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Se quiser fazer um comentário, contar um pouco da sua história de fé, este blog e o site da capelinha virtual foram criados com o objetivo não só de falar aos seus corações, mas também de ouvir o que vai no coração das pessoas.

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Abraços,
Aparecida.





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1000 Orações para Santo Antônio de Pádua

1000 Orações para Santo Antônio de Pádua
Em 13 de junho, dia em que comemoramos nosso amado Santo Antônio de Pádua, queremos convidar VCS leitores(as) do blog e visitantes a se unirem a nós para começarmos uma longa jornada em que faremos uma homenagem ao nosso santinho com 1.000 orações de seu Responso.

Se VC tem um pedido especial para fazer, junte-se a nós e deixe aqui a sua oração.

Se VC teve uma graça alcançada, junte-se a nós, e use esse espaço para agradecer a benção que recebeu.

Deixo aqui registrado todo o meu amor pela bondade infinita de Santo Antônio de Pádua e agradeço todas as graças que me foram concedidas por sua intercessão.

Sejam bem-vindos(as)!
Vamos nos unir num laço de amor, fé e gratidão!!!



Acesse o link abaixo e participe desta linda homenagem a Santo Antônio de Pádua:

Santa Apolônia - 1000 Orações


Agradecemos a todos que participaram da jornada em homenagem à Santa Apolônia, a VCS que com amor, fé e gratidão vieram deixar aqui registrado através das 1.000 orações o seu agradecimento a nossa amada santinha.

Acesse o link abaixo e conheça essa jornada:

Nossa Senhora do Caravaggio - 1000 Ave-Marias


1ooo Ave-Marias para Nossa Senhora do Caravaggio

Uma homenagem linda que a devota M. Aparecida fez à Nossa Senhora do Caravaggio, postando 1000 Ave-Marias em agradecimento e homenagem. Acompanhe no link abaixo toda essa jornada à nossa Santa muito amada.

Santa Rita de Cássia

Santa Rita de Cássia

1000 Pai-Nossos

Obrigada à você que participou da campanha 1000 Pai-Nossos à Santa Rita de Cássia. É com fé, determinação e muito amor que deixamos registrado aqui nosso carinho e gratidão à nossa Santa muito amada.

Acesse o link abaixo e confira toda essa jornada:



http://capelinhavirtual.blogspot.com.br/2013/05/1000-pais-nossos-santa-rita-de-cassia.html
Mostrando postagens com marcador Doutor da Igreja. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Santo Afonso Maria de Ligório

 Santo Afonso Maria de Ligório

1º de agosto


Nascido em uma das mais antigas e nobres famílias de Nápoles , em 27 de setembro de 1696, Afonso Maria de Ligório, foi um menino prodígio pela facilidade com que aprendeu todas as disciplinas, das línguas às ciências, da arte à música.

A devoção popular muito se deve às suaves canções por ele escritas e musicadas. Até hoje na época do Natal ouvimos Tu scendi dalle stelle – Tu desces das estrelas.

Aos 19 anos se formou advogado, mas abandonou a toga e aos 30 anos foi ordenado sacerdote e desenvolveu suas missões entre os mendigos da periferia e os camponeses. Aos 36 anos fundou a congregação do SS Salvador, cujo nome mais tarde passou para SS Redentor, os redentoristas.

Enriqueceu a já numerosa coleção de obras ascéticas e teológicas e expressou sua devoção a Nossa Senhora em As Glórias de Maria, obra fundamental pelo influxo que exerceu na formação do clero.

Declarado doutor da Igreja, patrono dos confessores e teólogos, morreu aos 91 anos em 1787 e foi canonizado em 1832.

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terça-feira, 13 de setembro de 2016

São João Crisóstomo-



São João Crisóstomo
13 de setembro


Doutor da Igreja, Boca de Ouro, Alma de Anjo e Coração de Pai. É o santo que celebramos neste dia: São João Crisóstomo. Nasceu em  família distinta, na  Antioquia no ano 348 e depois da morte do pai, sua jovem mãe tratou de providenciar os melhores professores deste amado menino.
João nasceu com alma monástica, tanto que, por duas vezes passou anos no silêncio do deserto, no entanto,  devido sua  precária saúde voltou da vivência religiosa mais retirada e em Antióquia foi ordenado sacerdote. Famoso devido ao seu dom de comunicar a Palavra de Deus, Crisóstomo não demorou a abraçar a cruz do governo pastoral da diocese de Constantinopla.
Ao perceber a má formação do clero, entregue à ambição e à avareza, o santo começou a exigir vida de pobreza e simplicidade evangélica daqueles que precisavam ser exemplo para o rebanho.
Devido aos naturais atritos com o clero e fervorosas pregações contra o luxo e imoralidades da vida social, São João teve problema com a imperatriz Eudóxia, que começou o movimento causador dos seus dois exílios, sendo que no último, os sofrimentos da longa viagem e os maus tratos foram mortais.
Amado pelo povo e respeitado por todos, São João Crisóstomo morreu em 407 e deixou, além do belo testemunho dos dez anos de pontificado, suas últimas palavras as quais resumiram sua vida: "Glória seja dada a Deus em tudo!".



Oração a São João Crisóstomo


Deus Pai, que as palavras de São Crisóstomo sirvam-nos de orientação para o dia de hoje: A água estagnada se corrompe, mas a que corre e se derrama por mil regatos conserva sua própria virtude. O ferro ocioso é corroído pela ferrugem e se torna fraco e inútil, mas, se usado no trabalho, é muito mais útil e bonito, e perde, em brilho, apenas para a prata. O terreno baldio não produz nada de bom, apenas ervas daninhas, espinhos e árvores não-frutíferas, mas o terreno cultivado se cobre de frutos saborosos. Numa frase: todo ser  se aperfeiçoa, se for usado adequadamente. Agora que todos sabemos  quão proveitoso o trabalho,  entreguemo-nos a este.


