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Se quiser fazer um comentário, contar um pouco da sua história de fé, este blog e o site da capelinha virtual foram criados com o objetivo não só de falar aos seus corações, mas também de ouvir o que vai no coração das pessoas.

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Abraços,
Aparecida.





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1000 Orações para Santo Antônio de Pádua

1000 Orações para Santo Antônio de Pádua
Em 13 de junho, dia em que comemoramos nosso amado Santo Antônio de Pádua, queremos convidar VCS leitores(as) do blog e visitantes a se unirem a nós para começarmos uma longa jornada em que faremos uma homenagem ao nosso santinho com 1.000 orações de seu Responso.

Se VC tem um pedido especial para fazer, junte-se a nós e deixe aqui a sua oração.

Se VC teve uma graça alcançada, junte-se a nós, e use esse espaço para agradecer a benção que recebeu.

Deixo aqui registrado todo o meu amor pela bondade infinita de Santo Antônio de Pádua e agradeço todas as graças que me foram concedidas por sua intercessão.

Sejam bem-vindos(as)!
Vamos nos unir num laço de amor, fé e gratidão!!!



Acesse o link abaixo e participe desta linda homenagem a Santo Antônio de Pádua:

Santa Apolônia - 1000 Orações


Agradecemos a todos que participaram da jornada em homenagem à Santa Apolônia, a VCS que com amor, fé e gratidão vieram deixar aqui registrado através das 1.000 orações o seu agradecimento a nossa amada santinha.

Acesse o link abaixo e conheça essa jornada:

Nossa Senhora do Caravaggio - 1000 Ave-Marias


1ooo Ave-Marias para Nossa Senhora do Caravaggio

Uma homenagem linda que a devota M. Aparecida fez à Nossa Senhora do Caravaggio, postando 1000 Ave-Marias em agradecimento e homenagem. Acompanhe no link abaixo toda essa jornada à nossa Santa muito amada.

Santa Rita de Cássia

Santa Rita de Cássia

1000 Pai-Nossos

Obrigada à você que participou da campanha 1000 Pai-Nossos à Santa Rita de Cássia. É com fé, determinação e muito amor que deixamos registrado aqui nosso carinho e gratidão à nossa Santa muito amada.

Acesse o link abaixo e confira toda essa jornada:



http://capelinhavirtual.blogspot.com.br/2013/05/1000-pais-nossos-santa-rita-de-cassia.html

