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Se quiser fazer um comentário, contar um pouco da sua história de fé, este blog e o site da capelinha virtual foram criados com o objetivo não só de falar aos seus corações, mas também de ouvir o que vai no coração das pessoas.

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Abraços,
Aparecida.





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1000 Orações para Santo Antônio de Pádua

1000 Orações para Santo Antônio de Pádua
Em 13 de junho, dia em que comemoramos nosso amado Santo Antônio de Pádua, queremos convidar VCS leitores(as) do blog e visitantes a se unirem a nós para começarmos uma longa jornada em que faremos uma homenagem ao nosso santinho com 1.000 orações de seu Responso.

Se VC tem um pedido especial para fazer, junte-se a nós e deixe aqui a sua oração.

Se VC teve uma graça alcançada, junte-se a nós, e use esse espaço para agradecer a benção que recebeu.

Deixo aqui registrado todo o meu amor pela bondade infinita de Santo Antônio de Pádua e agradeço todas as graças que me foram concedidas por sua intercessão.

Sejam bem-vindos(as)!
Vamos nos unir num laço de amor, fé e gratidão!!!



Acesse o link abaixo e participe desta linda homenagem a Santo Antônio de Pádua:

Santa Apolônia - 1000 Orações


Agradecemos a todos que participaram da jornada em homenagem à Santa Apolônia, a VCS que com amor, fé e gratidão vieram deixar aqui registrado através das 1.000 orações o seu agradecimento a nossa amada santinha.

Acesse o link abaixo e conheça essa jornada:

Nossa Senhora do Caravaggio - 1000 Ave-Marias


1ooo Ave-Marias para Nossa Senhora do Caravaggio

Uma homenagem linda que a devota M. Aparecida fez à Nossa Senhora do Caravaggio, postando 1000 Ave-Marias em agradecimento e homenagem. Acompanhe no link abaixo toda essa jornada à nossa Santa muito amada.

Santa Rita de Cássia

Santa Rita de Cássia

1000 Pai-Nossos

Obrigada à você que participou da campanha 1000 Pai-Nossos à Santa Rita de Cássia. É com fé, determinação e muito amor que deixamos registrado aqui nosso carinho e gratidão à nossa Santa muito amada.

Acesse o link abaixo e confira toda essa jornada:



http://capelinhavirtual.blogspot.com.br/2013/05/1000-pais-nossos-santa-rita-de-cassia.html

terça-feira, 11 de julho de 2017

São Bento-


São Bento
11 de julho

Filho de pais ilustres, que não pouparam sacrifícios para dar-lhe esmerada educação, nasceu na Núrsia, na Itália, em 480. São Bento demonstrou desde cedo um interesse enorme pela vida cristã. Tanto que foi considerado uma criança madura, que sempre se destacou por sua espiritualidade. Os pais enviaram-no a Roma para que concluísse seus estudos e essa decisão contribuiu muito para que seguisse sua vocação. Indignado com a corrupção da cidade, resolveu fazer algo para ajudar os mais necessitados e partiu em peregrinação, retirando-se para as  montanhas de Subiaco, tendo uma vida de austeridade e oração. Fundador da Ordem Beneditina, foi responsável pela construção de 12 mosteiros, inclusive o célebre convento de Monte Cassino, onde escreveu as regras da Ordem dos Beneditinos. Essa ação teve um impacto profundo na Europa, pois, por meio do trabalho dos monges, foi possível suprir as necessidades básicas da população da época. O lema da Ordem Beneditina é “Ore, trabalhe e leia”, por isso, todo mosteiro possui padaria, queijaria e horta, onde realizam seus ofícios. No Brasil, os monges seguem essa tradição e fabricam pães, bolos e biscoitos, vendidos nos próprios mosteiros.
Herança popular, São Bento afugenta e domina cobras venenosas. A origem desta lenda, é a seguinte: Mandaram duas garrafas de vinho ao santo e o menino portador só entregou uma, escondendo a outra para bebê-la no regresso. São Bento, agradeceu a oferta, mas recomendou ao rapaz que não bebesse a garrafa oculta, mas antes a entornasse para ver o que continha. O jovem entornou-a  e de dentro saiu uma serpente.
Esse domínio e poder de fazê-las aparecer justifica o direito de afugentá-las.
São Bento é representado iconograficamente de pé, vestido com o hábito dos beneditinos, segurando com a mão esquerda o cajado de abade e o livro de regras da ordem religiosa que fundou. Com a mão direita abençoa os devotos. Algumas vezes aparece com um corvo ao seu lado, porque contam que esta ave andava sempre em sua companhia. Certa vez seus inimigos lhe ofereceram um pão envenenado e o corvo, com seu bico, rapidamente tirou-o de sua mão, salvando-lhe a vida.

