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Se quiser fazer um comentário, contar um pouco da sua história de fé, este blog e o site da capelinha virtual foram criados com o objetivo não só de falar aos seus corações, mas também de ouvir o que vai no coração das pessoas.

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Abraços,
Aparecida.





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1000 Orações para Santo Antônio de Pádua

1000 Orações para Santo Antônio de Pádua
Em 13 de junho, dia em que comemoramos nosso amado Santo Antônio de Pádua, queremos convidar VCS leitores(as) do blog e visitantes a se unirem a nós para começarmos uma longa jornada em que faremos uma homenagem ao nosso santinho com 1.000 orações de seu Responso.

Se VC tem um pedido especial para fazer, junte-se a nós e deixe aqui a sua oração.

Se VC teve uma graça alcançada, junte-se a nós, e use esse espaço para agradecer a benção que recebeu.

Deixo aqui registrado todo o meu amor pela bondade infinita de Santo Antônio de Pádua e agradeço todas as graças que me foram concedidas por sua intercessão.

Sejam bem-vindos(as)!
Vamos nos unir num laço de amor, fé e gratidão!!!



Acesse o link abaixo e participe desta linda homenagem a Santo Antônio de Pádua:

Santa Apolônia - 1000 Orações


Agradecemos a todos que participaram da jornada em homenagem à Santa Apolônia, a VCS que com amor, fé e gratidão vieram deixar aqui registrado através das 1.000 orações o seu agradecimento a nossa amada santinha.

Acesse o link abaixo e conheça essa jornada:

Nossa Senhora do Caravaggio - 1000 Ave-Marias


1ooo Ave-Marias para Nossa Senhora do Caravaggio

Uma homenagem linda que a devota M. Aparecida fez à Nossa Senhora do Caravaggio, postando 1000 Ave-Marias em agradecimento e homenagem. Acompanhe no link abaixo toda essa jornada à nossa Santa muito amada.

Santa Rita de Cássia

Santa Rita de Cássia

1000 Pai-Nossos

Obrigada à você que participou da campanha 1000 Pai-Nossos à Santa Rita de Cássia. É com fé, determinação e muito amor que deixamos registrado aqui nosso carinho e gratidão à nossa Santa muito amada.

Acesse o link abaixo e confira toda essa jornada:



http://capelinhavirtual.blogspot.com.br/2013/05/1000-pais-nossos-santa-rita-de-cassia.html