sábado, 15 de setembro de 2012

São Cipriano-




São Cipriano
16 de setembro


São Cipriano, que se chamava Tascius Caecilius Cyprianus, nasceu em Antióquia, cidade conhecida por seus hábitos de devassidão e depravação,  onde os cultos aos deuses pagãos era religião oficial e os mais populares estavam associados as deusas do amor e da fertilidade, o que explica a libertinagem local.
Neste ambiente social, religioso e cultural nasceu Cipriano, em 250 D.C.,  filho de ricos pais pagãos que cedo o entregaram ao sacerdócio dos deuses.
Assim Cipriano entrou em contato com as ciências ocultas e iniciou seus estudos de feitiçaria, rituais de sacrifício, invocações de espíritos, astrologia, adivinhações e misticismo, tornado-se conhecido pelo epíteto de “O Feiticeiro”.
Com grande fama e tendo seu nome reconhecido como poderoso feiticeiro, capaz de grandes prodígios,  esteve também no Egito e na Grécia angariando mais conhecimentos com inúmeros mestres e sacerdotes místicos, estudando as mais ancestrais técnicas astrológicas e a numerologia hebraica.
Por volta dos 30 anos,  estava na Babilônia quando conheceu a bruxa Évora. Estudando com ela desenvolveu sua capacidade premonitória e a arte da bruxaria segunda as tradições místicas dos caldeus.
Com o falecimento de Évora, herdou seus manuscritos esotéricos, dos quais aprimorou sua sabedoria oculta e passou a dominar a arte e a ciência da magia negra.
Com mais esse poder,  sua fama só fez aumentar  e a medida em que produzia grandes feitos, vinha pessoas de todos os quadrantes geográficos procurarem por seus serviços místicos, tornando seus ganhos materiais de enorme grandeza.
Autor de diversas obras e tratados, era já um feiticeiro respeitado, reputado e temido, quando foi contatado por um rapaz chamado Aglaide que, apaixonado por uma donzela cristã de nome Justina, desejava com ela se casar. Entretanto a moça que professava fé cristã, havia feito voto de virgindade, recusando assim o pedido de casamento.
Aglaide encomenda os serviços de Cipriano que usou toda a extensão de sua bruxaria para fazer com que Justina caísse em tentação e renunciasse sua fé.
Fez uso de diversos trabalhos malignos e nenhum deles surtiu efeito para espanto de Cipriano.
Todos os feitiços eram repelidos pela jovem apenas com o sinal da cruz, suas orações e a invocação do nome da Virgem Maria.
Acostumado com o sucesso,  Cipriano dia após dia investia grande quantidade de feitiços infernais contra Justina. Nada resultou.
Desiludido com suas artes místicas que sempre haviam funcionado perfeita, forte e infalivelmente, viu-se derrotado por uma simples menina cuja única arma que possuía era sua fé em Cristo.
Observando o poder da fé de Justina, Cipriano converteu-se ao Cristianismo.
Destruiu todas as suas obras esotéricas e tratados de magia negra  e distribuiu todos seus bens materiais e riqueza aos pobres.
Depois de se converter, Cipriano foi fortemente atormentado por espíritos maléficos que o perseguiam, mas ele, com fé,  afastou de si tais aparições que pretendiam reconduzi-lo aos caminhos da feitiçaria.
A fama de Cipriano era contudo grande e as notícias de sua conversão ao Cristianismo chegaram à corte do imperador Diocleciano,  implacável perseguidor de cristãos.
Cipriano e Justina foram aprisionados e como se  recusaram a negar a fé em Cristo, foram açoitados. Diante de nova negativa em renunciarem sua fé são condenados à morte, sendo decapitados em 16 de setembro de 304 D.C.


                                                                             


Ambos aceitaram a execução com fé, serenidade, coragem e dignidade.

Anos depois, o imperador Constantino, que confirmou o Cristianismo como religião oficial de Roma, ordenou que os restos mortais de Cipriano fossem sepultados na Basílica de São João Latrão, em Roma; na catedral do Papa.
É lá, na mãe de todas as igrejas do mundo, que Cipriano, santo e mártir, encontrou seu eterno repouso.


Todo percurso de São Cipriano é um verdadeiro hino à vida no esplendor de sua existência: do diabo à DEUS, dos demônios aos anjos, da feitiçaria à fé cristã, da magia negra à magia branca, do pecado à virtude, da luxúria à santidade, da riqueza à pobreza, do poder ao martírio; de tudo São Cipriano mergulhou, estudou e viveu.
Se alguém é digno de um percurso existencial completo e enriquecedor, esse santo assim representa a humanidade no que há de mais controverso e polêmico. Em São Cipriano a própria noção de evolução espiritual através da profunda vivência nas mais diversas realidades espirituais; do mais profano excesso à mais sacrificada ascese; encontra corpo na vida e obra desse feiticeiro e mártir.
A História está repleta de santos que foram pecadores e de pecadores que se tornaram santos.
São Cipriano mais do que um exemplo é representante do que pode alcançar a natureza humana em sua complexa extensão; de pecador dedicado à feitiçaria, tornou-se santo na mais devota assunção do termo.
Muito mais que um feiticeiro ou um santo, Cipriano simboliza o  mais íntimo da natureza humana em sua ampla dualidade.






Oração de São Cipriano

São Cipriano, São Cipriano! Vós, que depois de terdes praticado malefícios e feitiçarias, aprendestes com Santa Justina que o sinal da cruz e a invocação da Virgem Maria tinham mais poder do que a vossa magia, e por isto, tivestes a coragem e a humildade de trocar a prática dos malefícios pela religião católica, fortalecei minha fé, para que, diante de qualquer ataque do inimigo, eu possa responder tranquilamente:
“Se DEUS está comigo, quem estará contra mim?”
“O Senhor é minha luz e minha salvação; a quem poderia eu temer?”
“O Senhor é o baluarte de minha vida; perante quem tremerei?”.
Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na Comunhão com os Santos, no perdão dos pecados, na ressurreição dos mortos, na vida eterna. Amém.