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quinta-feira, 21 de julho de 2016

São Lourenço de Brindes-



São Lourenço de Brindes
21 de julho


Seu nome de batismo era Júlio César, nascido em Brindes, em 1559. Com esse nome ambicioso seus pais talvez esperassem criar na família um outro líder romano. Aquele pequeno Júlio teria correspondido mais tarde a esse desígnio, e o encontramos em primeira linha para impedir o avanço do exército turco, mas não brandia a espada, e sim uma cruz de madeira, na qualidade de capelão, ou como se dizia, conselheiro do chefe do exército romano.
Desde os seis anos ele aprendia com extrema facilidade de cor as páginas inteiras de livros, que depois declamava em público até no púlpito da catedral.
A mãe de Júlio assim que ficou viúva, mudou-se para Veneza, confiando o filho então com quatorze anos ao convento dos frades e depois aos capuchinhos de Verona, junto aos quais emitiu os votos religiosos com o nome de frei Lourenço de Brindes, completando sua formação religiosa na universidade de Pádua.
Sua erudição aliada ao conhecimento de línguas obteve-lhe muitos encargos na sua Ordem e da parte do papa. Foi um grande incentivador de todos os que combatiam  contra a ameaça turca e um aplaudido  pregador  da ortodoxia católica contra a reforma protestante.
A serviço do papa Paulo V, foi embaixador da paz junto aos príncipes e reis em discórdia.
Morreu em Lisboa no ano de 1619, incluído no álbum dos santos em 1881 e teve o título de doutor da Igreja em 1959 pelo papa João XXIII.


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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

São Tomás de Aquino-



São Tomás de Aquino-
28 de janeiro


Descendente da nobre dos condes de Aquino, unido por  laços de sangue com diversas dinastias reinantes, nasceu Tomás no castelo de Roccassecca ( entre Nápoles e Roma) em 1225. Aos 5 anos de idade foi levado ao convento beneditino de Monte Cassino, onde fez os primeiros estudos, completados na universidade de Nápoles. Aos 16 anos resolveu abraçar a vida religiosa, mas devido a forte oposição familiar fugiu de casa para entrar no convento dominicano. O pai e os irmãos, indignados, mandaram seus servidores trazerem Tomás de volta. Foi encerrado na torre do castelo de Roccassecca, mas, conseguindo uma corda, desceu pela janela da torre e voltou ao convento de Nápoles, pronunciando um ano depois os votos religiosos. Escolheu a Ordem Dominicana porque desejava difundir a fé cristã e os dominicanos eram os grandes pregadores da época.
Estudou em Paris e ColÔnia, na Alemanha e  sob a direção de Santo Alberto Magno, alcançou o título de Mestre. Introduziu com seu professor a mais radical inovação intelectual, baseada na filosofia de Aristóteles, apesar das críticas que chegaram de todos os lados. A oposição contra sua doutrina durou pouco e a verdade sobrepujou as paixões. Estabeleceu um novo método de estudo e com isso sua reputação se espalhou pela Europa, sendo convidado a lecionar em vários centros culturais do velho mundo. Bacharel e professor de teologia, aos 27 anos assumiu o cargo na universidade de Paris, o grande centro de estudos teológicos, onde o rei São Luís, o procurava frequentemente para ouvir-lhe os conselhos.
São Tomás de Aquino foi o maior gênio da filosofia escolástica e sua influência perdura até hoje. Mostrou que a razão não se opõe à fé e que filosofia e teologia são ciências distintas. Escreveu várias obras, entre elas: Suma contra os gentios, Do ser e da essência, porém a mais importante foi a Suma teológica, que consagrou sua doutrina e à qual dedicou grande parte de sua existência.
Faleceu em 7 de março de 1274, na abadia cisterciense de Fossa Nova, em conseqüência de um acidente acontecido quando, por ordem de Gregório X, viajava para tomar parte no Concílio de Lyon. Por sua vida ilibada e profunda inteligência foi comparado aos espíritos celestes e recebeu os títulos de Doutor Angélico e Príncipe dos Escolásticos. Canonizado em 1323 pelo papa João XXIII, admirador e leitor de suas obras, foi declarado Doutor da Igreja, em 1567, pelo papa Pio V.



Oração de São Tomás de Aquino

Que eu chegue a ti, Senhor, por um caminho seguro e reto; caminho que não se desvie nem na prosperidade nem na adversidade, de tal forma que eu te dê graças nas horas prósperas e nas adversas conserve a paciência, não me deixando exaltar pelas primeiras nem abater pelas outras
Que nada me alegre ou entristeça, exceto o que me conduza a ti ou que de ti me separe.
Que eu não deseje agradar nem receie desagradar senão a ti. Tudo o que passa torne-se desprezível a meus olhos por tua causa, Senhor, e tudo o que te diz respeito me seja caro, mas tu, meu Deus, mais do que o resto. Qualquer alegria sem ti me seja fastidiosa, e nada eu deseje fora de ti.
Qualquer trabalho, Senhor, feito por ti me seja agradável e insuportável aquele de que estiveres ausente.  Concede-me a graça de erguer continuamente o coração a ti e que, quando eu caia, me arrependa. Torna-me, Senhor meu Deus, obediente, pobre e casto; paciente, sem reclamação; humilde, sem fingimento; alegre, sem dissipação; triste, sem abatimento; reservado, sem rigidez; ativo, sem leviandade; animado pelo temor, sem desânimo; sincero, sem duplicidade; fazendo o bem sem presunção; corrigindo o próximo sem altivez; edificando-o com palavras e exemplos, sem falsidade.
Dá-me, Senhor Deus, um coração vigilante, que nenhum pensamento curioso arraste para longe de ti; um coração nobre que nenhuma afeição indigna debilite; um coração reto que nenhuma intenção equívoca desvie; um coração firme, que nenhuma adversidade abale; um coração livre, que nenhuma paixão subjugue.  Concede-me, Senhor meu Deus, uma inteligência que te conheça, uma vontade que te busque, uma sabedoria que te encontre, uma vida que te agrade, uma perseverança que te espere com confiança e uma confiança que te possua, enfim.  Amém.