segunda-feira, 23 de abril de 2018

São Jorge-




São Jorge
23 de abril

 Jorge nasceu na Capadócia, região central de Anatólia, atual Turquia, por volta do ano de 270. De família nobre, depois da morte de seu pai mudou-se para a Palestina, terra natal de sua mãe, onde  devido a sua índole beligerante, abraçou a carreira militar, sendo promovido rapidamente a capitão do exército romano e nomeado conde da Capadócia, título outorgado pelo Imperador em reconhecimento a sua dedicação.  Mais tarde transferiu-se para a corte imperial na Nicomédia, Ásia menor, como tribuno militar, cargo aristocrático dentro das Legiões. Quando o Imperador Diocleciano declarou guerra à religião cristã, Jorge renunciou á sua carreira, distribuiu todos os seus bens entre os menos favorecidos e censurou a crueldade das medidas tomadas contra os cristãos. Ao erguer sua voz em favor dos cristãos perseguidos e proferir a fé única em Jesus Cristo, foi inquirido do porquê de tamanha empáfia, ao que respondeu simplesmente: “Por ser a Verdade”. Aquilo consternou a todos os presentes , principalmente por ter sido dito por um membro da suprema corte romana. “E o que é a Verdade?” teriam indagado com ironia outros cônsules. Jorge não titubeou e respondeu firmemente: “ A Verdade é meu Senhor Jesus, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor. O Cristo, e Nele confiando me coloco no meio de vós para dar testemunho da Verdade”.   Por se manter fiel a sua fé, foi imediatamente levado a cárcere e torturado sistematicamente,  com as lanças dos soldados que cortaram seu corpo, o peso de enorme pedra e o calor de uma fornalha de cal, mas conseguiu vencer todas elas. A cada vitória sobre as torturas, Jorge ia convertendo os soldados  que as presenciavam. O imperador, contrariado, chamou um mago para acabar com a força de Jorge. O santo tomou duas poções e mesmo assim manteve-se firme e vivo. Com isto conseguiu converter até mesmo o feiticeiro e a esposa de imperador. Diocleciano então ordenou que ele fosse degolado, o que ocorreu na data de 23 de abril de 303., na Nicomédia.
São Jorge é um dos mais gloriosos mártires cristãos, gozando de geral veneração, tanto na Igreja Oriental, como na Igreja Ocidental. Em Constantinopla  existem vários templos dedicados a este santo, um deles mandado construir pelo imperador Constantino. A província da Geórgia recebeu este nome em honra do glorioso mártir. Os historiadores enumeram grande quantidade de milagres e diversas vitórias obtidas por intervenção deste santo.
O culto de São Jorge foi trazido ao Ocidente pelas Cruzadas. A cidade de Gênova escolheu-o como padroeiro e na Inglaterra o Concílio Nacional de Oxford ordenou em 1222 a celebração solene da festa de São Jorge em todas as ilhas britânicas, porém antigos monumentos mostram que ele já era padroeiro do país no tempo dos soberanos normandos.
O auxílio prestado pelo duque de Lencastre, filho de Eduardo III da Inglaterra, ao rei Fernando de Portugal, na luta contra Castela, trouxe da Grã-Bretanha a devoção a São Jorge. D.João I, fundador da dinastia Aviz, tornou-se seu devoto, e na Batalha de Aljubarrota, o grito de guerra foi:  “São Jorge”. O monarca ordenou que sua imagem figurasse, montada em um corcel, na procissão de Corpus Christi, tendo saído pela primeira vez em 1387, com honras militares.
Além de Gênova, Inglaterra e Portugal, é patrono também da Catalunha, Lituânia e de Moscou, na Rússia.
A tradição chegou ao Brasil e com a devida licença poética apadrinha o Rio de Janeiro, os escoteiros e a cavalaria do Exército Brasileira. Nas principais cidades, a imagem de São Jorge, colocado sobre um cavalo branco e cercado de aparato militar, é o maior centro de atenção da população.
A quantidade de devotos deste santo excede a matemática. Além de inspirar poetas tão diversificados, a figura do cavaleiro que mata o dragão faz parte de muitos romances medievais e sua “habitação na lua” faz parte do imaginário de todos os românticos.

Ele é representado iconograficamente como um cavaleiro, vestido com armadura de metal, cavalgando fogoso corcel, ajaezado de ouro e prata, combatendo um dragão alado.
Segundo a tradição, o bravo militar matou o dragão, que assolava a vila de Salone, salvando Sabra, a filha do rei e todos os habitantes daquela cidade da Líbia. Ficção ou realidade, essa vitória simboliza a vitória do santo sobre o paganismo, que, pouco tempo depois de sua morte, foi abolido como religião do Império Romano.
Por causa dessa lenda, São Jorge é invocado como defensor dos oprimidos e das donzelas. Na data de sua festa, em cidades do interior são vistas procissões de cavaleiros.
No candomblé identificam-no com Oxóssi, e na prática da umbanda, com Ogum.
Documentos lendários identificam-no também com Sigurd, o Caçador de Dragões da mitologia nórdica.

Há duas datas em que se comemora o santo: 23 de abril, dia em que os devotos lotam seus templos por todo o mundo, e 3 de novembro, data da reconstrução de sua igreja em Israel.


                                                                                  

Oração de São Jorge

Ó São Jorge, meu guerreiro invencível na Fé em Deus, que trazeis em vosso rosto a esperança e confiança, abra os meus caminhos.
Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge,
para que os meus inimigos tendo pés não me alcancem,
tendo mãos não me toquem, tendo olhos  não me vejam,
e nem mesmo em pensamentos eles possam me fazer algum mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão.
Facas e espadas, se quebrarão sem o meu corpo tocar.
Cordas e correntes, se arrebentarão sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça
Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder,
seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel cavalo meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós.
Ajudai-me a superar todo o desânimo e alcançar a graça que tanto preciso (faça aqui o seu pedido). Daí-me coragem e esperança, fortalecei minha Fé e auxiliai-me nesta necessidade.
Com o poder de Deus, de Jesus e do Divino Espírito Santo. Amém.
São Jorge,  rogai por nós!
Salve São Jorge!