São Cipriano, protegei-nos!


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Santa Catarina de Gênova-




Santa Catarina de Gênova
15 de setembro


Catarina nasceu em Gênova em 1447,  filha de Francisca di Negro e Tiago Fieschi, o vice-rei de Nápoles. A sua família, a dos Fieschi, já havia dado à Igreja dois papas: Inocêncio IV e Adriano V.
Aos 12 anos teve a primeira visão do amor de Deus, na qual Jesus dividiu com ela alguns sofrimentos da sua Santa Paixão. Aos 13 anos decidiu abraçar a vida religiosa no convento de Nossa Senhora das Graças, onde sua irmã Limbania era já uma religiosa, no entanto,  a Ordem não aceitava meninas tão jovens na congregação. Isto causou uma forte ferida no coração de Catarina, mas ela  não perdeu a sua fé no Senhor.
Aos 16 anos, por oportunismo político ao qual foi submissa, se casou com Juliano. Os primeiros anos foram tristes e desolados devido ao caráter difícil do marido. Catarina conseguiu superar a crise, depois da visão de Cristo que espalhava sangue e daquele momento ela se dedicou ao exercício da caridade.
Depois, o Nosso Senhor durante outra aparição, fez reclinar a cabeça de Catarina no seu peito, dando-lhe a graça de poder ver tudo através dos seus olhos e sentimento através do Seu coração traspassado.
Sempre demonstrou grande reverência e amor pela Eucaristia. Durante a celebração da Santa Missa, o seu espírito permaneceu sempre recolhido, sobretudo recebendo a sagrada comunhão, muitas vezes lhe aconteceu de cair em êxtase e chorando orava Deus pedindo perdão pelos pecados.
A penitência que Catarina praticou era muito forte, tão forte que o nosso Senhor em uma ocasião lhe ordenou que cessasse de praticar estas mortificações e penitência tão severas e a isto, ela obedeceu.
Santa Catarina de Genova foi uma santa dotada por Deus de excepcionais graças e foi classificada uma das maiores místicas.
Da sua experiência pessoal de purificação nasceu o seu brilhante "Tratado do Purgatório". Foi determinante o seu influxo na vida eclesial do seu tempo.
Catarina morreu no dia 14 de setembro de 1510, dia da Exaltação da Cruz. O seu corpo foi sepultado no hospital onde serviu por mais de 40 anos.


Pensamento de Santa Catarina de Gênova

“A cada alma é dada luz e graça a fim de que, fazendo o que estiver ao seu alcance, possa salvar-se com tal de dar o seu consentimento. Este consentimento faz-se do seguinte modo: Quando Deus realiza a sua obra, basta que a pessoa diga: “estou contente, Senhor, fazei de mim o que quiserdes que estou decidida a nunca mais pecar e a deixar, por vosso amor, qualquer coisa do mundo”.






Oração de Santa Catarina de Gênova

Deus, Nosso Pai, nós Vos pedimos por aqueles estão enfermos, especialmente nossos parentes, amigos e conhecidos. Por aqueles que no sofrimento sentem-se abandonados e carregam a cruz sozinhos em meio à dor e ao desespero. Sejamos misericordiosos e compassivos para juntos sofrermos e suplicarmos a vós força e aceitação do mistério da dor. Neste momento de paixão e morte, nos console a esperança da ressurreição já aqui e agora. Ressurreição que é acreditar que em vós vivemos, somos e nos movemos; que a morte não tem poder sobre os que em Vós esperam!
Amém.



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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Nossa Senhora das Dores-




