São Francisco e o Lobo 🐺 de Gubbio
O "Lobo de Gubbio" é um relato do livro As Pequenas Flores de São Francisco que descreve como o santo domesticou um lobo feroz que aterrorizava a cidade italiana de Gubbio.
Certa vez, São Francisco foi visitar a cidade de Gubbio, na Itália. Assim que chegou soube que os moradores enfrentavam problemas com um lobo selvagem que atacava animais das criações locais e até mesmo as pessoas. Apavorados, ninguém se atrevia a passar os muros da cidade.
São Francisco, que amava a criação e via o Criador em todas as criaturas, tinha por costume, conversar com os animais. Para ajudar os moradores de Gubbio, ele decidiu falar com o lobo. Todos ficaram esperançosos, pois sabiam dos inúmeros feitos do santo. Ele então procurou pelo animal, sozinho e com o terço na mão, andou pela floresta até se deparar com o canino.
Raivoso e com os pelos ouriçados, o lobo estava pronto para atacar. Entretanto, o animal ao perceber que as intenções de Francisco eram de paz, se acalmou. Indo ao encontro do lobo, o Seráfico Pai se aproximou como quem se aproxima de um irmão e disse:
- Irmãozinho lobo, quero somente conversar com você. E, caso você esteja me entendendo, levante, por favor, a sua patinha para mim!
O irmão lobo, perante tão grande vibração de amor e carinho, perdeu toda a sua ferocidade. Assim, levantou confiante a pata da frente e calmamente a pôs na mão aberta de Francisco, que novamente lhe dirigiu a palavra com toda a sua graça:
- Querido irmão lobo, vou fazer um trato com você! De hoje em diante, vou cuidar de você, meu irmão! A cidade vai lhe dar comida, já que, por culpa das pessoas, a floresta não lhe oferece mais o alimento necessário. Assim, seremos sempre amigos! Você por sua vez, também será amigo de todas as pessoas desta cidade, pois de agora em diante, terá acolhimento, comida e carinho. Desta forma, não precisará mais matar para sobreviver.
Com a promessa de nunca mais lesar nem homem nem animal, foi o lobo com Francisco até a cidade. Os moradores abandonaram a raiva e o medo passando a chamá-lo de irmão lobo. Quando o animal morreu de velhice, foi um grande pesar para toda a cidade, já que todos de Gubbio viam o amor divino de Francisco refletido nos olhos do lobo cada vez que ele ia até a porta da cidade buscar o seu alimento.
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