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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Santo Expedito-




Santo Expedito
19 de abril

Militar, comandante da 12ª Legião Romana, baseada em Melitene, na Capadócia, atual Armênia. Legião esta intitulada Fulminante, devido à gloriosa vitória contra os bárbaros, às margens do rio Danúbio, e composta, em sua maioria, de cristãos.
A origem de Santo Expedito é controversa, uns afirmam que nasceu na Armênia, outros lhe conferem nacionalidade romana.
Certo é que tocado pela graça de Deus, converteu-se ao cristianismo, mesmo sob ameaças de perseguição do imperador Galério, e resolveu mudar de vida. Foi então que o demônio lhe apareceu, sob a forma de um corvo, e lhe segredou: “Cras ... cras ... cras.”, expressão latina que quer dizer: “Amanhã ... amanhã ... amanhã.”, isto é, “Deixe para amanhã, não tenha pressa, adie sua conversão.” Mas Santo Expedito, pisoteando o corvo, esmagou-o gritando: “Hodie!”, que significa “Hoje”, sem protelações, é pra já!
Por seu próprio nome que significa “diligente”, “prestativo”, o santo é invocado nos casos que exigem solução imediata, nos negócios em que qualquer demora poderia causar prejuízo. Já no século VIII ele era invocado na Germânia e na Sicília em casos de urgência e de necessidades prementes. Protetor da juventude, os estudantes a ele recorrem para obterem êxito nos exames. Padroeiro dos militares,  Santo Expedito não adia seu auxílio para amanhã. Ele atende na hora que precisamos de sua ajuda. Mas espera que também não deixemos para amanhã nossa conversão.
Tendo se recusado a adorar os deuses pagãos, foi flagelado e depois decapitado em 303, na cidade de Melitene, no dia 19 de abril, data em que é celebrada sua festa. Seu culto, iniciado no local do martírio, passou para a Alemanha Meridional, Itália, especialmente na Sicília, onde é padroeiro de Aci-Reale. Venerado na França e na Espanha, sua devoção chegou ao Brasil através da colÔnia italiana e vem sendo cada vez mais difundida. Possui igrejas em Belo Horizonte, Niterói e em São Paulo, onde é cultuado na Capela Militar de Santo Expedito, construída em 1942, numa travessa da Avenida Tiradentes, junto a um regimento da cavalaria e a um quartel da Polícia Militar.
Ele é representado de pé, vestido de soldado romano, usando uma capa vermelha, tendo na mão esquerda a palma do martírio e na direita uma cruz, onde está escrito: HODIE. Esmaga com o pé direito um corvo, junto ao qual aparece a palavra CRAS e tem no chão, ao lado do pé esquerdo, o capacete militar romano, simbolizando que deixou de lado a carreira militar para empunhar a cruz, símbolo do cristianismo.



Oração de Santo Expedito

Meus Santo expedito das causas justas e urgentes, interceda por mim junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo, socorrei-me nesta hora de aflição e desespero. Vós que sois um Santo Guerreiro, vós que sois o Santo dos aflitos, Vós que sois o Santo dos desesperados, Vós que sois o Santo das causas urgentes, proteja-me, ajuda-me, daí-me forças, coragem e serenidade. Atenda ao meu pedido (Fazer o pedido). Meu Santo Expedito, ajudai-me a superar estas horas difíceis. Preteja-me de todos que possam me prejudicar, proteja a minha família, atenda ao meu pedido com urgência. Devolva-me a paz e a tranqüilidade. Meu Santo Expedito serei grato pelo resto de minha vida e levarei seu nome a todos que tem fé. Muito Obrigado Meu Santo Expedito.
Amém.
(Rezar um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e fazer o sinal da cruz).