Nossa Senhora das Dores
15 de setembro

O martírio da Virgem é mencionado tanto na profecia de Simeão quanto no relato da paixão do Senhor, diz o santo ancião, uma espada transpassará tua alma (Lc 2,34-35).
Verdadeiramente, ó Santa Mãe, uma espada transpassou tua alma. Aliás, somente transpassando-a, penetraria na carne do Filho. A alma dele já ali não estava, a tua, porém, não podia ser arrancada dali. Por isso a violência da dor penetrou em tua alma e nós te proclamamos, com justiça, mais do que mártir, porque a compaixão ultrapassou a dor da paixão corporal.
Não vos admirem, irmãos, que se diga ter Maria sido mártir na alma.
Poderia espantar-se quem não se recordasse do que Paulo afirmou que entre os maiores crimes dos gentios estava o de serem sem afeição.
Talvez haja quem pergunte: “Mas não sabia ela de antemão que iria Ele morrer?” sem dúvida. “E não esperava que logo ressuscitasse?” Com toda a confiança. “E mesmo assim sofreu com o crucificado?” Com toda a veemência. Aliás, tu quem és ou donde tua sabedoria, para te admirares mais de Maria que compadecia, do que do Filho de Maria a padecer? Ele pôde morrer no corpo; não podia ela morrer juntamente no coração? É obra da caridade: ninguém a teve maior! Obra de caridade também isto: depois dela nunca houve igual.

Dos sermões de São Bernardo, abade-  Liturgia das Horas
Diante da Virgem Maria ao pés da Cruz, tanta dor e tanto sofrimento, mas tanta fortaleza e fé, que neste momento Jesus Crucificado não poderia dar maior presente aos seus discípulos e a toda humanidade representada ali por João o discípulo amado. Maria conhece as dores do nosso coração, por isso, depositemos em seu coração transpassado os nossos pedidos e suplicas confiante,  que tudo que pedirmos a Mãe o Filho atende.



Reze a Coroa de Nossa Senhora das Dores

A Coroa de Nossa Senhora das Dores teve início na Itália em 1617, por iniciativa da Ordem dos Servos de Maria, assim como a Missa de Nossa Senhora das Dores, que hoje é celebrada em toda a Igreja no dia 15 de setembro.
A Coroa é um dos frutos do carisma mariano da Ordem, cultivado desde 1233, ano de Vossa fundação. A Coroa surgiu inicialmente como alimento da piedade Mariana dos leigos reunidos em grupos chamados Ordem terceira.
A devoção à Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria: o velho Simeão que profetiza a lança que transpassaria (dor) o seu coração Imaculado; a fuga para o Egito; a perda do menino Jesus; a paixão do Senhor; Crucifixão, morte e sepultura de Jesus Cristo.
Nós não recordamos as dores de Nossa Senhora pelas dores, mas sim por que também pelas dores oferecidas participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma Maria, imagem da Igreja, está nos apontando para uma Nova Vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas sim oblação de si para uma Civilização do Amor.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Nós vos louvamos Senhor, e vos bendizemos!
Porque associastes a Virgem Maria à obra da salvação.
Nós contemplamos vossas Dores, ó Mãe de Deus!
E vos seguimos no caminho da fé!

Primeira Dor – Profecia de Simeão: Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2,34-35). 1 Pai Nosso; 7 Ave-Marias.

Segunda Dor – Fuga para o Egito: O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito (Mt 2,13-14). 1 Pai Nosso; 7 Ave-Marias.

Terceira Dor – Maria procura Jesus em Jerusalém: Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele (Lc 2,43b-45). 1 Pai Nosso; 7 Ave-Marias.

Quarta Dor – Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário: Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam (Lc 23,26-27). 1 Pai Nosso; 7 Ave-Marias.

Quinta Dor – Maria ao pé da Cruz de Jesus: Junto à cruz de Jesus estava de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe! (Jo 19,15-27a). 1 Pai Nosso; 7 Ave- Marias.

Sexta Dor – Maria recebe Jesus descido da Cruz: Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio José de Arimatéia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz (Mc 15,42). 1 Pai Nosso; 7 Ave-Marias.

Sétima Dor – Maria deposita Jesus no Sepulcro: Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19,40-42a). 1 Pai Nosso; 7 Ave-Marias.



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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Exaltação da Santa Cruz-




