Cristo Ressuscitou, aleluia!
“A Páscoa não é simplesmente uma festa entre outras: é a «festa das festas», a «solenidade das solenidades»”, por isso, a sua alegria se estende pelos próximos oito dias — conhecidos como a Oitava da Páscoa. Dessa forma, cada um dos dias da Oitava da Páscoa é uma solenidade, como se fosse o próprio domingo de Páscoa.
A Páscoa é o centro da vida cristã. A Igreja se reúne para celebrar a Ressureição de Jesus Cristo — o seu triunfo sobre a morte. A Páscoa é Cristo que vem nos dar novamente o acesso à graça e à vida divina, que tínhamos perdido por causa de nossos pecados. “Cristo ressuscitado dos mortos é o fundamento da nossa fé”, pois “se Cristo não ressuscitou, ainda estais em vossos pecados.”
O mistério da ressurreição é maior do que podemos compreender, mas pela fé exige de nós coragem para assumir a obra da redenção em nossas vidas. Ao morrer por nós e ressuscitar, Cristo nos dá a salvação, no entanto cabe a nós aplicá-la concretamente em nossa vida. A Páscoa é uma passagem profunda da escravidão do pecado para uma vida livre animada pelo amor, “a Páscoa é dom a acolher cada vez mais profundamente na fé, para poder agir em todas as situações, com a graça de Cristo, segundo a lógica de Deus, a lógica do amor”.
Portanto, para nos ajudar a adentrar, de fato, no mistério da ressurreição e fazer da nossa vida uma Páscoa contínua, a Igreja nos leva a prolongar essa celebração. Já que é o centro da vida cristã, deve ser bem compreendida para ser vivida todos os dias.
“Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas do céu, e não às da terra. Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.”
Para bem celebrar a grande festa da Ressurreição do Senhor — que é vida nova para nós — a alegria é tamanha que se estende do domingo de Páscoa até o domingo seguinte, o domingo da misericórdia, e a esse período chamamos Oitava de Páscoa. A solenidade se prolonga, são oito dias para desejar “Feliz Páscoa”, pois é como se cada dia dessa semana fosse o Domingo de Páscoa.
“A boa nova da Páscoa, por conseguinte, exige a obra de testemunhas entusiastas e corajosas.” As leituras da Missa, nestes oito dias, vão nos relatar o encontro dos apóstolos com o Cristo Ressuscitado. Assim poderemos viver todos esses dias a ressurreição do Senhor — experimentar o choro de Maria Madalena, que não encontra o corpo do Senhor; o espanto dos apóstolos, quando Jesus aparece no meio deles; e o abrasar no coração dos discípulos de Emaús ao caminhar com o Mestre e ouvi-lO, mesmo antes de reconhecê-lO. Sem dúvida, aqueles que viram Jesus Ressuscitado e conviveram com ele podem animar a nossa fé e nos encorajar.
A Oitava da Páscoa são os oito primeiro dias do Tempo Pascal, que dura até Pentecostes — são 50 dias acendendo o Círio Pascal, preparado e abençoado na Vigília Pascal, que representa para nós Cristo Ressuscitado, a Luz de Cristo. A Páscoa é a maior das solenidades e distribui o mistério de Cristo pelo decorrer do ano todo. Sendo assim, a Igreja estende essa festa por oito dias, o que é uma grande graça para nós. Além disso, é um convite para que possamos nos aprofundar mais nesse mistério e quem sabe fazer com que a nossa existência assuma uma forma pascal.
“A luz da ressurreição de Cristo deve penetrar neste nosso mundo, deve chegar como mensagem de verdade e de vida a todos os homens, através do nosso testemunho diário.”
Que ao celebrar esse grande mistério da ressurreição, que é fonte de vida para nós, possamos também ser impelidos a ir ao encontro do Cristo Ressuscitado. Ele se encontra na Palavra, na Eucaristia, nas pessoas que conosco convivem diariamente, ou rapidamente passam por nós.
Ele vive!
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