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domingo, 1 de abril de 2018

Domingo de Páscoa


                                                                                 


O Domingo de Páscoa  é o ápice do ano litúrgico. É o aniversário do triunfo de Cristo. É a feliz conclusão do drama da Paixão e a alegria imensa depois da dor.  É  a dor e a  alegria que se fundem pois se referem na história ao acontecimento mais importante da humanidade: a redenção e libertação do pecado da humanidade pelo Filho de Deus.
São Paulo nos diz : "Aquele que ressuscitou Jesus Cristo devolverá a vida a nossos corpos mortais". Não se pode compreender nem explicar a grandeza da Páscoa cristã sem evocar a Páscoa Judaica, que Israel festejava, e que os judeus ainda festejam, como festejaram os hebreus há dois mil anos. O próprio Cristo celebrou a Páscoa todos os anos durante a sua vida terrena, segundo o ritual em vigor entre o povo de Deus, até o último ano de sua vida, em cuja Páscoa aconteceu na Última Ceia e na instituição da Eucaristia.
Cristo, ao celebrar a Páscoa na Ceia, deu à comemoração tradicional da libertação do povo judeu um sentido novo e muito mais amplo. Não é a um povo, uma nação isolada que Ele liberta, mas ao mundo inteiro, a que prepara para o Reino dos Céus. A Páscoa cristã - cheia de profunda simbologia - celebra a proteção que Cristo não cessou nem cessará de dispensar à Igreja até que Ele abra as portas da Jerusalém celestial. A festa da Páscoa é, antes de tudo, a representação do acontecimento chave da humanidade, a Ressurreição de Jesus depois de sua morte consentida por Ele para o resgate e a reabilitação do homem caído. Este acontecimento é um dado histórico inegável. Além de que todos os evangelistas fizeram referência. São Paulo confirma como o historiador que se apóia, não somente em provas, mas em testemunhos.
Páscoa é vitória, é o homem chamado a sua maior dignidade. Como não se alegrar pela vitória d'Aquele que tão injustamente foi condenado à paixão mais terrível e à morte de cruz? Pela vitória d'Aquele que anteriormente foi flagelado e  cuspido com tanta inumana crueldade?
Este é o dia da esperança universal.  A Ressurreição nos revela a nossa vocação cristã e nossa missão: aproximá-la a todos os homens. O homem não pode perder jamais a esperança na vitória do bem sobre o mal.
A mensagem redentora da Páscoa  é  a purificação total do homem, a libertação de seus egoísmos, de sua sensualidade, de seus complexos e do seus pecados;  purificação que, ainda que implique em uma fase de limpeza e saneamento interior, se realiza de maneira positiva com dons de plenitude  como é a iluminação do Espírito, a vitalização do ser por uma vida nova, que transborda alegria e paz - suma de todos os bens messiânicos-  em poucas palavras a presença do Senhor ressuscitado.
 São Paulo o expressou com incontida emoção neste texto: " Se ressuscitastes com Cristo, então vos manifestareis gloriosos com Ele".

Ressuscitaste para me dizer, com linguagem esplendorosa, eloquente e silenciosa, essa linguagem que brota de tua glória, que não  nos fizestes  para o sofrimento”.

Nós do blog e site Capelinha Virtual desejamos a todos VCS e seus familiares,  uma Páscoa de muitas bênçãos, felicidades, amor, paz, bem e luz!
Uma vida com muita doçura!



Feliz Páscoa!



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sábado, 31 de março de 2018

Sábado Santo


                                                                                


O Sábado Santo, também chamado Sábado de Aleluia, é o dia antes da Páscoa no calendário de feriados religiosos do Cristianismo.
O Sábado de Aleluia é o último dia da Semana Santa.Na tradição católica, é costume os altares serem desnudados, pois, tal como na Sexta-Feira Santa, não se celebra a Eucaristia
Os católicos praticam jeju com abstinência de carne e consumo limitado de peixe. Em alguns lugares, a manhã do Sábado de Aleluia é dedicada à "Celebração das Dores de Maria", onde se recorda a "hora da Mãe", sem missa.
É no Sábado de Aleluia que se faz a tradicional Malhação de Judas, representando a morte de Judas Iscariotes.
No Sábado Santo, é celebrada a Vigília Pascal depois do anoitecer, dando início à Páscoa.
O Sábado remonta à Criação, passa pelo Êxodo e vai até ao fim do Apocalipse.