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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

São Tomás de Aquino-




São Tomás de Aquino
28 de janeiro


Descendente da nobre dos condes de Aquino, unido por  laços de sangue com diversas dinastias reinantes, nasceu Tomás no castelo de Roccassecca ( entre Nápoles e Roma) em 1225. Aos 5 anos de idade foi levado ao convento beneditino de Monte Cassino, onde fez os primeiros estudos, completados na universidade de Nápoles. Aos 16 anos resolveu abraçar a vida religiosa, mas devido a forte oposição familiar fugiu de casa para entrar no convento dominicano. O pai e os irmãos, indignados, mandaram seus servidores trazerem Tomás de volta. Foi encerrado na torre do castelo de Roccassecca, mas, conseguindo uma corda, desceu pela janela da torre e voltou ao convento de Nápoles, pronunciando um ano depois os votos religiosos. Escolheu a Ordem Dominicana porque desejava difundir a fé cristã e os dominicanos eram os grandes pregadores da época.
Estudou em Paris e ColÔnia, na Alemanha e  sob a direção de Santo Alberto Magno, alcançou o título de Mestre. Introduziu com seu professor a mais radical inovação intelectual, baseada na filosofia de Aristóteles, apesar das críticas que chegaram de todos os lados. A oposição contra sua doutrina durou pouco e a verdade sobrepujou as paixões. Estabeleceu um novo método de estudo e com isso sua reputação se espalhou pela Europa, sendo convidado a lecionar em vários centros culturais do velho mundo. Bacharel e professor de teologia, aos 27 anos assumiu o cargo na universidade de Paris, o grande centro de estudos teológicos, onde o rei São Luís, o procurava frequentemente para ouvir-lhe os conselhos.
São Tomás de Aquino foi o maior gênio da filosofia escolástica e sua influência perdura até hoje. Mostrou que a razão não se opõe à fé e que filosofia e teologia são ciências distintas. Escreveu várias obras, entre elas: Suma contra os gentios, Do ser e da essência, porém a mais importante foi a Suma teológica, que consagrou sua doutrina e à qual dedicou grande parte de sua existência.
Faleceu em 7 de março de 1274, na abadia cisterciense de Fossa Nova, em conseqüência de um acidente acontecido quando, por ordem de Gregório X, viajava para tomar parte no Concílio de Lyon. Por sua vida ilibada e profunda inteligência foi comparado aos espíritos celestes e recebeu os títulos de Doutor Angélico e Príncipe dos Escolásticos. Canonizado em 1323 pelo papa João XXIII, admirador e leitor de suas obras, foi declarado Doutor da Igreja, em 1567, pelo papa Pio V.




Oração de São Tomás de Aquino


Que eu chegue a ti, Senhor, por um caminho seguro e reto; caminho que não se desvie nem na prosperidade nem na adversidade, de tal forma que eu te dê graças nas horas prósperas e nas adversas conserve a paciência, não me deixando exaltar pelas primeiras nem abater pelas outras
Que nada me alegre ou entristeça, exceto o que me conduza a ti ou que de ti me separe.
Que eu não deseje agradar nem receie desagradar senão a ti. Tudo o que passa torne-se desprezível a meus olhos por tua causa, Senhor, e tudo o que te diz respeito me seja caro, mas tu, meu Deus, mais do que o resto. Qualquer alegria sem ti me seja fastidiosa, e nada eu deseje fora de ti.
Qualquer trabalho, Senhor, feito por ti me seja agradável e insuportável aquele de que estiveres ausente.  Concede-me a graça de erguer continuamente o coração a ti e que, quando eu caia, me arrependa. Torna-me, Senhor meu Deus, obediente, pobre e casto; paciente, sem reclamação; humilde, sem fingimento; alegre, sem dissipação; triste, sem abatimento; reservado, sem rigidez; ativo, sem leviandade; animado pelo temor, sem desânimo; sincero, sem duplicidade; fazendo o bem sem presunção; corrigindo o próximo sem altivez; edificando-o com palavras e exemplos, sem falsidade.
Dá-me, Senhor Deus, um coração vigilante, que nenhum pensamento curioso arraste para longe de ti; um coração nobre que nenhuma afeição indigna debilite; um coração reto que nenhuma intenção equívoca desvie; um coração firme, que nenhuma adversidade abale; um coração livre, que nenhuma paixão subjugue.  Concede-me, Senhor meu Deus, uma inteligência que te conheça, uma vontade que te busque, uma sabedoria que te encontre, uma vida que te agrade, uma perseverança que te espere com confiança e uma confiança que te possua, enfim.
 Amém.