                                                                                  


Usando o sinal da cruz, o monge operou muitos milagres e, por isso, também é representado com uma cruz nas mãos. A confiança de São Bento no sinal da cruz explica a origem da poderosa medalha, usada por fiéis do mundo inteiro para se protegerem do mal. Em volta da cruz na medalha estão marcadas as letras C S P B, do latim: Crux Sancti Patris Benedicti, cujo significado é Cruz do Santo Padre Bento. Na própria cruz, encontramos as iniciais C S S M L, que significam Crux Sacra Sit Mihi Lux ou A Cruz Sagrada Seja Minha Luz, e N D S M D, com a mensagem Não seja o demônio meu guia, do latim Non Draco Sit Mihi Dux. Ao topo da cruz, está a palavra Pax, que significa Paz, e formando um círculo em volta do símbolo, as letras V R S N S M V – Vade Retro Satanás Nunquan Suade Mihi Vana ou Retira-te Satanás nunca me aconselhes coisas vãs – e S M Q L I V B: Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas,que quer dizer: É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo o teu veneno. É por isso que a medalha de São Bento é usada para trazer proteção a todos que nele crêem.
Outra versão diz que ofereceram vinho envenenado ao Santo Monge e que, antes de bebê-lo, fez o sinal da cruz e disse: “Afasta-te de mim Satanás. Leve de volta o teu veneno”. A taça espatifou-se, derramando o líquido. Por isso, sua imagem é colocada na porta das casas para afastar o demônio.
O dom da profecia sempre acompanhou o santo. Muitas vezes, Deus revelou a ele acontecimentos importantes, que muito o sensibilizavam. São Bento previu a própria morte, (em 21 de março de 543, tendo acabado de rezar a missa e sendo socorrido por seus discípulos, que o seguraram no momento em que caiu para entregar sua alma a Deus, após 63 anos de vida austera e fidelidade à lei divina) e cuidou da preparação de seu túmulo.
É o protetor contra as tentações, das pessoas com doenças de pele e contra envenenamento.
Sua data festiva é em 11 de julho, dia em que foi eleito o Padroeiro da Europa.



Oração a São Bento

Ó glorioso São Bento, que nos mostrastes sempre compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo à vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em todas as nossas aflições, que nas famílias reine a paz e a tranqüilidade, que se afastem de nós todas as desgraças, tanto corporais como espirituais, especialmente o mal do pecado. Alcançai do Senhor a graça (Faça o pedido) que vos suplicamos, finalmente, vos pedimos que ao término de nossa vida terrestre possamos louvar a Deus convosco no Paraíso.
Amém.


