Mês da Bíblia 2026
O tema do Mês da Bíblia de 2026 é o Livro de Daniel, com o lema "Seu reino jamais será destruído", (extraído de Dn 7:14).
A mensagem central é a da esperança e da fidelidade a Deus em tempos de desafios e instabilidades, lembrando que os reinos humanos passam, mas o Reino de Deus é eterno.
A escolha marca os 55 anos da iniciativa do Mês da Bíblia no Brasil.
Nesse ano somos convidados a caminhar com o Livro de Daniel em um verdadeiro itinerário de fé, esperança e fidelidade.
Em meio às crises políticas e religiosas vividas pelo povo de Israel no tempo do profeta a mensagem principal é clara: Deus é o Senhor da história e o seu Reino permanece para sempre, mesmo quando os poderes humanos parecem dominar.
O Livro de Daniel nasceu em tempos difíceis quando o povo de Deus vivia sob dominação estrangeira, quer no contexto do exílio da Babilônia (586- a 538 a.C), quer no contexto da dominação selêucida (332 sob Alexandre Magno a 63 a.C quando Roma assumiu o controle da Judeia). Em cada uma dessas situações o povo de Deus sofria pressão para abandonar sua fé, seus costumes e sua identidade.
A narrativa é uma costura de várias histórias, de tempos diferentes, feito a muitas mãos e reúne escritos de três línguas (hebraico, aramaico e grego). É um livro apocalíptico no qual o autor costuma usar o nome de uma pessoa famosa (pseudônimo). No caso, o personagem é inspirado no lendário Daniel (Ez 14,14-20). Daniel quer dizer: “Deus é meu juiz” ou “Deus é quem me julga” e mais que uma narrativa do passado, é uma palavra do presente, ou mesmo atemporal, de resistência e encorajamento.
Retrocedemos ao passado onde Daniel como que profetizando chega aos dias presentes sendo essa uma forma de ler a história de modo reflexivo explicando o conceito literário e as suas ideias principais cuja história motiva a fidelidade, apesar do exílio na Babilônia e suas visões oferecem esperança de que Deus trará todas as nações sob o Seu domínio.
Conhecendo a vida desse profeta fiel que enfrentou grandes desafios conhecemos as histórias inspiradoras de Daniel e seus companheiros, como a recusa em se contaminar com as iguarias do rei, a coragem dos três jovens na fornalha ardente, e a famosa passagem de Daniel na cova dos leões.
Além disso, falamos sobre as suas visões proféticas que anunciam a vinda do Reino Eterno e do Messias, e refletimos sobre a importância da oração, do arrependimento e da esperança na ressurreição.
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Origem do mês da Bíblia
O Mês da Bíblia, celebrado em setembro pela Igreja Católica no Brasil, foi instituído em 1971 e, desde então, tornou-se uma tradição consolidada.
A iniciativa nasceu no Concílio Vaticano II, que incentivou a aproximação dos fiéis com a Sagrada Escritura e a escolha de setembro está relacionada à memória de São Jerônimo, comemorado no dia 30, reconhecido como o tradutor da Bíblia para o latim.
Conheça mais sobre a história de São Jerônimo AQUI.
Jerônimo foi uma personalidade célebre de seu tempo. Sua capacidade intelectual é demonstrada pela vasta quantidade de textos escritos e traduzidos por ele. Com absoluta certeza, seu trabalho mais conhecido é a Vulgata, ou seja, uma versão da Bíblia em latim. Histórias antigas, quando recontadas com frequência, terminam por receber novos elementos que, por vezes, acrescentam, abreviam ou modificam a história original.
Ordenado sacerdote em 379 d.C., São Jerônimo acompanhou o Bispo Paulino a um concílio regional em Roma. Nesse tempo, foi apresentado ao Papa Dâmaso como profundo conhecedor das línguas bíblicas. Por causa da clareza de suas ideias e grande conhecimento, o Pontífice o escolheu para ser seu secretário e, em 382 d.C., confiou-lhe a incumbência de revisar uma antiga tradução dos quatro Evangelhos em latim. Ele concluiu esse trabalho antes da morte do Papa Dâmaso (11/12/384), e acrescentou também uma versão dos Salmos, traduzida do texto grego, que ficou conhecida como Septuaginta.
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