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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

São Leão Magno-




São Leão Magno
10 de novembro


O Papa Leão I, cognominado o Grande, também conhecido como São Leão Magno foi papa de 29 de setembro de 440 até 10 de novembro de 461. É um doutor da Igreja e um dos Padres latinos.
É celebrado pela Igreja Católica e Anglicana no dia 10 de novembro. É, juntamente com o Papa Gregório I, e com o Papa Nicolau I, um dos Sumos Pontífices que passaram à história com o cognome Magno (ou o Grande).
De acordo com o Liber Pontificalis, era natural da Toscânia. Em 431, como um diácono, ocupando uma posição suficientemente importante para trocar cartas com Cirilo de Alexandria e o Papa Celestino I. Quando o Papa Sixto III morreu (11 de agosto de 440), Leão foi unanimemente eleito pelo povo para sucedê-lo.
O seu pontificado, de rara longevidade nos tempos iniciais da Igreja, foi pródigo em importantes acontecimentos, de entre os quais se destacam o encontro em 452 com Átila. Em 451, os hunos assolaram o norte da Península Itálica, saqueando e matando. O imperador do Ocidente não logrou defender o seu território. Leão enfrentou decididamente Átila, o rei dos hunos, em 452. No encontro com ele, em Mântua, pelo poder da sua personalidade, conseguiu que Átila, finalmente, firmasse um acordo de paz.
No entanto, Roma foi pilhada depois pelos Vândalos. Quando, em 455, os vândalos, comandados pelo rei Genserico, se encontraram às portas de Roma, sem que nenhum exército imperial trouxesse ajuda, os olhares se voltaram para Leão Magno. Ele se dirigiu ao acampamento dos inimigos. Embora não lograsse impedir de todo o saque da cidade, alcançou, contudo, que ficasse preservada a vida da população. Leão conseguiu impedir a tortura de muitos cidadãos romanos nessa invasão.
Em 446, Leão declarou que "o cuidado da Igreja universal deve convergir para a cadeira de Pedro.” Esta doutrina foi reafirmada no Concílio de Calcedónia em 451 por Leão I (através de seus emissários). Leão I impôs a uniformidade da prática pastoral, corrigiu abusos e resolveu disputas. Igualmente ficou marcado pela defesa do conceito teológico fundamental de que Jesus Cristo teve duas naturezas distintas, a humana e a divina. Devido à sua coragem e às suas posições inflexíveis, o povo romano o apelidou de "Leão de Tribo de Judá", em referência à passagem no capítulo 5º do Livro do Apocalipse de São João: "Então um dos Anciãos me falou: Não chores! O Leão da tribo de Judá, o descendente de Davi, achou meio de abrir o livro e os sete selos." (Ap 5,5).




Oração de São Leão Magno

Ó Senhor, que neste dia revelaste o Vosso Filho Unigênito aos gentios guiados por uma estrela, a nós, que já Vos conhecemos pela fé, levai-nos a contemplar face a face, a Vossa Glória.
Ó Senhor, reconheço nos Magos que Te adoraram, as primícias da nossa vocação e da nossa Fé, e celebro com a alma comovida o princípio da nossa esperança feliz.
Foi, então, quando começamos a entrar na posse da nossa herança eterna.
Abriram-se-nos, então, os mistérios da Escritura que nos falam de Ti, e a Verdade, difundiu a sua Luz sobre todos os povos.
Quero, pois, venerar este santíssimo dia em que Tu, Autor da nossa salvação, Te manifestaste, e adoro a onipotência d’Aquele que os Magos veneraram, recém-nascido no presépio.
E, tal como eles Te ofereceram os dons tirados dos seus tesouros misticamente significados, assim eu quero tirar do meu coração, dons que sejam dignos de Ti, meu Deus!
Amém.


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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

São Gregório Magno-










São Gregório Magno
3 de setembro




Doutor da Igreja, um dos maiores Papas da História, dirigiu a Barca de Pedro com rara habilidade e deu rumo à conturbada época em que viveu
Gregório é certamente uma das mais notáveis figuras da história eclesiástica. Exerceu em vários aspectos uma significativa influência na doutrina, organização e disciplina da Igreja Católica. 
A ele devemos olhar, para a explicação da situação religiosa da Idade Média; com efeito, não se levando em conta seu trabalho, a evolução da forma da Cristandade medieval seria quase inexplicável. 
Tanto quanto o moderno sistema católico é um legítimo desenvolvimento do catolicismo medieval, não sem razão Gregório deve também ser chamado seu pai. Quase todos os princípios diretivos do subseqüente Catolicismo são encontrados, pelo menos em gérmen, em Gregório Magno.

Ele merece o glorioso título de Magno por todas as razões que podem elevar um homem acima de seus semelhantes: porque foi magno em nobreza e por todas as qualidades que vêm do nascimento e dos ancestrais; magno nos privilégios da graça com que o Céu o cumulou; magno nas maravilhas que Deus operou por seu intermédio; e magno pelas dignidades de Cardeal, de Legado, de Papa, para as quais a divina Providência e seus méritos o elevaram.


Gregório nasceu em Roma no ano 540. Seu pai, Gordiano, era senador. Muito rico, após o nascimento do filho consagrou-se inteiramente a Deus no serviço dos pobres. 
Dotado de excepcional inteligência e brilhante memória, Gregório aprendeu com facilidade as letras divinas e humanas. É bem provável que tenha também estudado Direito. São Gregório de Tours, que nos deixou algumas impressões sobre ele, diz que em gramática, retórica e dialética ele era tão hábil que, segundo voz corrente, não tinha igual em toda Roma. Diz também que ele se entregou a Deus desde sua juventude.
Enquanto seu pai foi vivo, Gregório tomou parte na vida do Estado e chegou a ser prefeito de Roma. Com a morte daquele, resolveu retirar-se do mundo e consagrar-se a Deus. Isso deu-se provavelmente em 574. Com sua grande fortuna, fundou seis mosteiros na Sicília, além de um em Roma, em seu palácio, com o nome de Santo André. Nele tomou o hábito religioso. Sua caridade para com os pobres era tão grande, que foi premiada com vários milagres.
No ano de 590, terríveis inundações seguidas de peste assolaram a Cidade Eterna, privando a Igreja de seu chefe, o Papa Pelágio. O clero, o povo e o Senado de Roma escolheram unanimemente para o Pontificado o diácono Gregório. 
 Para fazer cessar o flagelo da peste, convocou procissões durante três dias, com a presença de todos. Gregório portou nessa procissão um antigo quadro da Virgem, cuja autoria é atribuída a São Lucas. Segundo a tradição, por onde passava o quadro, o ar corrompido cedia lugar ao são.
Quando ele chegou nas proximidades do mausoléu de Adriano, de acordo com a mesma tradição, ouviram-se coros angélicos que cantavam: "Rainha dos Céus, alegrai-vos, aleluia; porque Aquele que merecestes portar, aleluia; ressuscitou como disse, aleluia". O povo ajoelhou-se, cheio de devoção e alegria, e Gregório cantou: "Rogai por nós a Deus, aleluia". No mesmo instante ele viu um anjo que embainhava a espada, para significar que o flagelo cessara. A partir de então o mausoléu de Adriano passou a ser conhecido como Santo Ângelo.
Triste situação se apresentava ao novo Papa. A Igreja estava em deplorável estado, necessitando de mão firme que a reformasse. Na África, na Espanha, na Inglaterra, na Gália, na Itália e no Oriente imperava a heresia.