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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Santo Antônio Percierskij ou Santo Antônio da Gruta-



Santo Antônio Percierskij ou Santo Antônio da Gruta
10 de julho

Antônio nasceu na Ucrânia no ano 983. Percierskij, na realidade, não é o seu sobrenome, mas sim um apelido e tem o significado "da gruta".
Trata-se de uma referência à cela, escavada por ele mesmo, próxima a Kiev, que deu origem à vida monástica russa.
Antônio "da gruta" desde a adolescência, sempre buscou a solidão das cavernas, típicas de sua região, para suas orações contemplativas. Depois viveu, até os quarenta e cinco anos, peregrinando solitário pelos inúmeros mosteiros do monte Athos, na Grécia. Decidiu continuar a vida de penitência e oração na sua pátria. Foi assim que escavou a primeira gruta em Kiev. Logo surgiram muitos seguidores, e curiosos, que se sentiam atraídos pelos ensinamentos e pela fama de santidade daquele homem de oração e penitência, monge sábio, justo e que nunca se irritava.
Com sua permissão, foram construídas várias celas pela região e, depois, uma igreja. Assim, em 1051, surgiu o "Mosteiro das Grutas".
Por perseguição política, Antônio teve que abandonar Kiev, em 1055, refugiando-se próximo a Cernigov, onde criou outro mosteiro. Mas no mosteiro de Kiev, tinham permanecido alguns religiosos. Por isso Antônio conseguiu retornar clandestinamente e lá permaneceu recluso até a sua morte, no dia 10 de julho de 1073.
Em 1926, o mosteiro de Kiev foi fechado pelo regime comunista, sendo reaberto definitivamente só em 1988.
Hoje, faz parte do patrimônio da humanidade, como um monumento tombado e conservado pela UNESCO.


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domingo, 9 de julho de 2017

Santa Paulina-


Santa Paulina
9 de julho

Primeira santa brasileira, nasceu em 1865 em Vigolo Vattaro, aldeia italiana na região de Trento, que naquela época pertencia  à Áustria. Amábile Lúcia Visintainer veio para Santa Catarina em 1875, em companhia de seus pais e quatro irmãos, fugindo da miséria e da fome em sua terra. 
Aos 9 anos, antes de vir para o Brasil, já trabalhava numa tecelagem, selecionando casulos de bicho-da-seda. Fixaram-se na localidade de Alferes, no vale do rio Tijucas, com as dezessete famílias de sua região; por isso batizaram de Vigolo de Nova Trento a colÔnia agrícola onde foram morar.  Apesar de não ter nascido no Brasil, segundo o cardeal de São Paulo, dom Cláudio Hummes, “foi aqui que ela trabalhou, sofreu, lutou e se santificou.”
Em 1895, Amábile junto com sua amiga Virgínia, fundou a Congregação das Filhas (mais tarde Irmãzinhas) da Imaculada Conceição, para cuidar de doentes e idosos. A história da instituição começou com três sonhos que teve, nos quais Nossa Senhora lhe pedia a criação desta obra. Sob orientação de um padre jesuíta, as duas moças foram morar num casebre de madeira para cuidar de uma mulher que estava morrendo de câncer. Começou assim o hospitalzinho de Vigolo, onde Madre Paulina e Madre Matilde recolheram outros doentes. Elas trabalhavam na roça e costuravam para sustentar os internos do hospital. Um ano depois se juntou a elas outra companheira, Teresa Maule, que recebeu o nobre de Madre Inês.
O grupo foi crescendo e Madre Paulina abriu no bairro do Ipiranga em São Paulo, uma casa para filhas de escravos e negros órfãos, o Colégio da Sagrada Família, que se tornou a sede geral da Congregação. Apesar de eleita superiora vitalícia, em 1909 foi destituída da direção da comunidade pelo arcebispo de São Paulo, dom Duarte Leopoldo da Silva, que a transferiu para Bragança Paulista, onde trabalhou nove anos num asilo, cuidando dos doentes, lavando o chão e servindo no refeitório. Aceitando o afastamento da direção da obra que fundara, Amábile deu um admirável exemplo de obediência e humildade.
Enferma e já idosa, Madre Paulina voltou para a casa do bairro do Ipiranga, onde passou seus últimos anos, e morreu na madrugada do dia 9 de julho de 1942. Sofrendo de diabete, havia amputado o braço direito e estava completamente cega, mas não se queixava de nada. Era a vontade de Deus, dizia. Devido aos milagres obtidos por sua intercessão, ela foi beatificada em 1991 e canonizada em 19 de maio de 2002 pelo papa João Paulo II.
Segundo artigo de Roberto Castro no jornal Estado de São Paulo, de 31 de dezembro de 2002, estavam presentes na basílica do vaticano mais de 2500 brasileiros, entre eles 104 freiras da Congregação que Madre Paulina fundou e a menina beneficiada pelo milagre que decidiu a canonização da santa. Vítima de grave mal formação congênita, com poucos dias de vida foi curada por intercessão de Madre Paulina, a quem a avó recorreu, quando os médicos de um hospital de Rio Branco, no Acre, onde ela nasceu, não viam mais o que fazer para salvá-la.
O papa abraçou e beijou a menina, durante uma audiência geral aos peregrinos.
Nas imagens e nos santinhos, Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus aparece vestida com um hábito preto, com uma faixa azul na cintura, segurando com a mão esquerda um rosário e um livro. A capela de Vigolo, em Nova Trento, onde foi fundada a Congregação, é dedicada à Madre Paulina, assim como um altar no colégio Ipiranga.
Próximo à Fortaleza, no Ceará, na Serra do Boqueirão, foi inaugurado um santuário ao ar livre para a primeira santa brasileira, com uma imagem de Santa Paulina, com mais de três metros de altura, fincada no alto da montanha.



