5 Fatos sobre a vida do Papa São Pio X
São Pio X é um Papa recordado por suas demonstrações de humildade e caridade com os mais necessitados, seu firme desejo por manter sã a doutrina da Igreja ante o erro do modernismo e por aplicar importantes reformas. “A doutrina católica nos ensina que o primeiro dever da caridade não está na tolerância das convicções errôneas, por mais sinceras que sejam, nem da indiferença teórica e prática pelo erro ou o vício, em que vemos mergulhados nossos irmãos, mas no zelo pela sua restauração intelectual e moral, não menos que por seu bem-estar material”, escreveu São Pio X em sua encíclica Notre Charge Apostolique.
1. Alguns milagres ocorreram por sua intercessão durante sua vida
Em uma audiência, o Papa Pio X segurou um rapaz paralisado. O jovem se soltou dos braços do Pontífice e começou a correr alegre pela sala, por ter sido curado. Em outra ocasião, havia um casal lhe escreveu uma carta pedindo sua ajuda para curar seu filho. O Pontífice lhes escreveu dizendo que esperassem, jejuassem e rezassem. Dois dias depois, a criança estava curada. Também uma religiosa que sofria de tuberculose avançada lhe pediu por sua saúde. A resposta do Papa foi “sim”, enquanto colocava suas mãos sobre a cabeça da religiosa. Naquela mesma tarde, o médico determinou que ela estava completamente curada.
2. É conhecido como o “Papa da Eucaristia”
Bento XVI recordou que São Pio X dizia que o “verdadeiro espírito cristão tem a sua fonte primária e indispensável na participação concreta nos mistérios sacrossantos e na oração pública e solene da Igreja”. “Por isso, recomendava a aproximação frequente dos Sacramentos, favorecendo a recepção diária da Sagrada Comunhão, bem preparados, e antecipando oportunamente a Primeira Comunhão das crianças ‘quando começam a raciocinar’”, acrescentou. Naquele tempo, os fiéis comungavam raramente. A comunhão diária era considerada como algo extraordinário e indevido.
3. Pela primeira vez abriu o refeitório papal às visitas
No século XIX foi um escândalo que o Papa Pio X deixasse de jantar sozinho e convidasse amigos e conhecidos para comer com ele. Embora tenhamos visto essa atitude no Papa Francisco, foi Pio X quem rompeu a tradição de que os Pontífices comessem sozinhos. Muitos anos antes, quando patriarca de Veneza, dispensou grande parte de seus empregados e não permitia que ninguém, exceto suas irmãs, preparasse sua comida.
4. Redigiu um catecismo para a Itália
“Outro ramo importante foi o da formação doutrinal do Povo de Deus. Desde os anos em que era pároco, tinha redigido pessoalmente um catecismo e, durante o Episcopado em Mântua, trabalhara a fim de que se chegasse a um catecismo único, se não universal, pelo menos italiano”, comentou Bento XVI em 2010. Como autêntico pastor, o Papa Pio X tinha compreendido que a situação da época, entre outras coisas pelo fenômeno da emigração, “tornava necessário um catecismo ao qual cada fiel pudesse fazer referência, independentemente do lugar e das circunstâncias de vida”. “Como pontífice, preparou um texto de doutrina cristã para a Diocese de Roma, depois se difundiu em toda a Itália e no mundo. Este Catecismo, chamado ‘de Pio X’ foi para muitas pessoas uma guia segura na aprendizagem das verdades relativas à fé pela sua linguagem simples, clara e específica, e pela eficácia da sua exposição”, acrescentou.
5. Ele era italiano, mas seus pais eram poloneses
O Papa Pio X nasceu em 2 de junho de 1835, em Riese (Itália), de pais que emigraram para a Itália depois da ocupação da Prússia, onde receberam asilo político. Seu pai, originário de Wielkopolska (Polônia), se chamava Jan Krawiec, um alfaiate que teve que mudar seu nome para Giovanni Battista Sarto. O sobrenome Sarto significa sastre (alfaiate) na Itália, por isso, Giuseppe escolheu este nome porque representava sua profissão. Anos mais tarde, sua esposa e ele deram à luz Giuseppe Melchiorre Sarto, o Papa São Pio X que abriu o Vaticano aos refugiados e sem-teto e que como o Papa Francisco no século XXI, criou um espaço para que pessoas necessitadas se refugiassem no Vaticano. Tal ação ocorreu depois do terremoto ocorrido em 28 de dezembro de 1908, que afetou a cidade de Messina, e o Papa permitiu que se abrisse a casa de Santa Marta (junto à Basílica de São Pedro) para os refugiados e pessoas sem lar.
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