O novo Papa lutava contra a peste, contra os tremores de terra, contra os bárbaros heréticos e contra os bárbaros idólatras, contra o paganismo morto e infecto mas insepulto, contra seu próprio corpo, consumido pelas enfermidades; e se pôde dizer que a alma de Gregório era a única inteiramente sã que existia em toda a humanidade.
Assim, com uma habilidade e energia raras ele se multiplicava, tornando-se capitão, rei, pontífice, pai dos romanos. Arregimentou tropas e pagou seu soldo, forneceu aos bárbaros as contribuições que exigiam para não invadir Roma; alimentou e consolou o povo. Obteve tréguas e conseguiu a conversão de toda a nação lombarda do arianismo para a fé católica. 
Por sua humildade, Gregório foi o primeiro Papa que se chamou "servo dos servos de Deus". Em sua boca, essa declaração não era mera figura de retórica.
Gregório foi profícuo em seus escritos, tendo todos eles alcançado grande repercussão. Daí o título que merecidamente recebeu de Doutor da Igreja. Em seu Livro da Regra Pastoral, por exemplo, uma de suas obras que mais influíram na Idade Média, fornece ao clero uma norma de vida. Já em suas Homilias, dirige-se ao povo com uma simplicidade comovedora. Sua palavra é tão eminentemente comunicativa, tão viva, tão apropriada, que a multidão a escuta religiosamente, às vezes com lágrimas, outras com aplausos.
De valor mais transcendental foram sua consolidação litúrgica e a codificação do canto eclesiástico (até hoje o canto leva o seu nome, gregoriano). 
São Gregório Magno teve grande empenho na conversão dos ingleses de modo a merecer o título de Apóstolo da Inglaterra.
Já no fim de sua vida, escreveu: "Há quase dois anos estou na cama, com grandes dores de gota, de modo que apenas nos dias de festa posso me levantar para celebrar. E logo, com a força da dor, me volto a deitar. [...] Assim, morrendo cada dia, nunca acabo de morrer, e não é maravilha que eu, sendo tão grande pecador, Deus me mantenha tanto tempo neste cárcere".
O grande Papa faleceu em 604, aos 60 anos de idade.
É o protetor dos cantores.




Hino de São Gregório

Dos Anjos outrora apóstolo,
dos anjos agora irmão,
à grei que a Igreja congrega
estende, Gregório, a mão.
Calcando riqueza e glória,
do mundo o falso esplendor,
tu, pobre, seguiste o Pobre
de toda a terra Senhor.
Supremo Pastor, o Cristo,
confia-te a sua grei:
de Pedro recebe o cargo
quem segue de Pedro a lei.
Da Bíblia com seus mistérios
descobres a solução:
a própria Verdade te ergue
à luz da contemplação.
De todos os servos servo,
da Igreja papa e doutor,
não deixes os que te seguem
nas garras do tentador.
Por ti os mais belos cânticos
puderam vir até nós;
em honra ao Deus uno e trino,
rogamos juntos a uma só  voz.
Amém.


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sábado, 25 de agosto de 2012