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sexta-feira, 30 de março de 2018

Sexta-Feira Santa


                                                                                    


A tarde de Sexta-Feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe traspassou o lado.
São João, teólogo e cronista da paixão nos leva a contemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto. Os títulos de Jesus compõem uma formosa “Cristologia”. Jesus é Rei, o  diz o título da cruz, e o patíbulo é o trono onde ele reina. É a uma só vez, sacerdote e templo, com a túnica sem costura com que os  soldados  tiram a sorte. É novo Adão junto à Mãe, novo Eva, Filho de Maria e Esposo da Igreja. É o sedento de Deus, o executor do testamento da Escritura. O Doador do Espírito. É o Cordeiro imaculado e imolado, o que não lhe romperam os ossos. É o Exaltado na cruz que tudo o atrai a si, quando os homens voltam a Ele o olhar.
A Mãe estava ali, junto à Cruz. Está ali como mãe e discípula que seguiu em tudo a sorte de seu Filho, totalmente ao seu lado. Solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos,  a mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho. A palavra de seu Filho que prolonga sua maternidade até os confins infinitos de todos os homens. Mãe dos discípulos, dos irmãos de seu Filho. A maternidade de Maria tem o mesmo alcance da redenção de Jesus. Maria contempla e vive o mistério com majestade. São João a glorifica com a lembrança dessa maternidade. Último testamento de Jesus. Última dádiva. Segurança de uma presença materna em nossa vida, na de todos. Porque Maria é fiel à palavra: Eis aí o teu filho.
O soldado que traspassou o lado de Cristo no lado do coração, não se deu conta que cumpria uma profecia.Um estupendo gesto litúrgico. Do coração de Cristo brota sangue e água. O sangue da redenção, a água da salvação. O sangue é sinal daquele maior amor, a vida entregue por nós, a água é sinal do Espírito, a própria vida de Jesus que agora, como em uma nova criação derrama sobre nós.
Hoje não se celebra  missa. O altar é iluminado sem mantel, sem cruz, sem velas nem adornos. Recordamos a morte de Jesus. Os ministros se prostram no chão frente ao altar no começo da cerimônia. São a imagem da humanidade rebaixada e oprimida, e ao mesmo tempo penitente que implora perdão por seus pecados. Vão vestidos de vermelho, a cor dos mártires: de Jesus, o primeiro testemunho do amor do Pai e de todos aqueles que, como ele, deram e continuam dando sua vida para proclamar a libertação que Deus nos oferece.

O site Capelinha Virtual preparou com carinho para VC refletir sobre a Paixão de Cristo as imagens e os textos das estações da Via Sacra.
Faça-nos uma visita e confira clicando (aqui)



quinta-feira, 29 de março de 2018

Quinta-Feira Santa


                                                                               


 A celebração da Semana Santa encontra seu ápice no Tríduo Pascal, que compreende a Quinta-feira Santa, a Sexta-feira da Paixão e morte do Senhor e a solene Vigília Pascal, no sábado à noite. Esses três dias formam uma grande celebração da Páscoa memorial da paixão, morte e ressurreição de Jesus.
A liturgia da Quinta-feira Santa nos fala do amor, com a cerimônia do Lava-pés e a instituição da Eucaristia, em que Jesus se faz nosso alimento, dando-nos seu corpo e sangue. É a manifestação profunda do seu amor por nós, amor que foi até onde podia ir: "Como Ele amasse os seus amou-os até o fim".
A Eucaristia é o amor maior, que se exprime mediante tríplice exigência: do sacrifício, da presença e da comunhão. O amor exige sacrifício e a Eucaristia significa e realiza o sacrifício da cruz na forma da Santa Ceia ou a Última Ceia.  Nos sinais do pão e do vinho, Jesus se oferece como Cordeiro imolado que tira o pecado do mundo: "Ele tomou o pão, deu graças, partiu-o e distribuiu a eles dizendo: isto é o meu Corpo que é dado por vós. Fazei isto em memória de  mim. E depois de comer, fez o mesmo com o cálice dizendo: Este cálice é a nova aliança em meu sangue, que é derramado por vós" (Lc 22,19-20). Pão dado, sangue derramado pela redenção do mundo. Eis aí o sacrifício como exigência do amor.
O amor, além do sacrifício, exige presença. A Eucaristia é a presença real do Senhor que faz dos sacrários de nossas Igrejas centro da vida e da oração dos fiéis.
A fé cristã vê no sacrário de nossas igrejas a morada do Senhor plantada ao lado da morada dos homens, não os deixando órfãos, fazendo-lhes companhia, partilhando com eles as alegrias e as tristezas da vida, ensinando-lhes o significado da verdadeira solidariedade: "Estarei ao lado de vocês como amigo todos os momentos da vida". Eis a presença, outra exigência do amor.
O amor não só exige sacrifício e presença, mas exige também comunhão. Na intimidade do diálogo da última Ceia, Jesus orou com este sentimento de comunhão com o Pai e com os seus discípulos: "Que todos sejam um, como Tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles estejam em nós" (Jo 17,20-21).
Jesus Eucarístico é o caminho que leva a esta comunhão ideal. Comer sua carne e beber seu sangue é identificar-se com Ele no modo de pensar, nos senti mentos e na conduta da vida. Todos que se identificam com Ele passam a ter a mesma identidade entre si: são chamados de irmãos seus e o são de verdade, não pelo sangue, mas pela fé. Eucaristia é vida partilhada com os irmãos. Eis a comunhão como exigência do amor.
Na morte redentora na cruz, Cristo realiza a suprema medida da caridade "dando sua vida" e amando seus inimigos no gesto do perdão: "Pai, perdoai-lhes pois eles não sabem o que fazem." A Eucaristia não deixa ficar esquecido no passado esse gesto, que é a prova maior do amor de Deus por nós. Para isso, deixa-nos o mandamento: "Façam isso em minha memória".
Caridade solidária é o gesto de descer até o necessitado para tirá-lo da sua miséria e trazê-lo de volta a sua dignidade. A Eucaristia é o gesto da caridade solidária de Deus pela humanidade. "Eu sou o Pão da vida que desceu do céu. Quem come deste Pão vencerá a morte e terá vida eterna".


