São Bento José Labre
16 de abril
A vida desprovida de bens materiais e dedicada à penitência física e espiritual, orações, adoração ao Santíssimo, ao santo terço e as peregrinações a Santuários rendeu a São Bento José Labre o título de “Vagabundo de Deus”. Ele foi lembrado pelo Papa Leão XIV no Jubileu dos Pobres, como exemplo de quem caminha como e com os mais necessitados.
O Papa recordou que a Igreja quer ser “mãe dos pobres, lugar de acolhimento e Justiça”. E esse desejo da Igreja é ainda mais necessário nos dias atuais em que, com as palavras de Leão XIV: estão tão feridos “por antigas e novas pobrezas”, sejam elas materiais, morais ou espirituais.
O Papa Francisco já o havia citado como modelo de humildade e servidão a Deus em sua Mensagem para o VIII Dia Mundial dos Pobres, publicada em 13 de junho de 2024, quando Francisco exortou os fiéis a orarem pelos mais pobres, pois a “oração do pobre eleva-se até Deus”.
“O cigano de Cristo”, este também é seu apelido, que demonstra claramente o que foram os trinta e cinco anos de vida de Bento José Labre, treze deles caminhando e evangelizando pelas seculares estradas de Roma. Aliás, o antigo ditado popular que diz que “todos os caminhos levam a Roma” continua sendo assim para todos os cristãos. Entretanto, principalmente no século XVII, em qualquer um deles era possível cruzar com o peregrino Bento José e nele encontrar o caminho que levava a Deus.
Francês, nascido em Amettes, próximo a Arras, no dia 27 de março de 1748, o mais velho dos quinze filhos de um casal de agricultores pobres, frequentou a modesta escola local e aprendeu latim com um tio materno. Ainda muito jovem, quis tornar-se monge percorrendo a pé, então, centenas de quilómetros até a Normandia, debaixo de um inverno extremamente rigoroso, onde pediu admissão no Convento Cisterciense de Montagne. Lá foi recusado, tentando, ainda, a entrada nos Cartuchos de Neuville e Sept-Fons, com o mesmo resultado. Foi então que, com vinte e dois anos, tomou a decisão mais séria da sua vida: seu mosteiro, já que não encontrava guarida em nenhum outro, seriam as estradas de Roma.
No embornal de peregrino carregava apenas o Novo Testamento e um breviário, além de um terço nas mãos. Durante a noite, dormia nas ruínas do Coliseu e, de dia, percorria as estradas peregrinando nos lugares sagrados e evangelizando sem pedir esmolas. Quando recebia a caridade alheia, mesmo sem pedir, ainda dividia o que ganhava com os pobres. Na maior parte dos dias, comia um pedaço de pão e ervas colhidas no caminho.
Sua vida também foi marcada por intensas meditações, orações, penitências, peregrinações a santuários e adoração à Eucaristia
Um dia, ainda muito jovem, seu corpo foi encontrado nos fundos da casa de um amigo arquiteto, perto da Igreja de Santa Maria dos Montes.
Ele morreu aos 35 anos de desnutrição em decorrência da vida precária que levava e em seu funeral houve muita comoção e uma grande aglomeração de populares que o admiravam e veneravam o singelo peregrino.
O corpo do santo foi sepultado no mesmo local onde hoje está a capela em sua homenagem cujo local logo passou a ser procurado pelos devotos e peregrinos. Imediatamente, tornou-se palco de muitas graças e prodígios, por intercessão daquele que em vida percorreu o caminho da santidade.
O papa Leão XIII canonizou São Bento José Labre em 8 de dezembro de 1881 e celebra sua memória no dia 16 de abril.
Modelo de humildade, penitência e desapego material, São Bento José Labre, o "santo mendigo" é conhecido como o padroeiro dos sem-teto, dos desabrigados, dos mendigos e dos peregrinos. Conhecido como o "vagabundo de Deus" ou "cigano de Cristo" é também considerado protetor dos rejeitados e dos doentes mentais.
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Oração a São Bento José Labre
Ó glorioso São Bento José Labre, que fostes na Terra peregrino do amor divino e exemplo de humildade, ajudai-nos a trilhar o caminho da fé com perseverança e confiança na providência de Deus. Vós que renunciastes a todas as riquezas do mundo para abraçar a verdadeira riqueza do céu,
Alcançai-nos a graça de desapegar-nos do que é passageiro e buscar, com ardor, o que é eterno. Intercedei por nós, junto ao Senhor, para que também sejamos sinais vivos de fé, caridade e esperança.
Amém.
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