Oração à Madre Paulina

Ó Madre Paulina, tu que puseste toda a tua confiança no Pai e em Jesus Cristo e que, inspirada por Maria, te decidiste ajudar o teu povo sofrido, nós te confiamos a Igreja que tanto amas, nossas vidas, nossas famílias, os religiosos e todo o povo de Deus. (Peça a graça que necessita). Madre Paulina, intercede por nós junto ao Pai, a fim de que tenhamos a coragem de lutar sempre na conquista de um mundo mais humano, justo e fraterno.
Amém.


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sábado, 8 de julho de 2017

Santo Eugênio-



Santo Eugênio
8 de julho

Papa Eugênio 3º nasceu em Montemagno, na Itália, e foi batizado de Píer Bernardo Paganelli.
Entrou para o mosteiro cisterciense após encontro com São Bernardo em 1138 e se tornou abade.
Após a eleição papal onde sucedeu o papa Inocêncio 2º,  teve de fugir de Roma a noite para fazer-se coroar no mosteiro de Farfa, subtraindo-se  às intimidações de agitadores que reclamavam para Roma livres instituições.
Apoiado pelo povo retornou e conseguiu trazer paz para a região, levando a sério a reforma da Cúria Romana, dirigindo a Igreja por oito anos e cinco meses (1145-1153) num período muito difícil, mas com tamanha ciência e fluência, tanta liberalidade e força na administração da justiça que superou em atividade e fama muitos dos seus antecessores.
Desdobrou-se  pela defesa da cristandade contra a ameaça dos turcos, promoveu uma cruzada, presidiu quatro concílios, promoveu estudos eclesiásticos, defendeu a ortodoxia e ele mesmo soube conciliar a austeridade da vida monástica com as exigências de ser papa.


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sexta-feira, 7 de julho de 2017