Exaltação da Santa Cruz
14 de setembro


Esta festa é chamada em grego: ψωσις το Τιμίου Σταυρο e em latim de Exaltatio Sanctae Crucis (literalmente, "Exaltação da Santa Cruz").  Em algumas partes da Comunhão Anglicana a festa é chamada Santo Dia da Cruz, um nome também utilizado por Luteranos. A celebração é às vezes chamada Festa da Cruz Gloriosa. No calendário litúrgico cristão há várias Festas relacionadas à Cruz, todas com a intenção de relembrar a crucificação de Jesus Cristo, evento central da fé. Enquanto a Sexta-Feira Santa é dedicada à paixão e Crucificação, a Festa da Exaltação da Santa Cruz, em 14 de Setembro, celebra a cruz como instrumento de salvação, fonte de santidade e símbolo revelador da vitória de Jesus sobre o pecado, a morte e o demônio.
Santo André de Creta diz: "Celebramos a festa da cruz; por ela as trevas são repelidas e volta a luz. Celebramos a festa da cruz e junto com o Crucificado somos levados para o alto para que, abandonando a terra com o pecado, obtenhamos os céus. A posse da cruz é tão grande e de tão imenso valor que seu possuidor possui um tesouro."
Segundo a tradição, a Vera Cruz foi descoberta em 326 por Helena de Constantinopla, mãe do Imperador Constantino I, durante peregrinação à cidade de Jerusalém. A Igreja do Santo Sepulcro foi construída no local da descoberta, por ordem de Helena e Constantino. A igreja foi concluída nove anos depois, em 335, com uma parte da cruz em exposição. Em 13 de Setembro ocorreu a consagração da igreja e a cruz foi posta em exposição no dia 14, para que os fiéis pudessem orar e venerá-la. Em 614 os persas invadiram a cidade e tomaram a cruz, que foi recuperada pelo Imperador Bizantino Heráclio em 628. Após um ano em Constantinopla, a cruz retornou ao Santo Sepulcro.
A Exaltação da Santa Cruz é a festa principal dos Cônegos Regulares da Ordem da Santa Cruz.
A tradição ortodoxa narra que quando foram descobertas nas escavações três cruzes, para distinguir a de Jesus Cristo das dos ladrões, foi colocado o cadáver de um homem e, ao simples contato com o madeiro que sustentou o Salvador do mundo, ele foi milagrosamente ressuscitado.
Na tradição cristã, uma mulher moribunda foi trazida ao local das cruzes, tendo sido curada pela verdadeira cruz.

Temos portanto,  duas origens para o início das Festas da Santa Cruz. Uma delas é a festa de Exaltação de Santa Cruz, realizada em Roma (dia 14 de setembro), por ocasião da descoberta da Santa Cruz por Santa Helena (fato este que se deu, segundo a história, no dia 03 de setembro do ano de 320), mãe do imperador Constantino.
Outra interpretação seria a recuperação e reconstituição da Santa Cruz por Heráclito, que conduziu o Santo Lenho pelo Calvário, após tê-lo reconquistado das mãos dos persas, fato esse que se deu no dia 03 de maio.

(...) assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado,
para que todos os que nEle crerem tenham a vida eterna”
(Jo 3,14-15)


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Oração da Santa Cruz

Salva, Senhor, teu povo e abençoa a tua herança;
concede à Tua Igreja vitória sobre os inimigos
e protege, pela tua Cruz, este povo que é teu.
Cristo Deus, que voluntariamente foste levantado na Cruz,
tem compaixão do teu povo que traz o teu nome.
Alegra, pelo teu poder, os nossos fiéis governantes,
dando-lhes a vitória sobre os inimigos
 que encontrem na tua aliança
uma arma de paz, um troféu invencível.

A Cruz exaltada convida toda a criação
a cantar hinos à paixão imaculada
daquele que sobre ela foi erguido:
sobre a Cruz ele levou à morte
quem nos tinha dado a morte,
ressuscitou os mortos
e, tendo-os purificado,
em sua compaixão e infinita bondade
os fez dignos de viver nos céus;
alegremo-nos, pois, exaltemos seu nome
e magnifiquemos a sua extrema condescendência.
Erguendo os braços para o alto
e pondo em fuga o tirano Amalek,
Moisés te prefigurou, ó Cruz veneranda,
glória dos fiéis, sustentáculo dos mártires,
ornamento dos apóstolos, defesa dos justos,
salvação de todos os santos.
Por isso à vista da tua exaltação,
a criação se alegra e exulta glorificando a Cristo,
cuja extrema bondade reuniu, por teu meio,
o que estava disperso.