Santo Agostinho-




Santo Agostinho
28 de agosto


Aurélius Augustine, Santo Agostinho nasceu na cidade de Tagaste, província de Souk Ahras, na época uma província romana no norte da África, na atual Argélia, filho de pai pagão, chamado Patrício e mãe católica,  Santa Mônica.
Com onze anos de idade, foi enviado para a escola em uma pequena cidade da Numídia. Lá ele tornou-se familiarizado com a literatura latina, bem como práticas e crenças do paganismo, o que despertou-lhe o interesse pela filosofia e passou a ser um seguidor do maniqueísmo (sistema religioso que une elementos cristãos e pagãos). Com dezessete anos, foi  para Cartago continuar sua educação na retórica. Vivendo como um pagão intelectual, ele tomou uma concubina; numa tenra idade, ele desenvolveu uma relação estável com uma jovem em Cartago, com a qual teve um filho, Adeodato.
Lá permaneceu durante 9 anos ocupando o cargo de professor da cadeira municipal de retórica. Em 383 mudou-se para Roma onde amigos maniqueístas apresentaram-lhe o prefeito da cidade, Symmachus, que tinha sido solicitado a fornecer um professor de retórica imperial para o tribunal provincial em Milão. Agostinho ganhou o emprego e ocupou o cargo no final de 384.
Em Roma, ele relata ter completamente se afastado do maniqueísmo, e abraçou o movimento cético da Academia NeoplatÔnica. Sua mãe insistia para que ele se tornasse cristão e também seus próprios estudos sobre o neoplatonismo foram levando-o neste sentido, e seu amigo Simplicianus instou-o dessa forma também. Mas foi a oratória do bispo de Milão, Ambrósio, que teve mais influência sobre a conversão de Agostinho.
No verão de 386, após ter lido um relato da vida de António do Deserto, de Atanásio de Alexandria, que muito inspirou-lhe, Agostinho sofreu uma profunda crise pessoal. Decidiu se converter ao cristianismo católico, abandonar a sua carreira na retórica, encerrar sua posição no ensino, desistir de qualquer ideia de casamento, e dedicar-se inteiramente a servir a Deus e às práticas do sacerdócio.
A chave para esta transformação foi à voz de uma criança invisível, que ouviu enquanto estava em seu jardim em Milão, que cantava repetidamente, "Tolle, lege"; "tolle, lege" ("toma e lê"). Ele tomou o texto da epístola de Paulo aos romanos, e abriu ao acaso em 13:13-14, onde lê-se: "Não caminheis em glutonerias e embriaguez, nem em desonestidades e dissoluções, nem em contendas e rixas, mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não procureis a satisfação da carne com seus apetites".
Ele narra em detalhes sua jornada espiritual em sua famosa Confissões (Confessions), que se tornou um clássico tanto da teologia cristã quanto da literatura mundial. Ambrósio batizou Agostinho, juntamente com seu filho, Adeodato, na vigília da Páscoa, em 387, em Milão. Em seu caminho de volta à África sua mãe morreu, e logo após também seu filho, deixando-o sozinho, sem família.
Após o regresso ao Norte da África, vendeu seu patrimônio e deu o dinheiro aos pobres. A única coisa com que ele ficou foi a casa da família, que se converteu em uma fundação monástica para si e um grupo de amigos.
Em 391, ele foi ordenado sacerdote em Hipona (atual Annaba, na Argélia). Em 396, foi eleito bispo, posição que ocupou até sua morte em 430.
Ele deixou o seu mosteiro, mas continuou a levar uma vida monástica na residência episcopal. Ele deixou uma regra para seu mosteiro que o levou ser designado o "santo padroeiro do clero regular", isto é, sacerdotes que vivem por uma regra monástica.
Santo Agostinho analisava a vida levando em consideração a psicologia e o conhecimento da natureza, porém, o conhecimento e as ideias eram de origem divina. Para o bispo nada era mais importante do que a fé em Jesus e em Deus. A Bíblia, deveria ser analisada, segundo ele, levando-se em conta os conhecimentos naturais de cada época. Defendia também a predestinação, conceito teológico que afirma que a vida de todas as pessoas é traçada anteriormente por deus.
As obras de Santo Agostinho influenciaram muito o pensamento teológico da Igreja Católica na Idade Média.
Sua vida foi registrada pela primeira vez por seu amigo São Possídio, bispo de Calama, no seu Sancti Augustini vita. Descreveu-o como homem de poderoso intelecto e um enérgico orador, que em muitas oportunidades defendeu a fé católica contra todos seus inimigos. Possídio também descreveu traços pessoais de Agostinho com detalhes, desenhando um retrato de um homem que comia com parcimónia, trabalhou incansavelmente, desprezando fofocas, rejeitando as tentações da carne, e que exerceu a prudência na gestão financeira conforme sua posição e autoridade de bispo.
Sua vida não é tranquila: missa diária, prega até duas vezes ao dia, dá catequese, administra bens temporais, resolve questões de justiça (cerca, muro, dívidas e brigas de família) e atende aos pobres e órfãos.
Morreu em 28 de agosto de 420, durante um ataque de vândalos (povo bárbaro germânico). Eles destruíram toda a cidade, somente a catedral de Agostinho e a biblioteca ficaram intactas.
Agostinho foi canonizado por reconhecimento popular e reconhecido como Doutor da Igreja. Na Igreja Católica, o seu dia é 28 de agosto. É considerado o santo padroeiro dos cervejeiros, impressores, teólogos e de um grande número de cidades e dioceses. Para os protestantes, Agostinho é referencial na história eclesiástica, pois foi um valoroso líder da Igreja primitiva e deixou suas marcas como verdadeiro discípulo de Cristo.   
 Uma das frases mais conhecidas do santo é : "Ter fé é acreditar nas coisas que você não vê; a recompensa por essa fé é ver aquilo em que você acredita." 


           



Oração a Santo Agostinho

Tu, Senhor, que cuidas do mundo e escolhes os homens para anunciar a felicidade, concede-nos, que através de Sto. Agostinho, Te encontremos em nós mesmos e caminhemos na perfeição do espírito. Que sejamos capazes de amar a quem Te ama, ao amigo em Ti e ao inimigo por Ti; que nossa felicidade seja conhecer-Te, ainda que ignoremos tudo e fiquemos só contigo. Tu, Senhor, que iniciaste uma obra de perfeição em cada um de nós e nos deste a vocação e liberdade para cumprir nosso destino, faz presente Tua promessa em cada um de nós para que sejamos felizes portadores de Tua santidade e de Tua graça (peça a graça que deseja alcançar).
Por Jesus Cristo Nosso Senhor.
Amém.

Santo Agostinho, rogai por Nós!