                                                                          




domingo, 25 de março de 2018

Domingo de Ramos


                                                                            

 O Domingo de Ramos abre solenemente a Semana Santa, com a lembrança das palmas e da paixão, da entrada de Jesus em Jerusalém e a liturgia da palavra que evoca a Paixão do Senhor no Evangelho de São Lucas.  
 Neste dia, entrecruzam as duas tradições litúrgicas que deram origem a esta celebração: a alegre, grandiosa e festiva liturgia da Igreja que relembra a obra que Jesus edificou em Jerusalém, e a austera memória da paixão que marca a liturgia de Roma. Liturgia de Jerusalém e de Roma, juntas nessa celebração. 
 Com o pensamento a Jesuralém, subimos ao Monte das Oliveiras que nos lembra o gesto de Jesus, gesto profético, que entra como Rei pacífico, Messias aclamado primeiro e depois condenado, para cumprir em tudo as profecias.
 Por um momento as pessoas reviveram a esperança de ter já consigo aquele que vinha em nome do Senhor. Ao menos assim o entenderam os mais simples, os discípulos e as pessoas que acompanharam ao Senhor Jesus, como um Rei. 
 São Lucas não falava de oliveiras nem de palmas, mas de pessoas que iam acarpetando o caminho com suas roupas, como se recebe a um Rei, gente que gritava: "Bendito o que vem como Rei em nome do Senhor. Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade".
Palavras com uma estranha evocação das mesmas que anunciaram o nascimento do Senhor em Belémaos mais humildes. Jerusalém, desde o século IV, no esplendor de sua vida litúrgica celebra este momento com uma numerosa procissão. E isto agradou tanto aos peregrinos que o oriente deixou marcada nesta procissão de ramos como umas das mais belas celebrações da Semana Santa.
 Com a liturgia de Roma, ao contrário, entramos na Paixão e antecipamos a proclamação do mistério, com um grande contraste entre o caminho triunfante do Cristo do Domingo de Ramos e o "via crucis".
 Entretanto, são as últimas palavras de Jesus no madeiro a nova semente que deve empurrar o remo evangelizador da Igreja no mundo.
"Pai, em tuas mão eu entrego o meu espírito". Este é o evangelho, esta a nova notícia, a boa nova. 
 Era o anúncio do amor de um Deus que desce conosco até o abismo do pecado e da morte, do absurdo grito de Jesus em seu abandono e em sua confiança extrema. Era um anúncio ao mundo pagão tanto mais realista quanto mais com ele se poderia medir a força de sua Ressurreição.
 A liturgia das palmas antecipa neste domingo, chamado de Páscoa florida, o triunfo da ressurreição, enquanto que a leitura da Paixão nos convida a entrar conscientemente na Semana Santa da Paixão gloriosa e amorosa de Cristo Nosso Senhor.