Oração para ser rezada no dia da exaltação da Santa Cruz

“Mil vezes o Nome de Jesus”

Serão rezados 20 terços, assim:
· Início: Creio, 1 Pai-Nosso e 3 Ave-Marias
· Nos Pai-Nossos: Se na hora da minha morte, o demônio me tentar, de nada vai adiantar, pois no dia da exaltação da Santa Cruz, mil vezes eu clamei o Nome de Jesus!
· Nas Ave-Marias (dezena): Jesus!
Observação: Esta oração poderá ser rezada para outra pessoa que precisa de conversão, dizendo: Se na hora da morte de (dizer o nome), o demônio o tentar…


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São João Crisóstomo-




São João Crisóstomo
13 de setembro

Doutor da Igreja, Boca de Ouro, Alma de Anjo e Coração de Pai. É o santo que celebramos neste dia: São João Crisóstomo. Nasceu em  família distinta, na  Antioquia no ano 348 e depois da morte do pai, sua jovem mãe tratou de providenciar os melhores professores deste amado menino.
João nasceu com alma monástica, tanto que, por duas vezes passou anos no silêncio do deserto, no entanto,  devido sua  precária saúde voltou da vivência religiosa mais retirada e em Antióquia foi ordenado sacerdote. Famoso devido ao seu dom de comunicar a Palavra de Deus, Crisóstomo não demorou a abraçar a cruz do governo pastoral da diocese de Constantinopla.
Ao perceber a má formação do clero, entregue à ambição e à avareza, o santo começou a exigir vida de pobreza e simplicidade evangélica daqueles que precisavam ser exemplo para o rebanho.
Devido aos naturais atritos com o clero e fervorosas pregações contra o luxo e imoralidades da vida social, São João teve problema com a imperatriz Eudóxia, que começou o movimento causador dos seus dois exílios, sendo que no último, os sofrimentos da longa viagem e os maus tratos foram mortais.
Amado pelo povo e respeitado por todos, São João Crisóstomo morreu em 407 e deixou, além do belo testemunho dos dez anos de pontificado, suas últimas palavras as quais resumiram sua vida: "Glória seja dada a Deus em tudo!".



Oração a São João Crisóstomo


Deus Pai, que as palavras de São Crisóstomo sirvam-nos de orientação para o dia de hoje: A água estagnada se corrompe, mas a que corre e se derrama por mil regatos conserva sua própria virtude. O ferro ocioso é corroído pela ferrugem e se torna fraco e inútil, mas, se usado no trabalho, é muito mais útil e bonito, e perde, em brilho, apenas para a prata. O terreno baldio não produz nada de bom, apenas ervas daninhas, espinhos e árvores não-frutíferas, mas o terreno cultivado se cobre de frutos saborosos. Numa frase: todo ser  se aperfeiçoa, se for usado adequadamente. Agora que todos sabemos  quão proveitoso o trabalho,  entreguemo-nos a este.



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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