São Vilibaldo-



São Vilibaldo
07 de julho

Vilibaldo nasceu em 22 de outubro de 700, na cidade de Wessel, na Inglaterra.
Pertencia à casa real dos Kents, seu pai era o rei Ricardo I e os irmãos eram Vunibaldo e Valburga. Todos eles, mais tarde, inscritos no livro dos santos da Igreja.
Ainda criança, ele foi confiado aos monges beneditinos da Abadia de Waltham, que cuidaram se sua formação intelectual e religiosa. Foi ali, entre eles, que decidiu ser também um monge.
Em 720, saiu do mosteiro e da Inglaterra, antes de fazer os votos definitivos, e nunca mais voltou para sua pátria. Na companhia de seu pai e seu irmão, seguiu para uma longa peregrinação, cuja meta final era Jerusalém. A viagem foi interrompida em 722, quando seu pai, o rei, morreu na Itália.
Dois anos depois continuou a peregrinação percorrendo toda a Palestina.
Cinco anos depois, em 729, retornou para Roma.
Nesse mesmo ano, o papa Gregório II o enviou para o Mosteiro de Montecassino, que havia sido reerguido das ruínas e carecia de um novo quadro de monges.
Assim, este “quase-monge” inglês, ainda sem os votos definitivos, recebeu a relíquia do papa e com ela organizou e formou uma nova geração de monges, dentro da verdadeira tradição e do estilo de vida espiritual beneditina.
Só em 740 Vilibaldo recebeu a ordem sacerdotal definitiva, para ser consagrado bispo de Eichestat, pelo próprio tio, Bonifácio, hoje santo e chamado “apóstolo da Alemanha”.
O bispo Vilibaldo construiu sua catedral, fundou um mosteiro e, sobretudo, controlou rigorosamente todos os outros que ali existiam, por determinação de Bonifácio. A partir de então, iniciou uma experiência nova: a de evangelizador itinerante, colocando-se frente a frente com os fiéis que aos poucos iam se convertendo ao cristianismo.
À obra dedicou-se até morrer, no dia 7 de julho de 787, no seu mosteiro de Eichestat, na Alemanha.
Com fama de santidade ainda em vida, logo passou a ser venerado num culto espontâneo e vigoroso, muito antes do seu reconhecimento canônico, em 1256.


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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Santa Maria Goretti-



Santa Maria Goretti
6 de julho

Nascida em 18 de outubro de 1890, no vilarejo de Corinaldo, na Itália, era a filha mais velha de um casal de camponeses, Luigi e Assunta Goretti. Devido às dificuldades econômicas para criar os sete filhos, mudaram-se para a vila de Agro Pontinho, associando-se à família de Giovanni Serenelli. Ela cuidava dos irmãos pequenos enquanto os pais saiam para trabalhar.  Quando tinha 10 anos perdeu o pai, a situação da família ficou ainda mais difícil, e ela teve de abandonar a escola, mas continuou com as aulas de catecismo. Aos 12 anos, recebeu com alegria a primeira comunhão e andava sempre com o terço no pulso.
Menina bonita e graciosa, chamou a atenção de Alexandre Serenelli, um rapaz de 18 anos, filho de Giovanni, sócio de seu falecido pai e que, quando a encontrava, fazia-lhe propostas indecentes, repelidas sempre pela santa jovem. A mãe saía para trabalhar e ela ficava em casa tomando conta dos irmãos mais novos. Alexandre continuava a persegui-la e não se conformava com a recusa de Maria.
No dia 5 de julho, Alexandre estava trabalhando, mas arranjou um pretexto para voltar ao povoado. Com o amor-próprio ferido e cego pela paixão, ele foi para a casa de Maria, munido de uma barra de aço pontiaguda e abordou a adolescente. Fez de tudo para que a jovem cedesse aos seus desejos, mas ela se desvencilhou de todas as investidas, dizendo: “Não! Não faça isso. É pecado. Vais para o inferno.” Descontrolado, o rapaz agarrou-a violentamente, arrastou-a para a cozinha e trancou a porta. Maria gritou desesperada, mas não foi ouvida. Alexandre tentou amordaçá-la e tirar sua roupa, mas ela conseguiu defender-se, e ele, furioso, desferiu inúmeros golpes no corpo da moça e fugiu, deixando-a desacordada. Recuperando a consciência, Maria gritou pedindo socorro a Giovanni. Imediatamente os vizinhos acudiram e, ao presenciarem o terrível espetáculo, queriam linchar Alexandre.
Levada para o hospital, os médicos se surpreenderam com sua resistência, pois os golpes haviam perfurado o pericárdio, o coração, o pulmão esquerdo, o diafragma e o intestino. Apesar do sofrimento intenso, ela ainda permaneceu viva por mais 24 horas, e após receber os sacramentos da extrema-unção e da eucaristia, morreu no dia 6 de julho de 1902, balbuciando que perdoava seu agressor e pedindo a Deus que o perdoasse também.
Alexandre passou vinte e sete anos na cadeia e se arrependeu amargamente quando sonhou com Maria, vestida de branco no jardim do Paraíso, oferecendo-lhe um ramalhete de flores. Ao sair da prisão foi à casa de Assunta, mãe de Maria, para pedir-lhe perdão. Começou a trabalhar como jardineiro no convento dos franciscanos e ingressou na Ordem Terceira de São Francisco. Atuou corajosamente como testemunha, no processo de beatificação de sua vítima, confessando sua culpa e dizendo: “Deixei-me levar por uma paixão brutal. Ela é uma santa, uma verdadeira mártir.” No dia 24 de julho de 1950, Maria Goretti foi solenemente canonizada e Alexandre, ainda vivo, assistiu humildemente à cerimônia de santificação daquela jovem que, num momento de fúria, assassinara.
É a protetora da castidade e das vítimas de violência.
Festejada a 6 de julho, ela se apresenta nos santinhos como uma jovem, os braços cruzados sobre o peito, segurando com a mão direita a palma do martírio e um ramo de lírios, símbolo da pureza.



