São Martinho de Tours e o manto que cobriu Jesus
Poucos personagens podem ter a sua história resumida em uma única ação tão poderosa a ponto de permanecer indelével em uma vida. São Martinho de Tours pertenceu a uma categoria especial de santos. Seu famoso manto e seu grandioso gesto tornaram-se inesquecíveis.
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O famoso episódio do pobre e do manto.
Num dia muito frio Martinho viu um mendigo semi nu e como já havia doado tudo o que possuía, decidiu cortar a meio o seu manto, oferecendo ao pobre uma das partes. Reza a lenda que, apesar de mal agasalhado e de chover torrencialmente Martinho continuou o seu caminho quando de repente a tempestade desapareceu e deu lugar a um sol brilhante. Diz-se que Deus, para recordar o seu ato de generosidade, proporciona em meados do outono belos dias de sol, a que o povo chama «Verão de S. Martinho».
Na noite seguinte, Jesus apareceu-lhe em sonho, usando a metade do manto, dizendo aos anjos: “Este aqui é Martinho, o soldado romano que me cobriu com seu manto”.
Dessa noite em diante, ele decidiu que deixaria as fileiras militares para dedicar-se à religião.
A família real francesa recebeu, há mais de um milênio, parte da capa de São Martinho como relíquia e pela circunstância histórica fez surgir a primeira nação cristã da Europa.
A capa de São Martinho, que era estimada como tesouro pela monarquia francesa, nomeou o lugar onde a guardava de capela (chape – chapelle). Portanto, o nome "capela", que hoje refere-se a pequenos lugares de oração significava originalmente "o lugar em que se guarda a capa" de São Martinho.
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