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domingo, 19 de agosto de 2012

São Bernardo de Claraval-




São Bernardo
20 de agosto


Bernardo de Claraval ou de Fontaine, foi um abade de Claraval, santo e Doutor da Igreja. Nascido em 1090 em Fontaine-lès-Dijon, foi monge cisterciense, grande propagador da Ordem e defensor da Igreja, sendo uma das personalidades mais influentes do século XII.
Nascido numa ,família nobre da Borgonha, no castelo de Fontaine-lès-Dijon, Bernardo foi o terceiro de sete filhos de Tescelin, o Vermelho e de Aleth de Montbard.
Aos nove anos de idade foi enviado para a Escola Canônica de Châtillon-sur-Seine, onde demonstrou um gosto particular pela literatura.
Em 1112, decide entrar na Abadia de Cister, fundada em 1098 por São Roberto de Molesme, e na qual Santo Estevão Harding havia acabado de ser eleito Abade.
Em 1115, Estevão Harding envia-o jovem à frente de um grupo de monges para fundar uma nova casa cisterciense no vale de Langres. A fundação é chamada "Vale Claro", ou Clairvaux – Claraval. Bernardo é nomeado Abade desta nova Abadia, e confirmado por Guilherme de Champeux, bispo de Châlons e célebre teólogo.
Os primórdios de Claraval são difíceis: a disciplina imposta por São Bernardo é bastante severa. Bernardo busca formação nas Sagradas Escrituras e nos Padres da Igreja. Ele tem uma predileção quase exclusiva pelo Cântico dos Cânticos e por Santo Agostinho.
Muitas pessoas afluem à nova abadia e Bernardo acaba de converter toda sua família: seu pai, Tescelin, e seus cinco irmãos tornam-se monges em Claraval. Sua irmã, Umbelina, toma igualmente o hábito no priorado de Jully-les-Nonnains.
A partir de 1118, novas casas são fundadas , como a Abadia Nossa Senhora de Fontenay, para evitar a superlotação de Claraval.
Em 1119, Bernardo faz parte do Capítulo Geral dos Cistercienses convocado por Estevão Harding, que dá sua forma definitiva à Ordem. A Carta da Caridade, que é então redigida, é confirmada pouco depois pelo papa Calisto II.
É nesta época que Bernardo escreve suas primeiras obras, tratados e homilias(sermões) e, sobretudo, uma Apologia, escrita a pedido de Guilherme de Saint-Thierry.
Envia igualmente numerosas cartas para incentivar à reforma o resto do clero, em particular os bispos. Sua carta ao arcebispo de Sens, Henrique de Boisrogues chamada mais tarde de De Officiis Episcoporum (Da conduta dos Bispos) é reveladora do importante papel dos monges no século XII, e das tensões entre o clero regular e secular.
Em 1128, Bernardo participa do concílio de Troyes, convocado pelo papa Honório II e presidido por Matthieu d’Albano, legado do papa. O concílio é fortemente influenciado por sua atuação. É durante este concílio que Bernardo consegue o reconhecimento para a Ordem do Templo, os Templários, cujos estatutos são delineados por ele mesmo.
Torna-se uma personalidade importante e respeitada na Cristandade; ele intervém em assuntos públicos, defende os direitos da Igreja contra os príncipes seculares e aconselha papas e reis.
Em 1130, depois da morte de Honório II, é a sua voz que faz com que Inocêncio II seja aceito.
Nesse período de desenvolvimento das escolas urbanas, no qual os novos problemas são discutidos na forma de questões, de argumentação e busca de uma conclusão, São Bernardo é defensor de uma linha tradicionalista. Claraval dá um papa à Igreja, Eugênio III. Quando o reino de Jerusalém é ameaçado, Eugênio III, ele mesmo um cisterciense, pede a Bernardo que pregue a segunda cruzada em Vézelay em 31 de março de 1146 e mais tarde em Spire. Ele o faz com tanto sucesso que o rei de França LuísVII e o imperador do Sacro Império Conrado III tomam eles mesmos a cruz.
São Bernardo fundou 72 mosteiros, espalhados por toda Europa: 35 na França, 14 na Espanha, 10 na Inglaterra e Irlanda, 6 em Flandres, 4 na Itália, 4 na Dinamarca, 2 na Suécia e 1 na Hungria, além de muitos outros que se filiaram à Ordem.
Em 1151, dois anos antes de sua morte, existem 500 abadias cistercienses. Havia 700 monges ligados a Claraval.
Bernardo morre em 1153 com 63 anos. Seu corpo foi colocado aos pés do altar da Virgem Maria, da qual ele era grande devoto e propagador de suas virtudes.
Foi canonizado em 18 de junho de 1174 por Alexandre III e declarado Doutor da Igreja por Pio VIII em 1830.
Inúmeros milagres são atribuídos a São Bernardo.
Diz-se que inúmeras pessoas iam até ele buscando curas e ele as atendia. Conta-se que após o fracasso da Segunda Cruzada, muitos culparam Bernardo e ele, desconsolado, foi chorar aos pés de uma imagem do Crucificado. Então a imagem de Cristo desprendeu-se da Cruz e abraçou-o para consolá-lo.
Outra história popular é que São Bernardo sempre saudava a Virgem Maria quando via uma imagem sua: "Ave Maria". Certa vez, andando por um mosteiro, ao fazer a costumeira saudação, a imagem lhe respondeu: "Ave Bernardo".
Também se diz que, uma vez, escrevia uma carta importante ao ar livre, e começou a chover. Bernardo abaixou a cabeça e fez uma breve prece, e então, somente no lugar onde estava, a chuva parou.
É considerado um dos maiores místicos da Igreja.
É comemorado no dia 20 de agosto.




Oração de São Bernardo

Meu Santo Abade de Claraval, São Bernardo, fervoroso servo de Maria, a igreja o honra e o invoca universalmente como padroeiro das causas mais difíceis visto dirigir a Maria todo o seu fervor. Assim peço que com Maria venha pedir por mim a Jesus. Eu estou sozinho e desamparado. Faça uso, eu imploro, do seu especial privilégio que Maria deu a vós para trazer um beneficio visível e rápido a esse seu servo desesperado. Venha assistir a este servo que está em grande dificuldade e grande necessidade de consolo e ajuda e atribulado e com sofrimentos.
Assim me consiga a graça (diga aqui o seu pedido) e ainda a graça da salvação da minha alma.
E que isto possa agradar a Deus e a vós, seu eleito para sempre. Eu prometo amado São Bernardo sempre honrar-vos com fervor e, como meu especial padroeiro, encorajar a devoção a vós.
Amém.