Oração de Santa Maria Goretti
(Proteção contra a violência)

Santa Maria Goretti, que tanto honrou sua dignidade e não se deixou abater pela doença do pecado, pedimos a vós que nos proteja de todos os riscos de violência, seja ele qual for. Virgem santa, humildemente a agradecemos, desde já, por interceder por nosso corpo, espírito e nossa alma, para que não sejamos pegos em ciladas. Santa Maria Goretti, seja misericordiosa e nos abençoe sempre, permita que sejamos merecedores de suas bênçãos.
Amém.


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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Santo Antônio Maria Zaccaria-



Santo Antônio Maria Zaccaria
05 de julho 

Antônio nasceu em Cremona, na Itália, em 1502, pertencia à rica família dos Zaccaria, de origem genovesa, e era o filho único de Antonieta e Lázaro.
Sua mãe ficou viúva aos 18 anos de idade e não se casou novamente só para dedicar-se totalmente à educação do filho.
Os bons frutos não tardaram. Um dia, voltando da escola, Antônio estava sem o manto de lã por ter colocado nas costas de um pobre que tremia de frio. Nos anos que passou em Pavia como estudante de filosofia e em Pádua, onde doutor em medicina, levou uma vida austera, longe dos barulhos universitários.
Já há muito havia abandonado as roupas luxuosas de veludo e ornamentos para vestir-se como as pessoas humildes.
Exerceu a profissão de médico para ficar mais perto do povo, curar as doenças do corpo e gradativamente distribuir-lhes os remédios da alma; o conforto, a esperança, a paz e a fé em Deus.
Em 1528, abandonou a medicina para tornar-se sacerdote.
Se estabeleceu em Milão, onde, com a colaboração de Tiago Morigia e Bartolomeu Ferrari, fundou a Congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo, mais conhecidos como Barnabitas, da igreja de São Barnabé.
Ao lado desta surgiu a congregação feminina das Angélicas para a reforma dos conventos femininos.
A palavra reforma era o emblema de 1500.
Grande promotor da devoção eucarística, instituiu as quarenta horas de adoração ao SS Sacramento. Morreu com 36 anos em 5 de julho de 1539, na casa onde tinha nascido e para onde tinha voltado quando sentiu que estava próximo o fim.
Morreu assistido pela corajosa mãe, que havia aceito uma vida de solidão para não pôr obstáculos à vocação do filho.


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