A famosa descrição da Missa feita por São Justino Mártir encontra-se em sua Primeira Apologia (escrita por volta do ano 155).
Este é um dos relatos mais antigos e preciosos da Igreja, revelando que a estrutura básica da celebração já estava consolidada no século II.
O relato detalha os passos da Missa da seguinte forma:
Liturgia da Palavra: Os cristãos se reuniam no "dia do Sol" (domingo). Lia-se a "memória dos apóstolos" (os Evangelhos) ou os escritos dos profetas, seguido por uma exortação e instrução do presidente da assembleia.
Oração dos Fiéis: Após as leituras, todos se levantavam e elevavam orações em voz alta por si mesmos e por todos os homens.
O Ósculo da Paz: Terminadas as orações, os presentes davam-se o abraço (ou beijo) da paz.
Apresentação das Ofertas: Levavam ao que presidia pão e um cálice contendo água e vinho.
Oração Eucarística: O presidente elevava louvores e glórias ao Pai, através do Filho e do Espírito Santo, pronunciando uma longa ação de graças. Ao final, todo o povo respondia aclamando: "Amém".
A Comunhão: Os diáconos distribuíam o pão e o vinho consagrados ("eucaristizados") aos presentes e os levavam aos ausentes.
Na mesma carta, São Justino enfatiza fortemente a fé da Igreja Primitiva na presença real de Jesus, explicando que o pão e o vinho consagrados não são considerados alimento ou bebida comum, mas a própria Carne e o Sangue de Jesus encarnado.
Você pode conferir a contextualização completa e o testemunho deste importante documento histórico da Igreja conferindo o Catecismo da Igreja Católica (Parágrafos 1344-1345).
São Justino afirma que Jesus Cristo é a encarnação de todo o Logos Divino e, portanto, verdade fundamental, O propósito da vinda de Cristo ao mundo foi ensinar às pessoas a verdade e salvá-las do poder dos demônios. Na terceira parte da Primeira Apologia , Justino descreve vividamente o método dos primeiros cristãos de celebrar a Eucaristia e administrar o batismo .
A descrição concreta que Justino faz das celebrações sacramentais do batismo e da Eucaristia permanece uma fonte principal para a história da Igreja Primitiva. Justino serve, além disso, como um testemunho crucial do status da igreja no século II. Corpus do Novo Testamento, mencionando os três primeiros Evangelhos e citando e parafraseando as cartas de Paulo e 1 Pedro; ele foi o primeiro escritor conhecido a citar os Atos dos Apóstolos.
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