São Guido de Anderlecht-




São Guido de Anderlecht
12 de setembro


São Guy ou Guido de Anderlecht viveu entre os séculos X e XI, tendo nascido em Brabente, Bélgica, no ano de 950. Desde a infância, já demonstrava seu desapego pelos bens terrenos, tanto que, na juventude, distribuiu aos pobres tudo o que possuía. Na ânsia de viver uma vida ascética, abandonou a casa dos pais, que eram bondosos cristãos camponeses, e foi ser sacristão do vigário de Laken, perto de Bruxelas, pois assim poderia ser mais útil às pessoas carentes e também dedicar-se às orações e à penitência.
Certa vez quando trabalhava nos campos um anjo arava a terra para ele de modo que Guido pudesse orar com tranqüilidade. Ficava sempre por perto da igreja de sua terra e ajudava os padres de tal forma, que eles o fizeram sacristão, e ele às vezes vivia na igreja por vários dias e passava as noites em oração.
Quando ficou órfão, decidiu ser comerciante, pois teria mais recursos para auxiliar e socorrer os pobres e doentes. Mas seu navio repleto de mercadorias afundou nas águas do Sena. Então, Guido teve a certeza de que tinha escolhido o caminho errado. De modo que se convenceu do equívoco cometido ao abandonar sua vocação religiosa para trabalhar no comércio, mesmo que sua intenção fosse apenas ajudar os mais necessitados.
Sendo assim, deixou a vida de comerciante, vestiu o hábito de peregrino e pôs-se novamente no caminho da religiosidade, da peregrinação e assistência aos pobres e doentes. Percorreu durante sete anos as inseguras e longas estradas da Europa para visitar os maiores santuários da cristandade.
Depois da longa peregrinação, que incluiu a Terra Santa, voltou para o seu país de origem, já fraco e cansado. Ficou hospedado na casa de um sacerdote na cidade de Anderlecht, perto de Bruxelas, de onde herdou o sobrenome. Pouco tempo depois, morreu, com fama de santidade.
Ao longo dos séculos, a devoção a São Guido de Anderlecht cresceu, principalmente entre os sacristãos, trabalhadores da lavoura, camponeses e cocheiros. Aliás, ele é tido como protetor das cocheiras, em especial dos cavalos. É o padroeiro dos peregrinos. Diz a tradição que Guido não resistiu a uma infecção que lhe provocou forte desarranjo intestinal, muito comum naquela época pelos poucos recursos de saneamento e higiene das cidades. Seu nome até hoje é invocado pelos fiéis para a cura desse mal.
Muitos milagres post-mortem foram atribuídos a ele. Um festival anual formou-se em torno da área onde ele foi enterrado e em geral as festas envolviam cavalos e pessoas que lidavam com eles. Ele morreu em 1012  e seu túmulo foi esquecido até que um cavalo o desenterrou. Suas relíquias foram trasladadas para uma igreja próxima em 1076 e vários milagres foram creditados a sua intercessão. Não obstante, por causa da guerra, suas relíquias foram trasladadas e escondidas em vários locais por séculos, mas foram destruídas por protestantes fanáticos no 18° século.
Na arte litúrgica da Igreja ele é mostrado como um camponês orando com um anjo a arar a terra para ele; ou como um camponês com um livro; ou como um peregrino com um chapéu; ou como um peregrino com um cajado, um rosário e com um machado a seus pés.



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São João Gabriel-




São João Gabriel
11 de setembro


João Gabriel Perboyre nasceu em 5 de janeiro de 1802, em Mongesty (França), numa família de agricultores, numerosa e profundamente cristã. Era o primeiro dos oito filhos do casal, sendo educado para seguir a profissão do pai.
Mas o menino era muito piedoso, demonstrando desde a infância sua vocação religiosa. Assim, aos quatorze anos, junto com dois de seus irmãos, Luís e Tiago, decidiu seguir o exemplo do seu tio Jacques Perboyre, que era sacerdote. Ingressou na Congregação da missão fundada por São Vicente de Paulo para tornar-se um padre vicentino ou lazarista, como também são chamados os sacerdotes desta Ordem.
João Gabriel recebeu a ordenação sacerdotal em 1826. Ficou alguns anos em Paris, como professor e diretor nos seminários vicentinos. Porém seu desejo era ser um missionário na China, onde os vicentinos atuavam e onde, recentemente, Padre Clet fora martirizado.
Em 1832, seu irmão, Padre Luís foi designado para lá. Mas ele morreu em pleno mar, antes de chegar às Missões na China. Foi assim que João Gabriel pediu para substituí-lo. Foi atendido e, três anos depois, em 1835, chegou a Macau, deixando assim registrado: "Eis-me aqui. Bendito o Senhor que me guiou e trouxe".
Na Missão, aprendeu a disfarçar-se de chinês, porque a presença de estrangeiros era proibida por lei. Estudou o idioma e os costumes e seguiu para ser missionário nas dioceses Ho-Nan e Hou-Pé.
Entretanto foi denunciado e preso na perseguição de 1839. Permaneceu um ano no cativeiro, sofrendo torturas cruéis, até ser amarrado a uma cruz e estrangulado, no dia 11 de setembro de 1840.
Beatificado em 1889, João Gabriel Perboyre foi proclamado santo pelo Papa João Paulo II em 1996. Festejado no dia de sua morte, tornou-se o primeiro missionário da China a ser declarado santo pela Igreja.




Oração de São João Gabriel

Ó Deus, quisestes que São João Gabriel Perboyre se tornasse insigne pelos trabalhos apostólicos e pela participação na cruz de vosso Filho. Fazei que, à sua imitação, nos associemos aos sofrimentos de Cristo para levar a todos, com alegria, a vossa salvação. Por Nosso Senhor, Jesus Cristo,Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.



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