Nossa Senhora Menina
8 de setembro
Nossa Senhora Menina é o título católico que venera a Virgem Maria em sua primeira infância, desde o seu nascimento até a sua apresentação no Templo.
A devoção está ligada à festa da Natividade de Nossa Senhora (nascimento de Maria), celebrada em 8 de setembro.
O culto específico à infância de Maria ganhou forte impulso no século XIX a partir de revelações a uma freira concepcionista no México, sendo posteriormente difundido e aprovado pelo papa Gregório XVI que medita sobre a pureza, a graça singular concedida por Deus a Maria desde o ventre de sua mãe (Santa Ana) e seu preparo para ser a Mãe de Jesus.
É retratada como uma menina ou bebê, frequentemente acompanhada por seus pais, São Joaquim e Santa Ana e veste trajes simples (muitas vezes em tons de azul, branco ou rosa) que simbolizam a pureza e a inocência.
A celeste infância de Maria é pouco meditada e pouco conhecida, entretanto é ela digna de admiração do mundo inteiro já que o verdadeiro espírito da devoção à Infância de Maria não se restringe à sua gloriosa Natividade, mas compreende dois outros mistérios: o nome santíssimo de Maria e a sua apresentação no Templo.
A Origem da devoção foi no Convento de São José de Graça, na capital mexicana onde residia uma comunidade de monjas concepcionistas, dentre elas uma irmã que se destacava pela humildade e pela simplicidade, a irmã Magdalena.
No dia 6 de janeiro de 1840, na Festividade dos Santos Reis, enquanto rezava diante do presépio adorando a imagem do menino Jesus, a irmã Magdalena teve a seguinte inspiração: por que não celebrar com cânticos de alegria o nascimento de Maria, como se faz com o menino Jesus? Veio-lhe a mente a imagem de Maria menina sobre nuvens, recém-nascida, deitadinha, vestida como uma rainha, dizendo:
“Concederei todas as graças as pessoas que me pedirem e me honrarem na minha infância, pois é uma devoção muito esquecida”.
Impressionada, a irmã Magdalena comunicou isso a abadessa Madre Guadalupe, pedindo licença para mandar fazer uma imagem como a que ela tinha visualizado para dar a conhecer a devoção. Mas a Madre não deu importância e pensou: “Se for do agrado de Deus, ela insistirá”.
A irmã Magdalena insistiu muitas vezes e a madre sempre negou. Em um certo dia, enquanto limpava a sacristia do mosteiro, encontrou a cabeça de um anjo que estava quebrada, levou-a à madre e pediu que deixasse fazer com aquela cabeça a imagem da Imaculada Menina. A madre, então, autorizou.
A irmã Magdalena chamou um escultor, que esculpiu uma linda imagem do tamanho de uma criança recém-nascida. A imagem foi abençoada, e a monja propagou a devoção dentre o povo da cidade do México, que alcançou grandes graças, favores e milagres de Deus, pela intercessão de Maria Menina.
O Papa Gregório XVI aprovou a devoção à infância de Maria, e a enriqueceu-a com indulgências.
A partir daí, surgiram novenas, orações, tríduos, e o destaque para o dia oito de cada mês, já que a Igreja celebra o aniversário de Maria em 8 de setembro.
Em 1859, antes de morrer, a irmã Magdalena pediu a madre Guadalupe que desse prosseguimento a devoção. A madre mandou fazer outra imagem para levar as casas das famílias devotas.
Maria é aurora que nos deu o Sol da justiça. Destinada a ser mãe do Salvador, foi ordenada pelo criador com as mais peregrinas virtudes. É o mais fiel espelho da própria santidade de Deus, tabernáculo do altíssimo, foi desde sua entrada ao mundo, a mais santa de todas as criaturas. Se celebramos o nascimento de São João Batista por sua santidade, assim também deve ser celebrado o natalício da mãe santíssima do salvador do mundo, a Virgem Senhora em sua inocência.
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Que a Virgem Senhora em sua inocência, guarde-nos de toda e qualquer investida do mal contra a vida.
Que a inocente Senhora Menina, guarde a todos nós desde o ventre materno e conceda a graça da proteção aos não podem se defender.
Que do seu majestoso bercinho, possa a sempre Virgem Mãe de Deus e nossa, livrar a todos do mal que o mundo oferece e seja ela mesma a saúde dos enfermos e a companhia dos idosos abandonados e esquecidos.
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