha da Luz”, por ter nascido à luz da fé, da Luz Divina que lhe iluminou a alma.
Ainda muito jovem, aos 13 anos, foi prometida ao Imperador Diocleciano para ser sua esposa em troca da pacificação de confrontos políticos. O Imperador, por sua vez, impressionou-se com a beleza da jovem. Como Filomena se recusasse a casar, porque havia eleito o próprio Senhor Jesus Cristo para seu esposo, o tirano ordenou, primeiramente, que a colocassem num cárcere e a flagelassem sangrentamente.
Tendo sido curada miraculosamente deste suplício, foi ordenado que ela fosse lançada ao rio Tibre com uma âncora amarrada ao pescoço. E como a correnteza a levasse até a margem do rio, apesar da âncora, mandou Dioclesiano que a ferissem com flechadas. Com o corpo todo ferido pelas flechas, a jovem foi lançada novamente no cárcere. Entretanto, no dia seguinte, conta a tradição que Filomena foi encontrada com o corpo sadio e sem qualquer marca de ferimento. O cruel tirano ordenou, então, que a ferissem com flechas em chamas. Estas, porém, voltaram-se contra os arqueiros. Por fim, foi a heróica jovem decapitada, por ordem do Imperador.
No dia 24 de maio de 1802, os ossos de uma mulher entre treze e quinze anos foi descoberto no cemitério de Santa Priscila, nas escavações das catacumbas em Roma por um pedreiro. Avisou-se Monsenhor Ponzetti, então o Guarda das Santas Relíquias, que ordenou que se parasse de quebrar o que quer que fosse. No dia seguinte, 25 de maio de 1802, acompanhados pelo padre Filipo Ludovici, desceram às catacumbas para assistir a abertura total da sepultura. Lá foram encontrados uma ânfora com uma substância, (notoriamente sangue seco) e uma palma, símbolos do martírio. A sepultura estava lacrada por três placas com a seguinte inscrição:
LUMENA (primeira placa) PAXTE (segunda placa) CUMFI (terceira placa)
O nome de Filomena foi oficialmente atribuído pela Igreja Católica aos restos examinados em 25 de maio de 1802 e inscritos no documentos publicado por Monsenhor Ponzetti, que enviou os despojos dessa mártir cristã à Diocese de Nola, na Itália, em 8 de junho de 1805.
Santa Filomena foi oficialmente reconhecida e teve o seu culto autorizado pela Igreja Católica em 13 de janeiro de 1837, em Roma, por ato do Papa Gregório XVI.
Os Papas foram generosos com Santa Filomena. O Papa Gregório XVI concedeu-lhe, além a aprovação do culto público, um ofício, uma missa especial, uma leitura própria no Breviário (atual Liturgia das Horas) e a festa, proclamando-a “A Grande Taumaturga do Século XIX”, “Padroeira do Rosário Vivo” e “Padroeira dos Filhos de Maria”. O Papa Leão XIII aprovou o uso do famoso "Cordão de Santa Filomena" (saiba mais clicando AQUI), assim como eregiu a Arquiconfraria de Santa Filomena na França. Por sua vez São Pio X estendeu a Arquiconfraria de Santa Filomena para o mundo inteiro. Assim, a popularidade dela logo se espalhou, estando entre seus mais memoráveis devotos João Maria Batista Vianney e Pedro Chanel, ambos santos da Igreja Católica Apostólica Romana.
As relíquias de Santa Filomena estão preservadas em Mugnano, na Itália.
É considerada a padroeira do Rosário Vivo e dos Filhos de Maria. Ela também é invocada popularmente como a protetora das causas impossíveis ou desesperadas, dos jovens, das crianças e das virgens.
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Oração a Santa Filomena
Ó gloriosa Virgem e Mártir Santa Filomena, que do Céu onde reinais vos comprazeis em fazer cair sobre a Terra incontáveis benefícios, eis-me aqui prostrado a vossos pés para implorar-vos socorro para minhas necessidades que tanto me afligem.
Vós que sois tão poderosa junto a Jesus, como provam os inumeráveis prodígios que se operam por toda parte onde sois invocada e honrada. Alegro-me ao ver-vos tão grande, tão pura, tão santa, tão gloriosamente recompensada no céu e na terra.
Atraído por vossos exemplos à prática de sólidas virtudes e cheio de esperança à vista das recompensas concedidas aos vossos merecimentos, eu me proponho vos imitar pela fuga do pecado e pelo perfeito cumprimento dos mandamentos do Senhor.
Ajudai-me, pois, ó grande e poderosa santinha, nesta hora tão angustiante em que me encontro, alcançando-me a graça (faça o pedido) e sobretudo uma pureza inviolável, uma fortaleza capaz de resistir a todas as tentações, uma generosidade de que não recuse a Deus nenhum sacrifício e um amor forte como a morte pela fé em Jesus Cristo, uma grande devoção e amor a Maria Santíssima e ainda a graça de viver santamente a fé para um dia estar contigo no céu por toda a eternidade.
Amém.
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