São Guilherme de Vercelli
25 de junho
Guilherme, um adolescente de Vercelli, com 14 anos, fez algo semelhante ao que Francisco faria em Assis, mais de cem anos depois. Deixou a vida de opulenta riqueza da sua família, renunciou ao título nobiliário, vestiu uma túnica rude e partiu descalço e sozinho.
Uma experiência de peregrinação: Guilherme tinha os pés muito machucados de tanto andar. Seu destino era Santiago de Compostela e, depois, um dia, a Terra Santa. Compostela torna-se uma etapa obrigatória de peregrinação para o homem do primeiro milênio. Por volta do ano 1099, Guilherme partiu para o Santuário espanhol: fez cinco anos de caminhada, de pão e água, dormindo no chão, de colóquio íntimo com Deus e de ardente anúncio do Evangelho ao longo do caminho. A outra etapa de qualquer peregrinação, na época, era a Terra de Jesus. Então, Guilherme voltou para a Itália com o objetivo de partir para Jerusalém. Porém, o homem que planeja se defronta com as surpresas de Deus. O jovem encaminhou-se para o sul da Itália em busca de um navio. Mas, nas proximidades de Brindes, foi agredido por alguns ladrões. Naquele pobre peregrino nada havia para roubar; decepcionados, a agressão se transformou em violência. Guilherme foi espancado e obrigado a interromper sua viagem. Ao recuperar suas forças, encontrou-se com João de Matera, o futuro santo, que havia conhecido antes, que lhe disse, com decisão, que, por detrás da agressão sofrida, poderia estar oculto um sinal maior: dedicar a sua missão de apóstolo na Itália.
Vida Eremítica: Guilherme refletiu e se convenceu. Em 1118, volta novamente para Irpínia, aos pés do Montevergine, que escalou até encontrar uma pequena bacia, onde se deteve. Ali, o peregrino se tornou eremita. O eremita pensava ser feito para a solidão, mas a solidão não era feita para ele: sua fama de homem de Deus se espalhou rápido como o vento gelado que penetrava nos bosques do Monte Partênio. Dezenas de pessoas chegavam ao lugar onde se encontrava a cela do monge Guilherme.
Abade de Montevergine: Assim, o eremita tornou-se abade. Foram poucas as regras escritas, ditadas e mostradas com seu exemplo: penitência rigorosa, oração, prática da caridade com os pobres. Este foi o broto da sua congregação dedicada a Maria, A Congregação Beneditina de Montevergine, oficialmente reconhecida em 1126.
A mística do Peregrino: Certo dia, o Santo Peregrino confiou a um discípulo a recém-nascida Abadia de Montevergine e retomou sua estrada. Os príncipes normandos e as pessoas paupérrimas que o encontravam permaneciam fascinados. Notou-se aí uma verdadeira espiritualidade peregrina, daquele que se encontrou com Jesus através dessas experiências de viajante, recordando que todos nós somos passageiros neste mundo.
A abadia de Montevergine prosperou graças às contínuas doações. Entre os amigos reinantes, mas, sobretudo, sinceros de Guilherme, destaca-se Rogério II, um rei normando. Foi ele quem visitou, pela última vez, o peregrino, que se tornou eremita e abade, debilitado e quase sem força. Em 1142, São Guilherme entregou seu espírito em um de seus mosteiros da Irpínia, em Goleto.
800 anos depois da sua morte, em 1942, Pio XII o proclamou padroeiro principal da Irpínia.
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Oração a São Guilherme de Vercelli
Ó Glorioso São Guilherme, tu que em vida santificaste Montevergine com as tuas virtudes e com milagres que o Senhor operou através de tuas mãos e, depois da morte tornaste precioso o Santuário de Montevergine como repouso do teu Santo Corpo: ouve atencioso as nossas preces e torna-nos firmes e perseverantes no testemunho de uma autêntica vida cristã. Continua anunciar as nossas mentes e aos nossos corações a mensagem evangélica com aquela mesma prodigiosa eficácia que o caracterizou em vida, a fim de que como fervorosos apóstolos da glória do Senhor e do culto a Virgem Maria, possamos um dia, no céu participar com contigo do fruto maduro de nossa redenção.
Amém.
São Guilherme, rogai por nós.
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