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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Santo Antônio de Pádua-




Santo AntÔnio de Pádua
13 de junho


Nascido em 15 de agosto de 1195, seus pais, Martinho de Bulhões e Maria de Taveira, pertencentes à mais alta nobreza lusitana, deram-lhe o nome de Fernando. Conforme as convicções religiosas da família, o menino foi criado numa atmosfera de fé, pureza e dedicado amor a Jesus Cristo.
Destinado à carreira militar, após muitas dúvidas o jovem cavaleiro abandonou os chamados do mundo e refugiou-se no convento dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho, em Coimbra, onde foi ordenado sacerdote, em 1220.
Naquele ano resolveu tornar-se missionário na África. Entrou para a Ordem Franciscana e mudou seu nome para AntÔnio. Atacado de malária, foi obrigado a voltar para Portugal, mas o navio em que viajava, ao retornar de Marrocos, foi desviado de sua rota por terrível tempestade e Fernando, junto com outro frade, foi recolhido por pescadores da Sicília. No clima ameno da ilha o missionário português pôde restabelecer-se rapidamente.
Contemporâneo de São Francisco de Assis, foi um dos maiores pregadores de seu tempo. Segundo antiga tradição, tinha o dom de pregar e ser entendido até por estrangeiros. O seu sermão aos peixes de Rimini, quando os homens não queriam ouvi-lo, ficou célebre.

                                                                              

Faleceu aos 36 anos, em 13 de junho de 1231, na aldeia de Arcela, perto de Pádua, onde foi construído magnífico templo em sua homenagem e que, entre as diversas relíquias do santo, conserva sua língua, como lembrança de suas prédicas inesquecíveis. Santo AntÔnio foi proclamado Doutor da Igreja em 1946, pelo Papa Pio XII.
O maior de seus milagres foi, sem dúvida o que se deu quando, já famoso orador, pregava em Pádua. Avisado durante o sermão que seu pai, injustamente condenado, caminhava para a forca, pousou por momentos a mão sobre a fronte e milagrosamente desdobrou-se, foi a Lisboa, salvou-o, fazendo o cadáver do assassino negar, por um aceno de mão e de cabeça, a culpabilidade de Martinho de Bulhões. Os ouvintes não perceberam que, durante aquela rápida parada, quando parecia coordenar as idéias, em pensamento havia realizado o discutido prodígio de desdobramento da personalidade.
A devoção a Santo AntÔnio chegou ao Brasil trazida pelos colonizadores, assim como pelos franciscanos.
Ele é venerado pelos soldados, que lhe dedicam honras militares, e é o santo que dá nome a mais de 230 povoações brasileiras, mas para o povo em geral é o santo familiar, que acha objetos perdidos e o protetor dos casamentos.
É considerado o protetor dos pobres.
É representado geralmente vestido com hábito franciscano, segurando uma cruz na mão direita e tendo na esquerda um livro, sobre o qual aparece o Menino Jesus de pé, ou sentado. A razão disso é a tradição segundo a qual, estando AntÔnio em sua cela, um frade viu intensa luz, que parecia um incêndio. Preocupado, foi ver o que estava acontecendo. Ficou pasmo ao notar o santo, ajoelhado no genuflexório, abraçado ternamente pelo Menino Jesus, sentado sobre seu livro de orações.




Cinco Minutos Diante de Santo AntÔnio
Há quanto tempo te esperava, alma devota, pois bem conheço as graças que necessitas e que queres que eu peça por ti ao Senhor. Estou disposto a fazer tudo por ti, mas diz-me uma a uma todas as tuas necessidades, pois hei de ser teu intermediário junto de Deus para alívio de teus males. Sinto a aflição do teu coração e quero unir-me às tuas amarguras. Desejas o meu auxílio em tal negócio, queres a minha proteção para obteres paz na tua família, desejas conseguir emprego, queres ajudar alguns pobres, alguma pessoa necessitada, desejas que cesses alguma tribulação, queres casar e fazer a tua vida familiar, queres a tua saúde ou a de alguém  a quem muito estimas ? Coragem pois tudo obterás. Uma coisa, porém, desejo de ti. Quero que sejas mais assíduo à visita ao santíssimo sacramento, à santa missa e sagrada comunhão, à confissão e que sejas mais devoto de Maria Santíssima, nossa mãe; quero que propagues a minha devoção e que ajude os meus pobres. Não imaginas como tudo isto agrada o meu coração! E eu não sei negar nenhuma graça àqueles que seguem estes meus conselhos. Todos os que com viva fé recorrem a mim, são todos atendidos. Eles me invocam para ter êxito num negócio, para achar um objeto perdido, para obter a saúde de um enfermo, para conseguir a conversão de alguém afastado de Deus; e eu, por amor dos meus pobres, obtenho de Deus tudo o que me pedem e ainda mais. Temes que eu não faça outro tanto por ti ? Não penses nisso, porque prezo muito as prerrogativas que Deus me concedeu – a de ser o santo dos milagres! Muitos outros, como tu, têm precisado de mim e temem suplicar-me, pensando que me importunam. Eu leio tudo no fundo dos corações. A tudo darei remédio. Hei de obter as tuas graças: não temas. Agora volta às tuas ocupações e não te esqueças do que te recomendei. Vem sempre procurar-me porque eu te espero. As tuas visitas ser-me-ão sempre agradáveis porque sou teu amigo.

(Reze 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai em honra do santo)


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